A crise das alterações climáticas

bem-estar

Alterações climáticas e aquecimento global: o que esperar?

Atualizado 06 jan 2022
24 nov 2021 | 6 min de leitura

Os dados mais recentes não deixam muitas dúvidas: as alterações climáticas já estão a ocorrer e vão afetar todas as regiões do planeta, incluindo Portugal. O aquecimento global pode, em poucas dezenas de anos, mudar as paisagens que hoje conhecemos.

As alterações climáticas no planeta Terra como consequência da atividade humana são um dos desafios e preocupações mais importantes da atualidade. Uma ameaça que, se não empenharmos esforços para travar, põe em risco o nosso futuro.

 

Estas alterações no clima têm levado a catástrofes naturais mais frequentes, estações do ano cada vez mais irreconhecíveis e têm tido consequências na saúde, na economia e na própria sobrevivência da espécie humana.

 

Se nada for feito e o aquecimento global se mantiver nestes níveis, o que há uns anos era considerado alarmismo, hoje é uma certeza. A boa notícia é que ainda não é demasiado tarde para se minimizar o impacto da subida global da temperatura.

 

Há cada vez mais consciência individual e coletiva sobre este tema, reforçando os compromissos das organizações públicas e privadas, a nível global, para limitar os efeitos de uma crise climática que não dá tréguas.

 

No Santander, lutar contra as alterações climáticas é um objetivo constante. Apoiamos os nossos clientes na sua transição para uma economia verde, ao mesmo tempo que estabelecemos, enquanto empresa, o objetivo de zero emissões de CO2 em 2050.

 

O que está a acontecer? As causas e os efeitos

O relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), um organismo da ONU, mostra vários cenários relacionados com as repercussões das emissões de gases de efeitos de estufa. Em todos, mesmo nos mais otimistas, se prevê uma subida da temperatura causada por essas emissões.

 

Os cientistas responsáveis pelo documento, divulgado em agosto de 2021, preveem que, caso se mantenha o atual ritmo de emissões, teremos um aumento de 1,5º C em 2040, de 2º C em 2060 e de 2,7º C em 2100. Ou seja, mesmo no melhor cenário, em 20 anos a temperatura vai subir 1,5°C, que é o limite definido no Acordo de Paris.

 

Se à partida um pouco mais de calor até pode parecer uma coisa boa, quando analisamos as consequências esse otimismo esmorece. Quanto mais calor, maiores serão as alterações no clima. Cada 1º C de subida de temperatura global intensifica em 7% a precipitação extrema.

 

As consequências destas alterações são cada vez mais irreversíveis, tanto na população como no meio. Estas são as que mais se destacam:

 

  • Degelo dos polos: o derretimento das grandes massas de gelo dos polos provoca a subida do nível do mar, aumentando o risco de inundações em zonas costeiras
  • Desflorestação: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que perdemos mais de 400 milhões de hectares de floresta no mundo inteiro, por causas humanas e naturais. Este declive começou no início dos anos 90, mas intensificou-se nos últimos anos
  • Perda de espécies animais: tigres, ursos polares, tartarugas marinhas... há milhares de espécies em risco. Segundo o “Wildlife in a Warming World”, um estudo feito pela WWF em 2018, até metade das espécies animais e vegetais das zonas mais ricas em biodiversidade do planeta poderão estar condenados ao desaparecimento local antes do fim do século
  • Aumento da intensidade de fenómenos meteorológicos: furacões, tornados e outros fenómenos naturais aumentaram a sua violência nos últimos tempos, provocando mais perdas materiais e humanas
  • Migrações: secas, condições de insalubridade e escassez de recursos como água potável ou comida em algumas zonas, impactam as populações locais, que serão obrigadas a emigrar, aumentando as disparidades sociais.

 

Este relatório também não deixa dúvidas quanto à responsabilidade pela situação atual: as alterações climáticas têm influência humana e só uma mudança de comportamento as pode travar.

 

Revela, também, que o processo está a acelerar, já que estas alterações não se verificaram durante milhares de anos, mas têm sido constantes nas últimas décadas.

 

Os fenómenos extremos, como ondas de calor, precipitação intensa, secas e ciclones tropicais, que tantas vezes vemos nas notícias, não só são mais frequentes, como já se alastraram por todo o mundo.

 

Eis alguns exemplos do que mudou em 70 anos:

 

  • 1950: a cobertura de neve na primavera começou a descer
  • Desde 1970 que os oceanos estão a ficar mais quentes e mais ácidos
  • Desde 1979 que se verifica um decréscimo de 40% de gelo no Ártico
  • 1990: nesta década os glaciares começaram a recuar


O que pode acontecer a Portugal?

Neste resumo pode ver quais são as previsões para a Europa Ocidental, que incluem um aumento da ocorrência de cheias, fogos florestais, ventos fortes e calor intenso.

 

De acordo com o relatório, as temperaturas na zona do Mediterrâneo irão aumentar mais rapidamente do que a média global. Setores como a agricultura, pesca e turismo vão ser prejudicados, antevendo-se também um maior risco de escassez de água potável.

 

E se a temperatura média subir mais de 2º C, a área ardida nas florestas no sul da Europa pode aumentar até 87%.

 

Para mostrar os efeitos da subida do nível do mar, a Climate Central, uma organização sem fins lucrativos que divulga informação científica sobre o clima, criou algumas simulações. Pode ver aqui como esta subida vai afetar algumas paisagens mundialmente conhecidas. Nesta simulação terá a perceção do que pode ocorrer na zona do Parque das Nações, em Lisboa.

 

O que fazer?

O relatório do IPCC é, para o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, “um código vermelho para a humanidade”. Ou seja, está na altura de agir para travar as alterações climáticas.

 

Para o responsável da ONU, é necessário acabar com a queima de combustíveis fósseis e apostar em economias verdes. Essa é, também, a solução da União Europeia que, com a Lei do Clima, estabeleceu como meta a neutralidade climática até 2050.

 

É verdade que algumas alterações são irreversíveis, mas é possível abrandar o aquecimento global. A redução dos gases com efeito de estufa não só travaria o aquecimento, como seria importante para melhorar a qualidade do ar.

 

Cada um de nós tem um papel importante nesta missão. Fazer escolhas mais sustentáveis no consumo, na alimentação ou na mobilidade, poupar água ou melhorar a eficiência energética da nossa casa são formas de reduzir a nossa pegada ecológica e de contribuir para que as alterações climáticas tenham um impacto menor.

 

No Santander, promover a sustentabilidade ambiental faz parte da nossa missão. Somos uma voz ativa na luta contra as alterações climáticas, participando em eventos públicos, como o Green Fest, a AgroGlobal e a 1.ª Cimeira Ibérica da Agricultura, e fazendo parte de compromissos como o Lisboa Capital Verde Europeia 2020 – Ação climática 2030 e o Manifesto “Rumo à COP26”, promovido pelo BCSD Portugal.

 

Nas palavras de Ana Botín, CEO do Santander, “se queremos que a economia mundial seja uma economia verde, precisamos de fazer um esforço global de verdade: que os bancos, as empresas, os governos, os reguladores e a sociedade civil trabalhem juntos na mesma direção”.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

As alterações climáticas no planeta Terra como consequência da atividade humana são um dos desafios e preocupações mais importantes da atualidade. Uma ameaça que, se não empenharmos esforços para travar, põe em risco o nosso futuro.

 

Estas alterações no clima têm levado a catástrofes naturais mais frequentes, estações do ano cada vez mais irreconhecíveis e têm tido consequências na saúde, na economia e na própria sobrevivência da espécie humana.

 

Se nada for feito e o aquecimento global se mantiver nestes níveis, o que há uns anos era considerado alarmismo, hoje é uma certeza. A boa notícia é que ainda não é demasiado tarde para se minimizar o impacto da subida global da temperatura.

 

Há cada vez mais consciência individual e coletiva sobre este tema, reforçando os compromissos das organizações públicas e privadas, a nível global, para limitar os efeitos de uma crise climática que não dá tréguas.

 

No Santander, lutar contra as alterações climáticas é um objetivo constante. Apoiamos os nossos clientes na sua transição para uma economia verde, ao mesmo tempo que estabelecemos, enquanto empresa, o objetivo de zero emissões de CO2 em 2050.

 

O que está a acontecer? As causas e os efeitos

O relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), um organismo da ONU, mostra vários cenários relacionados com as repercussões das emissões de gases de efeitos de estufa. Em todos, mesmo nos mais otimistas, se prevê uma subida da temperatura causada por essas emissões.

 

Os cientistas responsáveis pelo documento, divulgado em agosto de 2021, preveem que, caso se mantenha o atual ritmo de emissões, teremos um aumento de 1,5º C em 2040, de 2º C em 2060 e de 2,7º C em 2100. Ou seja, mesmo no melhor cenário, em 20 anos a temperatura vai subir 1,5°C, que é o limite definido no Acordo de Paris.

 

Se à partida um pouco mais de calor até pode parecer uma coisa boa, quando analisamos as consequências esse otimismo esmorece. Quanto mais calor, maiores serão as alterações no clima. Cada 1º C de subida de temperatura global intensifica em 7% a precipitação extrema.

 

As consequências destas alterações são cada vez mais irreversíveis, tanto na população como no meio. Estas são as que mais se destacam:

 

  • Degelo dos polos: o derretimento das grandes massas de gelo dos polos provoca a subida do nível do mar, aumentando o risco de inundações em zonas costeiras
  • Desflorestação: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que perdemos mais de 400 milhões de hectares de floresta no mundo inteiro, por causas humanas e naturais. Este declive começou no início dos anos 90, mas intensificou-se nos últimos anos
  • Perda de espécies animais: tigres, ursos polares, tartarugas marinhas... há milhares de espécies em risco. Segundo o “Wildlife in a Warming World”, um estudo feito pela WWF em 2018, até metade das espécies animais e vegetais das zonas mais ricas em biodiversidade do planeta poderão estar condenados ao desaparecimento local antes do fim do século
  • Aumento da intensidade de fenómenos meteorológicos: furacões, tornados e outros fenómenos naturais aumentaram a sua violência nos últimos tempos, provocando mais perdas materiais e humanas
  • Migrações: secas, condições de insalubridade e escassez de recursos como água potável ou comida em algumas zonas, impactam as populações locais, que serão obrigadas a emigrar, aumentando as disparidades sociais.

 

Este relatório também não deixa dúvidas quanto à responsabilidade pela situação atual: as alterações climáticas têm influência humana e só uma mudança de comportamento as pode travar.

 

Revela, também, que o processo está a acelerar, já que estas alterações não se verificaram durante milhares de anos, mas têm sido constantes nas últimas décadas.

 

Os fenómenos extremos, como ondas de calor, precipitação intensa, secas e ciclones tropicais, que tantas vezes vemos nas notícias, não só são mais frequentes, como já se alastraram por todo o mundo.

 

Eis alguns exemplos do que mudou em 70 anos:

 

  • 1950: a cobertura de neve na primavera começou a descer
  • Desde 1970 que os oceanos estão a ficar mais quentes e mais ácidos
  • Desde 1979 que se verifica um decréscimo de 40% de gelo no Ártico
  • 1990: nesta década os glaciares começaram a recuar


O que pode acontecer a Portugal?

Neste resumo pode ver quais são as previsões para a Europa Ocidental, que incluem um aumento da ocorrência de cheias, fogos florestais, ventos fortes e calor intenso.

 

De acordo com o relatório, as temperaturas na zona do Mediterrâneo irão aumentar mais rapidamente do que a média global. Setores como a agricultura, pesca e turismo vão ser prejudicados, antevendo-se também um maior risco de escassez de água potável.

 

E se a temperatura média subir mais de 2º C, a área ardida nas florestas no sul da Europa pode aumentar até 87%.

 

Para mostrar os efeitos da subida do nível do mar, a Climate Central, uma organização sem fins lucrativos que divulga informação científica sobre o clima, criou algumas simulações. Pode ver aqui como esta subida vai afetar algumas paisagens mundialmente conhecidas. Nesta simulação terá a perceção do que pode ocorrer na zona do Parque das Nações, em Lisboa.

 

O que fazer?

O relatório do IPCC é, para o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, “um código vermelho para a humanidade”. Ou seja, está na altura de agir para travar as alterações climáticas.

 

Para o responsável da ONU, é necessário acabar com a queima de combustíveis fósseis e apostar em economias verdes. Essa é, também, a solução da União Europeia que, com a Lei do Clima, estabeleceu como meta a neutralidade climática até 2050.

 

É verdade que algumas alterações são irreversíveis, mas é possível abrandar o aquecimento global. A redução dos gases com efeito de estufa não só travaria o aquecimento, como seria importante para melhorar a qualidade do ar.

 

Cada um de nós tem um papel importante nesta missão. Fazer escolhas mais sustentáveis no consumo, na alimentação ou na mobilidade, poupar água ou melhorar a eficiência energética da nossa casa são formas de reduzir a nossa pegada ecológica e de contribuir para que as alterações climáticas tenham um impacto menor.

 

No Santander, promover a sustentabilidade ambiental faz parte da nossa missão. Somos uma voz ativa na luta contra as alterações climáticas, participando em eventos públicos, como o Green Fest, a AgroGlobal e a 1.ª Cimeira Ibérica da Agricultura, e fazendo parte de compromissos como o Lisboa Capital Verde Europeia 2020 – Ação climática 2030 e o Manifesto “Rumo à COP26”, promovido pelo BCSD Portugal.

 

Nas palavras de Ana Botín, CEO do Santander, “se queremos que a economia mundial seja uma economia verde, precisamos de fazer um esforço global de verdade: que os bancos, as empresas, os governos, os reguladores e a sociedade civil trabalhem juntos na mesma direção”.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Achou este artigo útil?

Queremos continuar a trazer-lhe artigos úteis.

Obrigado pela sua opinião!

A sua ajuda é importante.

Salto Santander

Obrigado pela sua opinião!