Quais são os cursos com maior empregabilidade?

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Emprego garantido? Como escolher um curso superior com saída

12 ago 2021 | 5 min de leitura

Quais são os cursos superiores com mais saída em 2021? Da enfermagem à engenharia, saiba quais são os cursos com maior empregabilidade em Portugal.

Quais são os cursos superiores com mais saída? Qual deve tirar quem entra agora para o Ensino Superior e quer garantir um bom emprego no futuro?

 

A verdade é que tudo depende do que acontecer no mundo e no mercado de trabalho. Mas existem algumas informações que podemos consultar para estar bem-informados sobre os cursos com maior empregabilidade.

 

São mais de 30 os cursos com emprego garantido

Todos os anos, a Direção-Geral do Ensino Superior publica as últimas estatísticas no Portal Infocursos.

 

Em 2021, foram 33 os cursos identificados como tendo mais saída, ou seja, sem desempregados no primeiro ano no mercado de trabalho.

 

Neste top de cursos com 0% de desemprego, enfermagem aparece 10 vezes. São várias as instituições de Ensino Superior responsáveis por este bom resultado da área de enfermagem, como:

 

  • os institutos politécnicos de Santarém, Portalegre e Beja
  • a Universidade do Algarve
  • a Universidade Católica Portuguesa
  • as escolas Cruz Vermelha Portuguesa de Lisboa e do Norte
  • a Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias
  • a Escola Superior de Saúde Egas Moniz
  • a Escola Superior de Saúde Atlântica.

 

Existem outras especialidades da área da saúde entre os cursos com mais saída no ranking de 2021. São elas:

 

  • terapia da fala
  • psicologia
  • farmácia
  • fisiologia clínica
  • ortóptica.

 

O segundo grande grupo de cursos superiores entre os mais procurados pelo mercado de trabalho é o das engenharias. Entre estes 33 cursos com desemprego zero, estão:

 

  • engenharia de proteção civil
  • engenharia geológica e de minas
  • engenharia informática e de computadores
  • engenharia naval e oceânica.

 

As ciências aeronáuticas também estão neste top, assim como a química e a matemática. A gestão surge com a gestão de empresas e são das áreas que o mercado de trabalho mais procurou.

 

E agora, as artes. A dança e a música (na variante de composição, direção e formação musical) ocupam 2 lugares entre os cursos com mais saída.

 

Já no que toca aos cursos de letras com maior empregabilidade, destaca-se o de estudos portugueses da Faculdade de Ciências , entrada para o mundo das literaturas, culturas e língua portuguesa.

 

A tabela fica completa com 2 entradas para a área de arquitetura e uma para a educação básica.

 

Quais são os cursos com quase pleno emprego?

 

Se alargarmos um pouco a estatística, os cursos com 0,5% de desemprego seguem, no geral, a tendência dos anteriores.

 

Aqui, entram formações no Ensino Superior como por exemplo:

 

  • cardiopneumologia
  • gestão imobiliária
  • saúde ambiental
  • economia e contabilidade
  • línguas aplicadas
  • engenharias: de energias renováveis e geoespacial
  • agronomia.

 

Como se mede o emprego garantido?

 

No Portal Infocursos, são apresentados os números de quem entrou nos cursos do Ensino Superior e de quem saiu. E o mais importante: quantos desses recém-licenciados estavam inscritos como desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

Isto significa que a forma de avaliar o grau de empregabilidade destes cursos superiores merece atenção.

 

Considera-se que uma licenciatura ou mestrado tem boas probabilidades de garantir emprego vendo quantos alunos que aí estudaram estão sem emprego e inscritos no IEFP.


Quais são os cursos com menos saída?

 

Olhando para as licenciaturas e mestrados do Portal Infocursos, para 2021, estes são alguns dos cursos com taxa de desemprego de 10%:

 

  • ciências do desporto e treino desportivo
  • educação e formação
  • turismo e gestão de empresas turísticas
  • gestão de empresas
  • marketing
  • contabilidade e finanças
  • assessoria e tradução
  • design de moda e têxtil
  • arte e design
  • ciências da comunicação
  • sociologia
  • economia.

 

Sim, há coincidências. Algumas destas áreas tanto conseguem bons resultados no mercado de trabalho como taxas de desemprego altas.

 

Convém ter em conta a instituição de Ensino Superior escolhida e, claro a zona do país onde se estuda e procura trabalho depois da licenciatura ou mestrado, procurando as melhores oportunidades de emprego em cada especialidade.

 

Também é importante não esquecer o que dizem as estatísticas: este é o rácio dos estudantes que tiraram estes cursos e que deram entrada no IEFP como estando em situação de desemprego.

 

O que é que o mercado de trabalho está a pedir?

 

Se o Ensino Superior está nos seus planos, pense no quanto o mercado de trabalho mudou no último ano.

 

O teletrabalho massificou-se durante os meses de confinamento por causa da pandemia de COVID-19.

 

Depois, algumas empresas decidiram voltar ao trabalho presencial. Outras passaram a dividir a atividade dos colaboradores entre teletrabalho e idas pontuais ao escritório.

 

Percebemos a importância das profissões que não puderam parar e que foram essenciais para manter o equilíbrio das nossas vidas, desde logo nos cargos de gestão da saúde pública.

 

Vão ser precisos mais alguns anos para que estas mudanças que a pandemia provocou tenham resultados nas estatísticas do Ensino Superior.

 

Existem também outras mudanças em curso, com novas áreas de especialização a aparecer sobretudo no que diz respeito ao digital.

 

Os engenheiros continuam a estar entre os profissionais mais procurados, mas há também procura para outras profissões de futuro, como cientistas de dados, técnicos de cibersegurança, criadores de conteúdo...

 

Neste caso, a procura motiva a oferta no Ensino Superior. Em 2021, foram criados novos cursos de tecnologias e abertas quase 500 vagas em cursos do Ensino Superior relacionadas com competências digitais como inteligência artificial e ciência de dados.

 

Conselhos para escolher o curso

Saber onde estão as melhores oportunidades de emprego é a parte fácil. Difícil é escolher o curso.

 

Se, por um lado, convém olhar às perspetivas de sucesso no mercado de trabalho e escolher o curso que melhor posiciona esse caminho, por outro, também interessa seguir uma área de interesse.

 

À plataforma Universia, Miguel Muro deixa alguns conselhos como especialista de aquisição de talento, ele que trabalha na GMV em Espanha, um grupo do setor aeroespacial, telecomunicações e tecnologia.

 

O foco da GMV para 2021 é “procurar pessoas com motivação e vontade de aprender e de se desenvolverem em termos profissionais em qualquer setor”, diz Miguel Muro. “No nosso caso, procuramos paixão pela tecnologia, pela inovação e por desenvolver projetos que vão mudar o futuro”, como acontece no setor aeroespacial.

 

A motivação e a vontade de saber mais são mais-valias mais fáceis de ter quando há interesse na área de trabalho.

 

Quanto a competências, o especialista em aquisição de talento sublinha a proatividade, a capacidade de trabalhar em equipa e a partilha de conhecimento.

 

E deixa um conselho aos estudantes do Ensino Superior: “informem-se e procurem empresas e vagas próximos daquilo que mais lhes interessa e apaixona”, porque é isso que vai levá-los a desenvolver mais conhecimentos e capacidades.

 

Também pode visitar a plataforma Design the Future, onde encontra ferramentas úteis para pensar na carreira que mais lhe interessa e para descobrir mais sobre o dia a dia de várias profissões.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Quais são os cursos superiores com mais saída? Qual deve tirar quem entra agora para o Ensino Superior e quer garantir um bom emprego no futuro?

 

A verdade é que tudo depende do que acontecer no mundo e no mercado de trabalho. Mas existem algumas informações que podemos consultar para estar bem-informados sobre os cursos com maior empregabilidade.

 

São mais de 30 os cursos com emprego garantido

Todos os anos, a Direção-Geral do Ensino Superior publica as últimas estatísticas no Portal Infocursos.

 

Em 2021, foram 33 os cursos identificados como tendo mais saída, ou seja, sem desempregados no primeiro ano no mercado de trabalho.

 

Neste top de cursos com 0% de desemprego, enfermagem aparece 10 vezes. São várias as instituições de Ensino Superior responsáveis por este bom resultado da área de enfermagem, como:

 

  • os institutos politécnicos de Santarém, Portalegre e Beja
  • a Universidade do Algarve
  • a Universidade Católica Portuguesa
  • as escolas Cruz Vermelha Portuguesa de Lisboa e do Norte
  • a Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias
  • a Escola Superior de Saúde Egas Moniz
  • a Escola Superior de Saúde Atlântica.

 

Existem outras especialidades da área da saúde entre os cursos com mais saída no ranking de 2021. São elas:

 

  • terapia da fala
  • psicologia
  • farmácia
  • fisiologia clínica
  • ortóptica.

 

O segundo grande grupo de cursos superiores entre os mais procurados pelo mercado de trabalho é o das engenharias. Entre estes 33 cursos com desemprego zero, estão:

 

  • engenharia de proteção civil
  • engenharia geológica e de minas
  • engenharia informática e de computadores
  • engenharia naval e oceânica.

 

As ciências aeronáuticas também estão neste top, assim como a química e a matemática. A gestão surge com a gestão de empresas e são das áreas que o mercado de trabalho mais procurou.

 

E agora, as artes. A dança e a música (na variante de composição, direção e formação musical) ocupam 2 lugares entre os cursos com mais saída.

 

Já no que toca aos cursos de letras com maior empregabilidade, destaca-se o de estudos portugueses da Faculdade de Ciências , entrada para o mundo das literaturas, culturas e língua portuguesa.

 

A tabela fica completa com 2 entradas para a área de arquitetura e uma para a educação básica.

 

Quais são os cursos com quase pleno emprego?

 

Se alargarmos um pouco a estatística, os cursos com 0,5% de desemprego seguem, no geral, a tendência dos anteriores.

 

Aqui, entram formações no Ensino Superior como por exemplo:

 

  • cardiopneumologia
  • gestão imobiliária
  • saúde ambiental
  • economia e contabilidade
  • línguas aplicadas
  • engenharias: de energias renováveis e geoespacial
  • agronomia.

 

Como se mede o emprego garantido?

 

No Portal Infocursos, são apresentados os números de quem entrou nos cursos do Ensino Superior e de quem saiu. E o mais importante: quantos desses recém-licenciados estavam inscritos como desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

Isto significa que a forma de avaliar o grau de empregabilidade destes cursos superiores merece atenção.

 

Considera-se que uma licenciatura ou mestrado tem boas probabilidades de garantir emprego vendo quantos alunos que aí estudaram estão sem emprego e inscritos no IEFP.


Quais são os cursos com menos saída?

 

Olhando para as licenciaturas e mestrados do Portal Infocursos, para 2021, estes são alguns dos cursos com taxa de desemprego de 10%:

 

  • ciências do desporto e treino desportivo
  • educação e formação
  • turismo e gestão de empresas turísticas
  • gestão de empresas
  • marketing
  • contabilidade e finanças
  • assessoria e tradução
  • design de moda e têxtil
  • arte e design
  • ciências da comunicação
  • sociologia
  • economia.

 

Sim, há coincidências. Algumas destas áreas tanto conseguem bons resultados no mercado de trabalho como taxas de desemprego altas.

 

Convém ter em conta a instituição de Ensino Superior escolhida e, claro a zona do país onde se estuda e procura trabalho depois da licenciatura ou mestrado, procurando as melhores oportunidades de emprego em cada especialidade.

 

Também é importante não esquecer o que dizem as estatísticas: este é o rácio dos estudantes que tiraram estes cursos e que deram entrada no IEFP como estando em situação de desemprego.

 

O que é que o mercado de trabalho está a pedir?

 

Se o Ensino Superior está nos seus planos, pense no quanto o mercado de trabalho mudou no último ano.

 

O teletrabalho massificou-se durante os meses de confinamento por causa da pandemia de COVID-19.

 

Depois, algumas empresas decidiram voltar ao trabalho presencial. Outras passaram a dividir a atividade dos colaboradores entre teletrabalho e idas pontuais ao escritório.

 

Percebemos a importância das profissões que não puderam parar e que foram essenciais para manter o equilíbrio das nossas vidas, desde logo nos cargos de gestão da saúde pública.

 

Vão ser precisos mais alguns anos para que estas mudanças que a pandemia provocou tenham resultados nas estatísticas do Ensino Superior.

 

Existem também outras mudanças em curso, com novas áreas de especialização a aparecer sobretudo no que diz respeito ao digital.

 

Os engenheiros continuam a estar entre os profissionais mais procurados, mas há também procura para outras profissões de futuro, como cientistas de dados, técnicos de cibersegurança, criadores de conteúdo...

 

Neste caso, a procura motiva a oferta no Ensino Superior. Em 2021, foram criados novos cursos de tecnologias e abertas quase 500 vagas em cursos do Ensino Superior relacionadas com competências digitais como inteligência artificial e ciência de dados.

 

Conselhos para escolher o curso

Saber onde estão as melhores oportunidades de emprego é a parte fácil. Difícil é escolher o curso.

 

Se, por um lado, convém olhar às perspetivas de sucesso no mercado de trabalho e escolher o curso que melhor posiciona esse caminho, por outro, também interessa seguir uma área de interesse.

 

À plataforma Universia, Miguel Muro deixa alguns conselhos como especialista de aquisição de talento, ele que trabalha na GMV em Espanha, um grupo do setor aeroespacial, telecomunicações e tecnologia.

 

O foco da GMV para 2021 é “procurar pessoas com motivação e vontade de aprender e de se desenvolverem em termos profissionais em qualquer setor”, diz Miguel Muro. “No nosso caso, procuramos paixão pela tecnologia, pela inovação e por desenvolver projetos que vão mudar o futuro”, como acontece no setor aeroespacial.

 

A motivação e a vontade de saber mais são mais-valias mais fáceis de ter quando há interesse na área de trabalho.

 

Quanto a competências, o especialista em aquisição de talento sublinha a proatividade, a capacidade de trabalhar em equipa e a partilha de conhecimento.

 

E deixa um conselho aos estudantes do Ensino Superior: “informem-se e procurem empresas e vagas próximos daquilo que mais lhes interessa e apaixona”, porque é isso que vai levá-los a desenvolver mais conhecimentos e capacidades.

 

Também pode visitar a plataforma Design the Future, onde encontra ferramentas úteis para pensar na carreira que mais lhe interessa e para descobrir mais sobre o dia a dia de várias profissões.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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