Finanças

Desemprego em Portugal recua. Há menos 24 mil inscritos no IEFP 

3 minutos de leitura
Atualizado a 5 novembro 2026
Escrito por Rute Ferreira
Mulher sorridente a segurar um telemóvel e um copo de café, em frente a um edifício de tijolo

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego continua abaixo do registado há um ano. Em julho de 2026, havia menos 23.725 pessoas inscritas no IEFP do que em julho de 2025, uma redução de 8,1%. Face a junho, porém, registou-se uma subida de 1,7%. 

 

Já a taxa de desemprego estimada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) manteve-se nos 5,7%. 

 

 

Número de desempregados inscritos recua 8,1% face a 2025 

No final de julho de 2026, estavam registadas como desempregadas nos serviços do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) 269.100 pessoas.

 

Este número representa:

  • Menos 8,1% face a julho de 2025, o equivalente a menos 23.725 pessoas
  • Mais 1,7% face a junho de 2026, correspondendo a mais 4.583 pessoas.

 

Apesar da subida mensal, o desemprego registado mantém-se, assim, abaixo dos níveis observados há um ano. O aumento face a junho interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de redução mensal.

 

 

Taxa de desemprego mantém-se nos 5,7% 

Os dados mensais mais recentes do INE, relativos a julho de 2026, mostram uma taxa de desemprego de 5,7%, igual à registada em junho e menos 0,1 pontos percentuais do que em julho de 2025. A estimativa relativa a julho é ainda provisória.

 

A população empregada atingiu cerca de 5,35 milhões de pessoas, mais 1,6% do que um ano antes, embora tenha diminuído 0,1% face a junho.

 

Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 9,5%, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior, mas menos 0,6 pontos percentuais do que em julho de 2025. Este indicador é mais abrangente do que a taxa de desemprego, pois inclui, por exemplo, pessoas disponíveis para trabalhar que não procuraram ativamente emprego e trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais horas.

 

 

Portugal mantém-se abaixo da média europeia

Em julho, a taxa de desemprego portuguesa manteve-se abaixo da média da União Europeia e da Zona Euro.

 

Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego ajustada de sazonalidade situou-se em:

  • 5,7% em Portugal
  • 6,1% na União Europeia
  • 6,4% na Zona Euro.

 

Em comparação com julho de 2025, a taxa diminuiu 0,1 pontos percentuais em Portugal. Já na União Europeia e na Zona Euro, aumentou 0,1 pontos percentuais.

 

 

Desemprego jovem continua acima da média

Apesar de a taxa de desemprego geral se ter mantido estável, o desemprego entre os jovens continua a apresentar valores mais elevados.

 

Em julho de 2026, a taxa de desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos situou-se em 20,1% em Portugal. O valor compara com 15,1% na União Europeia e 14,9% na Zona Euro.

 

A taxa de desemprego jovem não representa a percentagem de todos os jovens que estão sem trabalho. É calculada apenas sobre os jovens que fazem parte da população ativa, ou seja, os que estão empregados ou que procuram ativamente emprego e estão disponíveis para trabalhar.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.
  • família

    Como fazer a inscrição no centro de emprego

  • finanças

    Mais emprego em 2026? Especialistas falam em “otimismo cauteloso”

  • família

    Veja os cursos com maior empregabilidade

Informação de tratamento de dados

O Banco Santander Totta, S.A. é o responsável pelo tratamento dos dados pessoais recolhidos.

O Banco pode ser contactado na Rua da Mesquita, 6, Centro Totta, 1070-238 Lisboa.

O Encarregado de Proteção de Dados do Banco poderá ser contactado na referida morada e através do seguinte endereço de correio eletrónico: privacidade@santander.pt.

Os dados pessoais recolhidos neste fluxo destinam-se a ser tratados para a finalidade envio de comunicações comerciais e/ou informativas pelo Santander.

O fundamento jurídico deste tratamento assenta no consentimento.

Os dados pessoais serão conservados durante 5 anos, ou por prazo mais alargado, se tal for exigido por lei ou regulamento ou se a conservação for necessária para acautelar o exercício de direitos, designadamente em sede de eventuais processos judiciais, sendo posteriormente eliminados.

Assiste, ao titular dos dados pessoais, os direitos previstos no Regulamento Geral de Proteção de Dados, nomeadamente o direito de solicitar ao Banco o acesso aos dados pessoais transmitidos e que lhe digam respeito, à sua retificação e, nos casos em que a lei o permita, o direito de se opor ao tratamento, à limitação do tratamento e ao seu apagamento, direitos estes que podem ser exercidos junto do responsável pelo tratamento para os contactos indicados em cima. O titular dos dados goza ainda do direito de retirar o consentimento prestado, sem que tal comprometa a licitude dos tratamentos efetuados até então.

Ao titular dos dados assiste ainda o direito de apresentar reclamações relacionadas com o incumprimento destas obrigações à Comissão Nacional da Proteção de Dados, por correio postal, para a morada Av. D. Carlos I, 134 - 1.º, 1200-651 Lisboa, ou, por correio eletrónico, para geral@cnpd.pt (mais informações em https://www.cnpd.pt/).

Para mais informação pode consultar a nossa política de privacidade (https://www.santander.pt/politica-privacidade).