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De acordo com o estudo PetPulse Insights — Laços, Rotinas & Consumo, da UPPartner, 95% dos tutores portugueses consideram o seu animal como membro da família. Ainda assim, quando se fala de proteção financeira, a realidade é diferente: apenas cerca de 15% têm um seguro para animais, apesar de este ser um dos segmentos com maior crescimento no setor segurador, com previsões de atingir cerca de 230 milhões de euros até 2033.
Num contexto em que os custos veterinários continuam a aumentar, faz sentido a pergunta: será que vale a pena fazer um seguro para o meu cão ou gato?
Um seguro para animais pode assumir três formatos: responsabilidade civil, saúde animal ou uma solução combinada com as duas proteções.
A cobertura mais básica é a de responsabilidade civil e serve para proteger o tutor caso o animal cause danos a terceiros, sejam danos materiais ou lesões. É uma cobertura especialmente relevante em cães (ou para gatos mais traquinas), e é obrigatória por lei para animais perigosos ou potencialmente perigosos. O regime legal impõe a existência de seguro de responsabilidade civil nestes casos, e a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) remete para a Portaria n.º 585/2004, que enquadra esta obrigação.
Depois, há o chamado seguro de saúde animal (ou seguro veterinário), que é o que mais interessa a quem quer ajuda com despesas médicas. Neste, o mais comum é encontrar comparticipação em:
Em muitos casos, estas coberturas não significam pagamento integral. O habitual é existir uma percentagem suportada pela seguradora, dentro de determinados plafonds anuais ou por ato médico. Também é frequente haver franquias, ou seja, uma parte da despesa fica sempre a cargo do tutor.
Para além da base médica e da responsabilidade civil, há seguros para animais com extras que podem ser bastante úteis no dia a dia.
Entre as coberturas adicionais mais comuns estão:
Nem todas estas coberturas aparecem no mesmo produto, e nem sempre vêm incluídas de origem. Muitas surgem como extra ou só nos planos mais completos.
Nos últimos anos, a componente digital tem ganho espaço nos seguros para animais, com serviços como apoio remoto, triagem telefónica e telemedicina veterinária. São soluções especialmente úteis em situações menos urgentes, ajudando a esclarecer dúvidas sem necessidade de deslocação imediata.
Esta é, talvez, a parte mais importante de ler com atenção. Um seguro para animais pode parecer muito completo à primeira vista, mas a utilidade real depende das exclusões.
O que costuma ficar de fora com mais frequência?
Além disso, a idade pesa bastante. Há seguros que aceitam o animal sem grandes restrições quando ele ainda é novo, mas limitam certas coberturas a partir de determinada idade, sobretudo cirurgia, eutanásia ou funeral. Também pode haver recusas ou agravamentos quando o animal já tem historial clínico relevante.
Além das coberturas, há um aspeto importante que faz toda a diferença: a forma como o seguro funciona no dia a dia.
De forma geral, existem dois modelos principais:
Há ainda seguros que combinam os dois sistemas, permitindo usar a rede quando é conveniente e recorrer ao reembolso noutras situações.
A escolha depende muito das preferências de cada tutor. Quem já tem um veterinário de confiança pode valorizar a liberdade do reembolso. Já quem prefere pagar menos no momento da consulta pode sentir-se mais confortável com uma rede de prestadores.
Na maioria dos casos, sim. Tal como nos seguros de saúde, existe um período de carência, ou seja, um intervalo entre a contratação e o momento em que pode usar determinadas coberturas.
Em geral, estes prazos variam entre 30 e 90 dias, dependendo do seguro e da cobertura. Consultas por doença tendem a ter carências mais curtas, enquanto cirurgias, eutanásia ou funeral podem exigir mais tempo.
Por isso, um seguro não deve ser visto como uma solução para um problema imediato, mas como uma forma de proteção para o futuro. Se fizer sentido contratar, o ideal é fazê-lo quando o animal ainda é jovem e saudável, para garantir mais coberturas e evitar exclusões.
Depende muito do perfil do animal, do orçamento familiar e da forma como o tutor lida com imprevistos.
Para algumas pessoas, a resposta é claramente sim. Sobretudo quando:
Para outras, pode não compensar tanto. Se o plano tiver plafonds muito baixos, franquias altas ou exclusões pesadas, talvez faça mais sentido criar uma reserva financeira própria para despesas veterinárias.
Ainda assim, há uma tendência clara: os custos veterinários têm aumentado e os animais ocupam hoje um lugar mais central na vida das famílias. Isso explica por que motivo cada vez mais tutores começam a olhar para o seguro como uma opção.
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