onde e como fazer o teste covid

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Onde e como posso fazer o teste da COVID-19?

20 abr 2021 | 6 min de leitura
Tem febre e suspeita de infeção? Vai viajar e precisa de um teste? Saiba como fazer um teste COVID-19 e quais os procedimentos a seguir antes e depois.

O teste da COVID-19 pode ser feito em vários contextos. O mais comum é que seja efetuado quando existem sintomas de infeção ou contactos de alto e baixo risco com caso confirmado de COVID-19. No entanto, e com a massificação da testagem e possibilidade de realização de autotestes, torna-se cada vez mais comum fazer um teste apenas por precaução.

 

Apesar de existirem procedimentos semelhantes, existem também algumas diferenças entre os vários tipos de testes disponíveis. A fiabilidade, o preço e os métodos usados para confirmar o diagnóstico são distintos e é importante perceber em que circunstâncias deve recorrer a cada um.

 

Que testes da COVID-19 existem?

Existem vários testes para diagnosticar a COVID-19, com diferentes métodos e graus de fiabilidade e, por isso, utilizados em diversos contextos.

 

Os mais conhecidos são os Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN), que são feitos com uma zaragatoa e enviados para análise, e cujo resultado é conhecido algumas horas depois. Estes são, também, o método de referência para diagnóstico e rastreio da infeção por SARS-COV 2. É com base nestes testes que a Direção-Geral da Saúde (DGS) faz a contagem de casos e determina as medidas de controlo de contágio.

 

Os autotestes, vendidos em farmácias, são mais rápidos e, pela sua simplicidade de utilização, podem tornar-se de uso generalizado. No entanto, exigem algumas cautelas.

 

Vejamos em que consiste cada tipo de teste:

 

  • TAAN: Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos. Também conhecidos como testes PCR. Este é o método de referência para confirmar ou não a infeção por SARS-CoV-2. É feito com amostras recolhidas através de zaragatoa na região do nariz e/ou da garganta. São feitos mediante prescrição médica. Os resultados são conhecidos no prazo máximo de 24 horas após a prescrição
  • TRAg: Testes Rápidos de Antigénio (TRAg). São a segunda opção quando os testes de TAAN não estão disponíveis. Incluem os autotestes e são vendidos em farmácias e parafarmácias e usados em rastreios. Os resultados são conhecidos após 15 a 30 minutos da realização
  • Testes serológicos. Avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para a infeção por SARS-CoV-2, mas não são utilizados para diagnóstico.

 

Embora os dois primeiros testes possam parecer semelhantes, a verdade é que os TAAN são mais fiáveis, já que detetam a presença do vírus. Os testes de deteção rápida identificam apenas a presença de proteínas específicas do SARS-CoV-2 e têm menos sensibilidade. Devem, por isso, ser utilizados, preferencialmente, nos primeiros 5 dias (inclusive) de doença, de modo a diminuir a probabilidade de obtenção de resultados falso negativos.

 

A forma como as amostras são processadas justifica a diferença no tempo de diagnóstico e também no preço.

 

Nos testes TAAN (ou PCR) as amostras são refrigeradas e enviadas para um laboratório certificado para análise. Um processo bastante específico e moroso, que só pode ser feito por profissionais e que por isso o torna mais caro e lento.

 

Os testes rápidos de antigénio, disponíveis em farmácias e parafarmácias, não exigem equipamentos laboratoriais complexos.

 

Assim, podem ser usados no âmbito de um regime excecional e temporário, definido pela Portaria 56/2021. Para saber o resultado, que surge em poucos minutos, basta colocar a amostra numa placa, num processo bastante semelhante ao dos testes de gravidez.

 

O objetivo desta disponibilização massiva de testes é conseguir um rastreio mais rápido e conter surtos localizados.

 

Ainda assim, é importante que estes testes só sejam adquiridos nos locais autorizados, porque só aí são cumpridas todas as normas definidas pelo Infarmed e INSA.

 

Quanto custam os testes da COVID-19?

O teste PCR é gratuito se for prescrito pelo SNS. Se o fizer a título particular poderá ter de pagar cerca de 100€.

 

Os seguros de saúde podem comparticipar o teste, mas há casos - por exemplo, se precisar de fazer um para viajar - em que poderá não ter esse apoio. Para ter a certeza sobre a existência de comparticipação sem receita médica deve informar-se junto da sua seguradora.

 

O teste de antigénio vendido na farmácia deverá custar cerca de dez euros, sendo que quando é feito nos laboratórios pode ser um pouco mais caro. Se for usado em rastreios ou ações promovidas por autarquias é gratuito.

 

Onde fazer os testes da COVID-19?

Além dos hospitais, que têm capacidade para testar os casos suspeitos que lhes cheguem ou rastrear os internados, os testes PCR podem ser feitos em laboratórios em todo o país, incluindo em sistemas drive-thru, em que não precisa de sair do carro para ser testado.

 

Na lista existente no site do Ministério da Saúde pode pesquisar os locais por distrito ou por concelho.

 

Se recebeu indicação do SNS24 ou do centro de saúde para fazer o teste, deve agendá-lo para as 48 horas seguintes. Tendo a requisição que lhe é entregue pelas autoridades de saúde pode ligar para o laboratório pretendido e agendar a realização do teste.

 

Tem ainda a opção de fazer o agendamento online nos laboratórios onde é possível. Pode também recorrer à Cruz Vermelha Portuguesa, que realiza testes PCR e de antigénio no seu hospital em Lisboa e nas delegações.

 

No caso dos testes rápidos pode também recorrer a esta plataforma, para agendar um teste num local próximo ou mesmo no domicílio.

 

Resultados: o que fazer se for positivo? E negativo?

A realização de um teste por suspeita de infeção desencadeia uma série de procedimentos destinados ao isolamento desse caso até que seja conhecido o resultado.

 

Com os autotestes, que podem ser feitos por iniciativa própria e sem prescrição médica, os procedimentos em caso de resultado positivo são bastante semelhantes.

 

 

Testes PCR

Se fez um teste laboratorial por suspeita de infeção, tem de ficar em isolamento até saber o resultado.

 

Se for um caso negativo, deve seguir as recomendações que lhe são dadas pelas equipas das unidades de saúde familiares.

 

Caso seja positivo, ficará em isolamento e em vigilância clínica. Será contactado diariamente pelas autoridades de saúde para monitorização da evolução da doença.

 

Receberá ainda o Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho (baixa médica) e deve permanecer em confinamento até que lhe seja dada alta.

 

 

Testes rápidos vendidos em farmácias

Todos os resultados obtidos nos autotestes SARS-CoV-2 devem ser reportados às Autoridades de Saúde.

 

Se o resultado for positivo ou inconclusivo, deve ser comunicado através do SNS24 (808 24 24 24) ou do preenchimento de formulário eletrónico.

 

Se o teste for feito em contexto laboral, pode ser dado conhecimento ao médico assistente ou de saúde ocupacional/medicina do trabalho.

 

A partir daqui é desencadeado o procedimento para a confirmação do diagnóstico, que passa pela prescrição de um teste PCR.

 

O SNS24 dá então indicações para o isolamento até que seja conhecido o resultado do teste. É emitida a Declaração Provisória de Isolamento Profilático (DPIP).

 

Caso o teste PCR dê positivo e confirme o diagnóstico, o laboratório faz a respetiva notificação no SINAVELAB (que regista os casos positivos a nível nacional). A pessoa infetada passa então a ser seguida, podendo recuperar em casa, nos casos mais ligeiros da doença.

 

Terá de respeitar as indicações que lhe são dadas pelas autoridades de saúde, nomeadamente quanto ao confinamento obrigatório e outras normas relativas ao isolamento em relação a outros elementos do agregado familiar. São igualmente dadas indicações sobre outros cuidados a ter, por exemplo, na lavagem de roupa e louça.



 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

O teste da COVID-19 pode ser feito em vários contextos. O mais comum é que seja efetuado quando existem sintomas de infeção ou contactos de alto e baixo risco com caso confirmado de COVID-19. No entanto, e com a massificação da testagem e possibilidade de realização de autotestes, torna-se cada vez mais comum fazer um teste apenas por precaução.

 

Apesar de existirem procedimentos semelhantes, existem também algumas diferenças entre os vários tipos de testes disponíveis. A fiabilidade, o preço e os métodos usados para confirmar o diagnóstico são distintos e é importante perceber em que circunstâncias deve recorrer a cada um.

 

Que testes da COVID-19 existem?

Existem vários testes para diagnosticar a COVID-19, com diferentes métodos e graus de fiabilidade e, por isso, utilizados em diversos contextos.

 

Os mais conhecidos são os Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN), que são feitos com uma zaragatoa e enviados para análise, e cujo resultado é conhecido algumas horas depois. Estes são, também, o método de referência para diagnóstico e rastreio da infeção por SARS-COV 2. É com base nestes testes que a Direção-Geral da Saúde (DGS) faz a contagem de casos e determina as medidas de controlo de contágio.

 

Os autotestes, vendidos em farmácias, são mais rápidos e, pela sua simplicidade de utilização, podem tornar-se de uso generalizado. No entanto, exigem algumas cautelas.

 

Vejamos em que consiste cada tipo de teste:

 

  • TAAN: Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos. Também conhecidos como testes PCR. Este é o método de referência para confirmar ou não a infeção por SARS-CoV-2. É feito com amostras recolhidas através de zaragatoa na região do nariz e/ou da garganta. São feitos mediante prescrição médica. Os resultados são conhecidos no prazo máximo de 24 horas após a prescrição
  • TRAg: Testes Rápidos de Antigénio (TRAg). São a segunda opção quando os testes de TAAN não estão disponíveis. Incluem os autotestes e são vendidos em farmácias e parafarmácias e usados em rastreios. Os resultados são conhecidos após 15 a 30 minutos da realização
  • Testes serológicos. Avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para a infeção por SARS-CoV-2, mas não são utilizados para diagnóstico.

 

Embora os dois primeiros testes possam parecer semelhantes, a verdade é que os TAAN são mais fiáveis, já que detetam a presença do vírus. Os testes de deteção rápida identificam apenas a presença de proteínas específicas do SARS-CoV-2 e têm menos sensibilidade. Devem, por isso, ser utilizados, preferencialmente, nos primeiros 5 dias (inclusive) de doença, de modo a diminuir a probabilidade de obtenção de resultados falso negativos.

 

A forma como as amostras são processadas justifica a diferença no tempo de diagnóstico e também no preço.

 

Nos testes TAAN (ou PCR) as amostras são refrigeradas e enviadas para um laboratório certificado para análise. Um processo bastante específico e moroso, que só pode ser feito por profissionais e que por isso o torna mais caro e lento.

 

Os testes rápidos de antigénio, disponíveis em farmácias e parafarmácias, não exigem equipamentos laboratoriais complexos.

 

Assim, podem ser usados no âmbito de um regime excecional e temporário, definido pela Portaria 56/2021. Para saber o resultado, que surge em poucos minutos, basta colocar a amostra numa placa, num processo bastante semelhante ao dos testes de gravidez.

 

O objetivo desta disponibilização massiva de testes é conseguir um rastreio mais rápido e conter surtos localizados.

 

Ainda assim, é importante que estes testes só sejam adquiridos nos locais autorizados, porque só aí são cumpridas todas as normas definidas pelo Infarmed e INSA.

 

Quanto custam os testes da COVID-19?

O teste PCR é gratuito se for prescrito pelo SNS. Se o fizer a título particular poderá ter de pagar cerca de 100€.

 

Os seguros de saúde podem comparticipar o teste, mas há casos - por exemplo, se precisar de fazer um para viajar - em que poderá não ter esse apoio. Para ter a certeza sobre a existência de comparticipação sem receita médica deve informar-se junto da sua seguradora.

 

O teste de antigénio vendido na farmácia deverá custar cerca de dez euros, sendo que quando é feito nos laboratórios pode ser um pouco mais caro. Se for usado em rastreios ou ações promovidas por autarquias é gratuito.

 

Onde fazer os testes da COVID-19?

Além dos hospitais, que têm capacidade para testar os casos suspeitos que lhes cheguem ou rastrear os internados, os testes PCR podem ser feitos em laboratórios em todo o país, incluindo em sistemas drive-thru, em que não precisa de sair do carro para ser testado.

 

Na lista existente no site do Ministério da Saúde pode pesquisar os locais por distrito ou por concelho.

 

Se recebeu indicação do SNS24 ou do centro de saúde para fazer o teste, deve agendá-lo para as 48 horas seguintes. Tendo a requisição que lhe é entregue pelas autoridades de saúde pode ligar para o laboratório pretendido e agendar a realização do teste.

 

Tem ainda a opção de fazer o agendamento online nos laboratórios onde é possível. Pode também recorrer à Cruz Vermelha Portuguesa, que realiza testes PCR e de antigénio no seu hospital em Lisboa e nas delegações.

 

No caso dos testes rápidos pode também recorrer a esta plataforma, para agendar um teste num local próximo ou mesmo no domicílio.

 

Resultados: o que fazer se for positivo? E negativo?

A realização de um teste por suspeita de infeção desencadeia uma série de procedimentos destinados ao isolamento desse caso até que seja conhecido o resultado.

 

Com os autotestes, que podem ser feitos por iniciativa própria e sem prescrição médica, os procedimentos em caso de resultado positivo são bastante semelhantes.

 

 

Testes PCR

Se fez um teste laboratorial por suspeita de infeção, tem de ficar em isolamento até saber o resultado.

 

Se for um caso negativo, deve seguir as recomendações que lhe são dadas pelas equipas das unidades de saúde familiares.

 

Caso seja positivo, ficará em isolamento e em vigilância clínica. Será contactado diariamente pelas autoridades de saúde para monitorização da evolução da doença.

 

Receberá ainda o Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho (baixa médica) e deve permanecer em confinamento até que lhe seja dada alta.

 

 

Testes rápidos vendidos em farmácias

Todos os resultados obtidos nos autotestes SARS-CoV-2 devem ser reportados às Autoridades de Saúde.

 

Se o resultado for positivo ou inconclusivo, deve ser comunicado através do SNS24 (808 24 24 24) ou do preenchimento de formulário eletrónico.

 

Se o teste for feito em contexto laboral, pode ser dado conhecimento ao médico assistente ou de saúde ocupacional/medicina do trabalho.

 

A partir daqui é desencadeado o procedimento para a confirmação do diagnóstico, que passa pela prescrição de um teste PCR.

 

O SNS24 dá então indicações para o isolamento até que seja conhecido o resultado do teste. É emitida a Declaração Provisória de Isolamento Profilático (DPIP).

 

Caso o teste PCR dê positivo e confirme o diagnóstico, o laboratório faz a respetiva notificação no SINAVELAB (que regista os casos positivos a nível nacional). A pessoa infetada passa então a ser seguida, podendo recuperar em casa, nos casos mais ligeiros da doença.

 

Terá de respeitar as indicações que lhe são dadas pelas autoridades de saúde, nomeadamente quanto ao confinamento obrigatório e outras normas relativas ao isolamento em relação a outros elementos do agregado familiar. São igualmente dadas indicações sobre outros cuidados a ter, por exemplo, na lavagem de roupa e louça.



 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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