onde e como fazer o teste covid

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Onde e como posso fazer o teste da COVID-19?

29 jul 2021 | 9 min de leitura
Tem febre e suspeita de infeção? Vai viajar e precisa de um teste? Saiba como fazer um teste COVID-19 e quais os procedimentos a seguir antes e depois.

Se antes era comum fazer o teste à COVID-19 em caso de suspeita de infeção, hoje os testes podem ser precisos até para aceder a espaços como restaurantes e hotéis. Conheça os diferentes tipos de teste, saiba quais são comparticipados e para que serve o Certificado Digital COVID.

 

Quando preciso de apresentar um teste negativo?

Hoje, existem outras situações em que é preciso apresentar um teste com resultado negativo, segundo o SNS 24:

 

  • para ir a eventos familiares, como casamentos, batizados e aniversários
  • para entrar em eventos culturais, desportivos ou corporativos com mais de 1 000 pessoas, se for em ambiente aberto, ou com mais de 500 pessoas, num espaço fechado
  • entrar em estabelecimentos turísticos e de alojamento local
  • para andar por todo o território nacional, incluindo zonas vermelhas quando existem restrições.

 

 

Preciso de mostrar um teste negativo para ir a um restaurante?

Quanto aos restaurantes, é importante conhecer os detalhes:

 

  • só é preciso apresentar um teste negativo ou o certificado digital para comer no interior dos restaurantes
  • se comer na esplanada não é pedido nenhum destes comprovativos
  • esta restrição só existe para restaurantes dos concelhos que estão em risco elevado e muito elevado
  • a restrição só é válida esta restrição às sextas-feiras a partir das 19h00, sábados, domingos e feriados, durante todo o dia.

 

No início de julho, as novas regras para entrar em restaurantes puseram fim à limitação horária aos fins-de-semana.

 

Que testes à COVID-19 existem?

De forma simples, para testar a infeção por COVID-19 existem 3 tipos de teste:

 

  • os Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN)
  • os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg)
  • os autotestes, que também são testes rápidos

 

Os mais conhecidos são os Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN), os chamados testes PCR. São feitos com uma zaragatoa e enviados para análise.

 

O resultado dos testes TAAN é conhecido até 24 horas depois da recolha. É o método de referência e aquele que a Direção-Geral da Saúde (DGS) usa para fazer a contagem de casos.

 

Existem os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg), que são testes de proximidade e apresentam resultados em cerca de 15 a 30 minutos.

 

Nas últimas semanas, pontos de venda como farmácias começaram a disponibilizar os autotestes. Trata-se de testes rápidos de antigénio de baixa complexidade. Por isso, podem ser feitos por qualquer pessoa, mesmo quem não é profissional de saúde.

 

Os autotestes têm a vantagem de serem simples, pelo que podem tornar-se de uso generalizado. Para saber o resultado, que surge em poucos minutos, basta colocar a amostra numa placa, num processo bastante semelhante ao dos testes de gravidez.

 

Já os testes serológicos são uma análise de sangue e avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para a infeção por SARS-CoV-2, ou seja, se há resistência ou não.

 

Os testes serológicos não servem para fazer o diagnóstico, até porque a existência de anticorpos pode significar que a pessoa já esteve infetada por COVID-19 mas já não está.

 

Quais as diferenças entre os testes?

Os testes TAAN, ou PCR, são os mais fiáveis, porque detetam a presença do vírus.

 

Os testes de deteção rápida identificam apenas a presença de proteínas específicas do SARS-CoV-2 e, por isso, têm menos sensibilidade.

 

Os resultados dos testes rápidos são, assim, mais fiáveis se forem feitos nos primeiros 5 dias de doença. A probabilidade de receber um resultado negativo falso diminui.

 

A forma como as amostras são processadas justifica a diferença no tempo de diagnóstico e também no preço.

 

Nos testes TAAN, as amostras são refrigeradas e enviadas para um laboratório certificado para análise. Um processo bastante específico e demorado, que só pode ser feito por profissionais e que por isso o torna mais lento e caro.

 

Os testes rápidos de antigénio, disponíveis em farmácias e parafarmácias, não exigem equipamentos laboratoriais complexos.

 

Assim, podem ser usados no âmbito de um regime excecional e temporário, definido pela Portaria 56/2021. O objetivo é conseguir um rastreio mais rápido e conter surtos localizados.

 

É importante que estes testes sejam adquiridos nos locais autorizados, porque só aí são cumpridas todas as normas definidas pelo Infarmed e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

 

Quanto custam os testes à COVID-19?

O teste PCR é gratuito se for prescrito por um médico. Pode fazê-lo a título particular, mas terá de pagar cerca de 100€.

 

Os seguros de saúde podem comparticipar o teste, mas há casos – por exemplo, se precisar de fazer um para viajar – em que poderá não ter esse apoio. Para ter a certeza sobre a existência de comparticipação sem receita médica, contacte a sua seguradora.

 

Os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg) podem custar até 10 euros. Contudo, são agora gratuitos os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg) de uso profissional para os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), conforme a Portaria n.º 138-B/2021.

 

São 4 os testes rápidos gratuitos que os utentes do SNS podem fazer por mês, em farmácias e laboratórios autorizados pelo Infarmed. Mas há exceções.

 

O teste rápido não é comparticipado para:

 

  • quem já tem o certificado de vacinação completo e todas as doses da vacina que lhe for dada há, pelo menos, 14 dias
  • quem recuperou da infeção por COVID-19 há mais de 11 dias e há menos de 180 dias
  • menos de 12 anos.

 

Os autotestes não são comparticipados e estão a ser vendidos em farmácias e parafarmácias mas também em hipermercados e supermercados. Se antes custavam cerca de 10 euros, com a generalização da venda passaram a ser vendidos por cerca de 5 euros e, nalguns pontos, custam menos do que isso.

 

Algumas autarquias disponibilizaram os testes serológicos de forma gratuita, outras têm promovido rastreios sem custos. Se precisa de fazer um destes testes, pergunte numa farmácia quais são as opções disponíveis, fale com a sua junta de freguesia ou câmara municipal ou contacte as autoridades de saúde.

 

Onde fazer os testes à COVID-19?

Além dos hospitais, que têm capacidade para testar os casos suspeitos que lhes cheguem ou rastrear os internados, os testes PCR podem ser feitos em laboratórios autorizados em todo o país.

 

Existem mesmo laboratórios com sistemas drive-thru, em que não precisa de sair do carro para ser testado.

 

Na lista existente no site do Ministério da Saúde pode pesquisar os locais para fazer o teste PCR por distrito ou por concelho.

 

Se recebeu indicação do SNS24 ou do centro de saúde para fazer o teste, deve agendá-lo para as 48 horas seguintes. Tendo a requisição que lhe é entregue pelas autoridades de saúde, pode ligar para o laboratório pretendido e agendar a realização do teste.

 

Tem ainda a opção de fazer o agendamento online nos laboratórios onde é possível. Pode também recorrer à Cruz Vermelha Portuguesa, que realiza testes PCR e de antigénio no seu hospital em Lisboa e nas delegações.

 

Resultados: o que fazer se for positivo? E negativo?

A realização de um teste por suspeita de infeção desencadeia uma série de procedimentos destinados ao isolamento da pessoa até que seja conhecido o resultado.

 

Com os autotestes, que podem ser feitos por iniciativa própria e sem prescrição médica, os procedimentos em caso de resultado positivo são bastante semelhantes.

 

Testes PCR

 

Se fez um teste laboratorial por suspeita de infeção, tem de ficar em isolamento até saber o resultado.

 

Se for um caso negativo, deve seguir as recomendações que lhe são dadas pelas equipas das unidades de saúde familiares.

 

Se estiver positivo, ficará em isolamento e em vigilância clínica. Será contactado diariamente pelas autoridades de saúde para monitorização da evolução da doença.

 

Receberá ainda o Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho (baixa médica) e deve permanecer em confinamento até que lhe seja dada alta.

 

Testes rápidos

 

Todos os resultados devem ser reportados às autoridades de saúde.

 

Se o resultado for positivo ou inconclusivo, deve ser comunicado através do SNS24 (808 24 24 24) ou do preenchimento de formulário eletrónico.

 

Se o teste for feito em contexto laboral, pode ser dado conhecimento ao médico assistente ou de saúde ocupacional ou medicina do trabalho.

 

A partir daqui é desencadeado o procedimento para a confirmação do diagnóstico, que passa pela prescrição de um teste PCR.

 

O SNS24 dá então indicações para o isolamento até que seja conhecido o resultado do teste. É emitida a Declaração Provisória de Isolamento Profilático (DPIP).

 

Caso o teste PCR dê positivo e confirme o diagnóstico, o laboratório faz a respetiva notificação no SINAVElab, sistema que regista os casos positivos a nível nacional. A pessoa infetada passa a ser seguida, podendo recuperar em casa, nos casos mais ligeiros da doença.

 

Terá de respeitar as indicações que lhe são dadas pelas autoridades de saúde quanto ao confinamento obrigatório e outras normas de isolamento em relação a outros elementos do agregado familiar. São também dadas indicações sobre outros cuidados a ter, por exemplo, na lavagem de roupa e louça.

 

Então e o certificado digital, para que serve?

Seguindo as regras europeias, o governo lançou o Certificado Digital COVID.

 

Trata-se de um comprovativo digital para facilitar a circulação de pessoas entre os países da União Europeia (UE). Não é obrigatório mas, se viajar para um país da UE, ter o certificado pode não ter de cumprir as medidas existentes, por exemplo, quarentena preventiva de vários dias.

 

Ainda assim, tudo depende das regras do destino para onde vai. Por isso, se for viajar, consulte as exigências e informe-se sobre o que é preciso.

 

O certificado pode ser pedido online, no portal do SNS24 ou na sua app móvel, e é gratuito. Vai precisar de inserir o seu número de utente, que encontra no Cartão de Cidadão.

 

O que significa ter o certificado digital?

Existem 3 tipos de certificado digital:

 

  • o Certificado de Vacinação
  • o Certificado de Testagem
  • o Certificado de Recuperação.

 

Pode pedir o Certificado de Vacinação depois de receber qualquer dose das vacinas aprovadas em Portugal. Mas são precisos 14 dias depois de ser vacinado, garantido o período de eficácia dos anticorpos.

 

Tenha em atenção que o Certificado de Vacinação tem validade de 180 dias, cerca de 6 meses. No final do prazo, pode voltar a pedi-lo.

 

Se fez um teste TAAN ou TRAg à COVID-19, ou seja, um PCR ou um teste de antigénio rápido, pode pedir o Certificado de Testagem. O certificado comprova que recebeu um resultado negativo no teste.

 

Os autotestes não contam para pedir o Certificado de Testagem.

 

O Certificado de Recuperação comprova que recuperou da infeção por COVID-19, provada com um teste TAAN, ou PCR, positivo há mais de 11 dias e há menos de 180.

 

Onde devo apresentar o certificado digital?

Além de ser útil para quando viaja para o estrangeiro, dentro da União Europeia, o Certificado Digital COVID pode ser usado para:

 

  • circular sem restrições no território nacional continental
  • aceder a eventos culturais, desportivos e familiares
  • aceder a estabelecimentos turísticos e alojamentos locais
  • aceder ao interior de restaurantes em concelhos com risco elevado e muito elevado, a partir das 19h às sextas-feiras e durante o fim-de-semana.

 

O certificado funciona como uma alternativa aos testes negativos que, como explicámos, podem ser pedidos para entrar em eventos culturais ou comer no interior de restaurantes com restrições.

 

 

Nota

 

Este artigo foi publicado a 20 de abril de 2021 e atualizado a 29 de julho de 2021.

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

 

Com a evolução da pandemia, as medidas de restrição podem ser alteradas rapidamente e aplicar-se a alguns concelhos ou distritos do país, mas não a todos. Consulte sempre os seus médicos ou centro de saúde e verifique a informação oficial através do SNS 24 ou na comunicação social credível.

 

Se tiver sintomas ou suspeitar que pode estar infetado com COVID-19, contacte o SNS 24 através do número 808 24 24 24.

 

Se antes era comum fazer o teste à COVID-19 em caso de suspeita de infeção, hoje os testes podem ser precisos até para aceder a espaços como restaurantes e hotéis. Conheça os diferentes tipos de teste, saiba quais são comparticipados e para que serve o Certificado Digital COVID.

 

Quando preciso de apresentar um teste negativo?

Hoje, existem outras situações em que é preciso apresentar um teste com resultado negativo, segundo o SNS 24:

 

  • para ir a eventos familiares, como casamentos, batizados e aniversários
  • para entrar em eventos culturais, desportivos ou corporativos com mais de 1 000 pessoas, se for em ambiente aberto, ou com mais de 500 pessoas, num espaço fechado
  • entrar em estabelecimentos turísticos e de alojamento local
  • para andar por todo o território nacional, incluindo zonas vermelhas quando existem restrições.

 

 

Preciso de mostrar um teste negativo para ir a um restaurante?

Quanto aos restaurantes, é importante conhecer os detalhes:

 

  • só é preciso apresentar um teste negativo ou o certificado digital para comer no interior dos restaurantes
  • se comer na esplanada não é pedido nenhum destes comprovativos
  • esta restrição só existe para restaurantes dos concelhos que estão em risco elevado e muito elevado
  • a restrição só é válida esta restrição às sextas-feiras a partir das 19h00, sábados, domingos e feriados, durante todo o dia.

 

No início de julho, as novas regras para entrar em restaurantes puseram fim à limitação horária aos fins-de-semana.

 

Que testes à COVID-19 existem?

De forma simples, para testar a infeção por COVID-19 existem 3 tipos de teste:

 

  • os Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN)
  • os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg)
  • os autotestes, que também são testes rápidos

 

Os mais conhecidos são os Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN), os chamados testes PCR. São feitos com uma zaragatoa e enviados para análise.

 

O resultado dos testes TAAN é conhecido até 24 horas depois da recolha. É o método de referência e aquele que a Direção-Geral da Saúde (DGS) usa para fazer a contagem de casos.

 

Existem os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg), que são testes de proximidade e apresentam resultados em cerca de 15 a 30 minutos.

 

Nas últimas semanas, pontos de venda como farmácias começaram a disponibilizar os autotestes. Trata-se de testes rápidos de antigénio de baixa complexidade. Por isso, podem ser feitos por qualquer pessoa, mesmo quem não é profissional de saúde.

 

Os autotestes têm a vantagem de serem simples, pelo que podem tornar-se de uso generalizado. Para saber o resultado, que surge em poucos minutos, basta colocar a amostra numa placa, num processo bastante semelhante ao dos testes de gravidez.

 

Já os testes serológicos são uma análise de sangue e avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para a infeção por SARS-CoV-2, ou seja, se há resistência ou não.

 

Os testes serológicos não servem para fazer o diagnóstico, até porque a existência de anticorpos pode significar que a pessoa já esteve infetada por COVID-19 mas já não está.

 

Quais as diferenças entre os testes?

Os testes TAAN, ou PCR, são os mais fiáveis, porque detetam a presença do vírus.

 

Os testes de deteção rápida identificam apenas a presença de proteínas específicas do SARS-CoV-2 e, por isso, têm menos sensibilidade.

 

Os resultados dos testes rápidos são, assim, mais fiáveis se forem feitos nos primeiros 5 dias de doença. A probabilidade de receber um resultado negativo falso diminui.

 

A forma como as amostras são processadas justifica a diferença no tempo de diagnóstico e também no preço.

 

Nos testes TAAN, as amostras são refrigeradas e enviadas para um laboratório certificado para análise. Um processo bastante específico e demorado, que só pode ser feito por profissionais e que por isso o torna mais lento e caro.

 

Os testes rápidos de antigénio, disponíveis em farmácias e parafarmácias, não exigem equipamentos laboratoriais complexos.

 

Assim, podem ser usados no âmbito de um regime excecional e temporário, definido pela Portaria 56/2021. O objetivo é conseguir um rastreio mais rápido e conter surtos localizados.

 

É importante que estes testes sejam adquiridos nos locais autorizados, porque só aí são cumpridas todas as normas definidas pelo Infarmed e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

 

Quanto custam os testes à COVID-19?

O teste PCR é gratuito se for prescrito por um médico. Pode fazê-lo a título particular, mas terá de pagar cerca de 100€.

 

Os seguros de saúde podem comparticipar o teste, mas há casos – por exemplo, se precisar de fazer um para viajar – em que poderá não ter esse apoio. Para ter a certeza sobre a existência de comparticipação sem receita médica, contacte a sua seguradora.

 

Os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg) podem custar até 10 euros. Contudo, são agora gratuitos os Testes Rápidos de Antigénio (TRAg) de uso profissional para os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), conforme a Portaria n.º 138-B/2021.

 

São 4 os testes rápidos gratuitos que os utentes do SNS podem fazer por mês, em farmácias e laboratórios autorizados pelo Infarmed. Mas há exceções.

 

O teste rápido não é comparticipado para:

 

  • quem já tem o certificado de vacinação completo e todas as doses da vacina que lhe for dada há, pelo menos, 14 dias
  • quem recuperou da infeção por COVID-19 há mais de 11 dias e há menos de 180 dias
  • menos de 12 anos.

 

Os autotestes não são comparticipados e estão a ser vendidos em farmácias e parafarmácias mas também em hipermercados e supermercados. Se antes custavam cerca de 10 euros, com a generalização da venda passaram a ser vendidos por cerca de 5 euros e, nalguns pontos, custam menos do que isso.

 

Algumas autarquias disponibilizaram os testes serológicos de forma gratuita, outras têm promovido rastreios sem custos. Se precisa de fazer um destes testes, pergunte numa farmácia quais são as opções disponíveis, fale com a sua junta de freguesia ou câmara municipal ou contacte as autoridades de saúde.

 

Onde fazer os testes à COVID-19?

Além dos hospitais, que têm capacidade para testar os casos suspeitos que lhes cheguem ou rastrear os internados, os testes PCR podem ser feitos em laboratórios autorizados em todo o país.

 

Existem mesmo laboratórios com sistemas drive-thru, em que não precisa de sair do carro para ser testado.

 

Na lista existente no site do Ministério da Saúde pode pesquisar os locais para fazer o teste PCR por distrito ou por concelho.

 

Se recebeu indicação do SNS24 ou do centro de saúde para fazer o teste, deve agendá-lo para as 48 horas seguintes. Tendo a requisição que lhe é entregue pelas autoridades de saúde, pode ligar para o laboratório pretendido e agendar a realização do teste.

 

Tem ainda a opção de fazer o agendamento online nos laboratórios onde é possível. Pode também recorrer à Cruz Vermelha Portuguesa, que realiza testes PCR e de antigénio no seu hospital em Lisboa e nas delegações.

 

Resultados: o que fazer se for positivo? E negativo?

A realização de um teste por suspeita de infeção desencadeia uma série de procedimentos destinados ao isolamento da pessoa até que seja conhecido o resultado.

 

Com os autotestes, que podem ser feitos por iniciativa própria e sem prescrição médica, os procedimentos em caso de resultado positivo são bastante semelhantes.

 

Testes PCR

 

Se fez um teste laboratorial por suspeita de infeção, tem de ficar em isolamento até saber o resultado.

 

Se for um caso negativo, deve seguir as recomendações que lhe são dadas pelas equipas das unidades de saúde familiares.

 

Se estiver positivo, ficará em isolamento e em vigilância clínica. Será contactado diariamente pelas autoridades de saúde para monitorização da evolução da doença.

 

Receberá ainda o Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho (baixa médica) e deve permanecer em confinamento até que lhe seja dada alta.

 

Testes rápidos

 

Todos os resultados devem ser reportados às autoridades de saúde.

 

Se o resultado for positivo ou inconclusivo, deve ser comunicado através do SNS24 (808 24 24 24) ou do preenchimento de formulário eletrónico.

 

Se o teste for feito em contexto laboral, pode ser dado conhecimento ao médico assistente ou de saúde ocupacional ou medicina do trabalho.

 

A partir daqui é desencadeado o procedimento para a confirmação do diagnóstico, que passa pela prescrição de um teste PCR.

 

O SNS24 dá então indicações para o isolamento até que seja conhecido o resultado do teste. É emitida a Declaração Provisória de Isolamento Profilático (DPIP).

 

Caso o teste PCR dê positivo e confirme o diagnóstico, o laboratório faz a respetiva notificação no SINAVElab, sistema que regista os casos positivos a nível nacional. A pessoa infetada passa a ser seguida, podendo recuperar em casa, nos casos mais ligeiros da doença.

 

Terá de respeitar as indicações que lhe são dadas pelas autoridades de saúde quanto ao confinamento obrigatório e outras normas de isolamento em relação a outros elementos do agregado familiar. São também dadas indicações sobre outros cuidados a ter, por exemplo, na lavagem de roupa e louça.

 

Então e o certificado digital, para que serve?

Seguindo as regras europeias, o governo lançou o Certificado Digital COVID.

 

Trata-se de um comprovativo digital para facilitar a circulação de pessoas entre os países da União Europeia (UE). Não é obrigatório mas, se viajar para um país da UE, ter o certificado pode não ter de cumprir as medidas existentes, por exemplo, quarentena preventiva de vários dias.

 

Ainda assim, tudo depende das regras do destino para onde vai. Por isso, se for viajar, consulte as exigências e informe-se sobre o que é preciso.

 

O certificado pode ser pedido online, no portal do SNS24 ou na sua app móvel, e é gratuito. Vai precisar de inserir o seu número de utente, que encontra no Cartão de Cidadão.

 

O que significa ter o certificado digital?

Existem 3 tipos de certificado digital:

 

  • o Certificado de Vacinação
  • o Certificado de Testagem
  • o Certificado de Recuperação.

 

Pode pedir o Certificado de Vacinação depois de receber qualquer dose das vacinas aprovadas em Portugal. Mas são precisos 14 dias depois de ser vacinado, garantido o período de eficácia dos anticorpos.

 

Tenha em atenção que o Certificado de Vacinação tem validade de 180 dias, cerca de 6 meses. No final do prazo, pode voltar a pedi-lo.

 

Se fez um teste TAAN ou TRAg à COVID-19, ou seja, um PCR ou um teste de antigénio rápido, pode pedir o Certificado de Testagem. O certificado comprova que recebeu um resultado negativo no teste.

 

Os autotestes não contam para pedir o Certificado de Testagem.

 

O Certificado de Recuperação comprova que recuperou da infeção por COVID-19, provada com um teste TAAN, ou PCR, positivo há mais de 11 dias e há menos de 180.

 

Onde devo apresentar o certificado digital?

Além de ser útil para quando viaja para o estrangeiro, dentro da União Europeia, o Certificado Digital COVID pode ser usado para:

 

  • circular sem restrições no território nacional continental
  • aceder a eventos culturais, desportivos e familiares
  • aceder a estabelecimentos turísticos e alojamentos locais
  • aceder ao interior de restaurantes em concelhos com risco elevado e muito elevado, a partir das 19h às sextas-feiras e durante o fim-de-semana.

 

O certificado funciona como uma alternativa aos testes negativos que, como explicámos, podem ser pedidos para entrar em eventos culturais ou comer no interior de restaurantes com restrições.

 

 

Nota

 

Este artigo foi publicado a 20 de abril de 2021 e atualizado a 29 de julho de 2021.

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

 

Com a evolução da pandemia, as medidas de restrição podem ser alteradas rapidamente e aplicar-se a alguns concelhos ou distritos do país, mas não a todos. Consulte sempre os seus médicos ou centro de saúde e verifique a informação oficial através do SNS 24 ou na comunicação social credível.

 

Se tiver sintomas ou suspeitar que pode estar infetado com COVID-19, contacte o SNS 24 através do número 808 24 24 24.

 

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