Sustentabilidade ambiental: o que é e dicas ambientais

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Sustentabilidade ambiental: o que ainda vamos a tempo de fazer

23 set 2021 | 10 min de leitura

Na alimentação, nos cuidados de casa, no trabalho e na forma como nos deslocamos: siga estas dicas na sua vida e adote pequenas mudanças por um mundo mais sustentável.

O verão de 2021 fica na memória. Cheias destruidoras na Alemanha, na Bélgica e na China. Incêndios fortes na Grécia e na Califórnia.

 

Não há como negar os efeitos das alterações climáticas: ondas de calor, vagas de frio, glaciares que derretem, a temperatura global a subir, florestas que desaparecem...

 

Mais do que nunca, é importante trazer a sustentabilidade ambiental para a nossa rotina. Saiba o que é este conceito e o que ainda podemos fazer com ele.

 

 

O que é a sustentabilidade ambiental

Há alguns anos que a ideia de sustentabilidade se tornou familiar. Reciclar foi a porta de entrada: era preciso separar o lixo para que pudesse ser tratado.

 

Vieram depois outros “r”. Além de reciclar, a mensagem era reduzir e reutilizar. Vários anos depois, estas ideias multiplicaram-se e começaram a entrar no nosso vocabulário.

 

A economia circular e a redução de desperdício andam de mãos dadas e a pergunta é: como podemos dar uma segunda vida a recipientes de plástico, peças de roupa e outros objetos?

 

Ter um comportamento sustentável é usar os recursos de forma consciente, preservá-los e garantir que o crescimento de hoje não prejudica o amanhã, a vida das próximas gerações.

 

A verdade é que estamos numa corrida contra o tempo, sobretudo na dimensão ambiental da sustentabilidade.

 

É que os recursos naturais estão a esgotar-se ou a desaparecer por consequência da ação da humanidade. E os resultados estão cada vez mais à vista.

 

Ainda vamos a tempo de recuperar o ambiente? Conheça algumas formas de dar o salto para uma vida mais sustentável.

 

 

Dicas para garantir a sustentabilidade ambiental

Por muito pequena que seja, uma simples mudança já faz a diferença nesta luta pela sustentabilidade ambiental, para reverter os efeitos das alterações climáticas.

 

Nunca como agora houve tanta informação credível disponível. Por isso, tome nota de algumas das recomendações para fazer um consumo mais consciente no seu dia a dia.

 

 

Plásticos: combater, reaproveitar, reutilizar

Com a aprovação do fim dos plásticos de utilização única na Europa, vamos dizer adeus a produtos como as palhinhas, os pratos descartáveis e os cotonetes – desde que sejam feitos de plástico.

 

Mas já existem vários substitutos de materiais amigos do ambiente para estes produtos:

 

  • nos restaurantes, já vemos palhinhas de papel nos nossos sumos
  • há pratos descartáveis de papel ou de bambu
  • por que não experimentar cotonetes de cartão? (Atenção à reciclagem: devem ser colocados no ecoponto azul!)

 

Os sacos de plástico que vemos, por exemplo, nas secções de frescos dos supermercados também deixam de ser opção. Troque-os por sacos de rede, que pode usar todas as vezes que comprar fruta e legumes.

 

Até já parece estranho, mas continua a ver alimentos embalados em plástico, não é? Preferir outros alimentos pode ser uma forma de mostrar que este comportamento tem de ser alterado na raiz.

 

Ainda assim, se tiver de comprar um produto embalado numa caixa de plástico, pode sempre reutilizá-la para evitar que seja descartada de imediato. Precisa de um recipiente para escorrer a água das suas plantas? Use aquela caixa de comida das entregas.

 

E por falar em entregas, já há espaços comerciais que permitem que leve os seus recipientes quando vai buscar o jantar ou comprar alimentos. É também uma forma de evitar os sacos de plástico.

 

Tenha na mala ou no carro alguns sacos de pano ou mesmo os de plástico que ainda guarda. Quando for às compras, vão dar jeito.

 

A ideia é planear e antecipar e também serve para as garrafas de água. Leve consigo uma garrafa de metal ou de vidro, que até pode ser reaproveitada de algum frasco de comida que já usou. Assim, tem sempre uma alternativa consciente às garrafas de plástico e contribui para ir bebendo água ao longo do dia.

 

 

Alimentação consciente

A produção de carne é responsável por 60% dos gases emitidos pela indústria alimentar que contribuem para o aquecimento global, segundo um estudo recente da revista “Nature Food”.

 

Por isso, reduzir o consumo de carne é uma forma direta de combater as alterações climáticas.

 

Pode, por exemplo, passar um dia por semana sem comer carne, peixe nem outros animais. Vai ver que essa pequena mudança tem um impacto enorme não só no ambiente mas também na sua saúde e na carteira. Precisa de ajuda com receitas vegetarianas? Inspire-se no portal do movimento das segundas-feiras sem carne.

 

Outra mudança que pode introduzir na sua alimentação é fazer compras em produtores locais. Embora não seja garantido, estes pequenos produtores podem ter práticas mais sustentáveis do que grandes explorações alimentares.

 

O que é garantido é que está a tomar uma decisão com impacto na economia local e na vida da sua comunidade.

 

Vida em comunidade é uma ideia importante a reter: por que não começar uma horta no seu bairro? O esforço é coletivo e todos colhem – literalmente – os frutos desse projeto. Além disso, não é só o ambiente que sai a ganhar, porque pequenos hábitos como cuidar de uma horta ou das plantas lá de casa traz benefícios para a saúde mental.

 

Não tem um espaço para uma horta de bairro? Arranje um cantinho aí em casa e plante algumas sementes. Por muito pequena que seja, essa produção caseira vai direta para a sua mesa.

 

Evitar o desperdício alimentar é palavra de ordem. Tente planear as suas refeições e esgotar todos os frescos e congelados antes de ir às compras.

 

Planeie tudo o que pode fazer com os alimentos frescos. Há várias utilizações para as cascas dos legumes, por exemplo.

 

Também já existem várias apps de serviços que ajudam a distribuir os alimentos da restauração que não são vendidos no seu tempo útil. Em vez de irem para o lixo, e porque ainda estão bons para consumir, podem ser resgatados em vez de desperdiçados.

 

 

Umas calças de ganga com 30 anos

A indústria da moda também contribui bastante para a emissão de gases poluentes e, através deles, para a destruição do ecossistema.

 

A ideia de fast fashion é cada vez menos viável para o nosso mundo. Cada t-shirt pode precisar de dezenas de litros de água para ser fabricada e atravessar vários países desde o ponto onde é produzida até ao seu roupeiro. A pegada ecológica de uma só peça de roupa pode ser enorme.

 

Mas já há mudanças a acontecer.

 

Algumas marcas de grandes cadeias internacionais já lançaram coleções “conscientes”, com materiais ecológicos e de produção responsável, o chamado comércio justo.

 

Também pode investir em peças de marcas reconhecidamente amigas do ambiente e que usam materiais de qualidade que podem durar vários anos. Herdou umas calças de ganga da sua mãe? Aproveite!

 

Evite compras por impulso, pense duas vezes se precisa daquela peça de roupa.

 

Mais uma vez, não se esqueça de procurar oportunidades conscientes perto de si.

 

Uma pesquisa rápida nos motores de busca permite-lhe saber quantas lojas de roupa em segunda mão existem à sua volta e dar uma nova vida ao vestuário que está em ótimo estado.

 

Renovar, transformar, trocar, vender, doar... No que toca à roupa, tudo é válido desde que sirva para prolongar o ciclo de vida de peças com grande rasto ambiental.

 

Tem crianças em casa? Lembre-se de pedir emprestadas as roupas que sabe que vão deixar de servir aos seus filhos em poucos meses. É uma opção sustentável e o orçamento familiar agradece.

 

 

Cuidados de casa

Da próxima vez que for às compras, passe pelo corredor das limpezas e repare em todas as embalagens de plástico que ali estão, prontas para uma única utilização.

 

Nos produtos de limpeza, há também alternativas conscientes:

 

  • experimente comprar produtos ecológicos nas lojas online especializadas no consumo consciente
  • também pode criar os seus próprios produtos em casa, espreite as “receitas” que alguns influencers desta área partilham para nos ensinar a fazer detergente para a roupa e para a loiça a partir do zero
  • se, ainda assim, não puder explorar estas alternativas, prefira marcas de produtos biodegradáveis ou que disponibilizam recargas para que possa continuar a usar a mesma embalagem.

 

Já ouviu falar de shampoo sólido? Está cada vez mais na moda, não só o shampoo, mas também o condicionador para o cabelo e os desodorizantes em barra. Há várias vantagens:

 

  • geralmente, as embalagens são livres de plástico, o que aumenta o impacto positivo desta escolha
  • estes produtos chegam para mais utilizações do que os “tradicionais”, por isso, são um investimento mais económico
  • alguns destes produtos são feitos à base de ingredientes naturais, sem químicos, o que também é bom para a saúde.

 

Sabia que gastamos centenas de litros de água por dia só nas descargas de autoclismo? Experimente ter um recipiente para recuperar a água do banho que corre enquanto está a aquecer. Pode substituir algumas descargas por essa água que, de outra forma, é desperdiçada.

 

Esta é uma forma simples de evitar o desperdício de água, mas também pode instalar na sua casa sistemas de recuperação de águas que podem ser reaproveitadas para outros usos domésticos.

 

E por falar em usos conscientes de água, conheça algumas dicas de como promover a eficiência energética em casa. Pode ser tão simples quanto desligar da tomada o carregador de telemóvel que não está a ser usado.

 

Se tem um amigo de quatro patas, experimente usar sacos biodegradáveis para recolher os dejetos dele quando vão passear. Alguns destes sacos são feitos de amido de milho.

 

 

Não se esqueça do trabalho

Se ainda trabalha num escritório, grande ou pequeno, com mais ou menos pessoas, há mudanças que pode lançar já hoje.

 

Atenção às luzes e equipamentos de ar condicionado que podem estar ligados por várias horas sem que ninguém os esteja a usar. O mesmo serve para equipamentos como computadores ou televisões que, mesmo em stand-by, consome energia.

 

Antes de imprimir algum documento, pense se precisa mesmo dele. E se toma notas em papel, tente passar para uma lista digital.

 

Por falar em digital, pode baixar o brilho dos seus ecrãs, sem prejudicar a visão, ou optar pelos modos escuros que muitos equipamentos e aplicações já têm. O dark mode consome menos energia e exige menos carregamentos.

 

 

O fim das filas de trânsito

Costuma andar de carro? Se puder, troque algumas das suas viagens por deslocações em meios alternativos.

 

Ao fim de semana, de certeza que os seus filhos vão apreciar um passeio de bicicleta. Andar de comboio ou de metro também é para eles uma aventura. Para si, é uma forma de deixar o carro em casa, e, para o ambiente, estará a poupar no consumo de combustível e nas emissões poluentes.

 

Nas idas para o trabalho ou para a escola, mesmo que não seja possível trocar o carro pelos transportes públicos, combine boleias com os vizinhos e os colegas. Sempre é menos um carro a circular, 5 dias por semana, em 2 viagens por dia. Não é difícil fazer contas ao impacto positivo deste pequeno gesto.

 

Um gesto maior será trocar o seu carro a gasolina ou gasóleo por um automóvel elétrico. Exige algum investimento, mas saiba que os carros elétricos não têm emissões de CO2 e podem ser alimentados com eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, entre outras vantagens.

 

Gostava de evitar as filas de trânsito e cuidar do ambiente, mas acha que não dá para o seu estilo de vida?

 

Esteja atento a eventos como a Semana Europeia da Mobilidade, que se assinala sempre em setembro. Há sempre eventos de esclarecimento que podem dar-lhe a confiança para deixar o carro estacionado em casa e que vão fazer com que comece a ponderar os ganhos.

 

É que a mobilidade sustentável tem outros efeitos:

 

  • reduz os níveis de stress ao evitar filas de trânsito no início e no fim dos seus dias agitados
  • reduz os níveis de ruído e poluição, o que melhora a saúde pública
  • os transportes públicos fazem-nos dar mais alguns passos do que o carro pessoal, o que melhora a atividade física e o bem-estar
  • pode aproveitar o tempo nos transportes para descansar, ler ou ouvir um podcast
  • retira os carros do centro das cidades, o que permite desfrutar dos espaços públicos com mais tranquilidade e segurança
  • menos carros também aumenta as condições de segurança para que pessoas com mobilidade reduzida possam circular nas ruas e passeios sem enfrentar alguns constrangimentos habituais.

 

 

O que vai mudar primeiro no seu consumo consciente?

Como vê, é possível ter atitudes sustentáveis em todas as áreas da sua vida e reduzir a pegada ecológica que pesará no mundo dos seus filhos e netos.

 

Filhos e netos: adote estes comportamentos sustentáveis para que eles possam aprender desde cedo a cuidar do nosso mundo. Ou aprenda com eles: as crianças apontam detalhes simples que até nos passam despercebidos.

 

Se seguir pelo menos uma destas dicas, já estará a fazer uma grande diferença para o futuro das próximas gerações.
 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

O verão de 2021 fica na memória. Cheias destruidoras na Alemanha, na Bélgica e na China. Incêndios fortes na Grécia e na Califórnia.

 

Não há como negar os efeitos das alterações climáticas: ondas de calor, vagas de frio, glaciares que derretem, a temperatura global a subir, florestas que desaparecem...

 

Mais do que nunca, é importante trazer a sustentabilidade ambiental para a nossa rotina. Saiba o que é este conceito e o que ainda podemos fazer com ele.

 

 

O que é a sustentabilidade ambiental

Há alguns anos que a ideia de sustentabilidade se tornou familiar. Reciclar foi a porta de entrada: era preciso separar o lixo para que pudesse ser tratado.

 

Vieram depois outros “r”. Além de reciclar, a mensagem era reduzir e reutilizar. Vários anos depois, estas ideias multiplicaram-se e começaram a entrar no nosso vocabulário.

 

A economia circular e a redução de desperdício andam de mãos dadas e a pergunta é: como podemos dar uma segunda vida a recipientes de plástico, peças de roupa e outros objetos?

 

Ter um comportamento sustentável é usar os recursos de forma consciente, preservá-los e garantir que o crescimento de hoje não prejudica o amanhã, a vida das próximas gerações.

 

A verdade é que estamos numa corrida contra o tempo, sobretudo na dimensão ambiental da sustentabilidade.

 

É que os recursos naturais estão a esgotar-se ou a desaparecer por consequência da ação da humanidade. E os resultados estão cada vez mais à vista.

 

Ainda vamos a tempo de recuperar o ambiente? Conheça algumas formas de dar o salto para uma vida mais sustentável.

 

 

Dicas para garantir a sustentabilidade ambiental

Por muito pequena que seja, uma simples mudança já faz a diferença nesta luta pela sustentabilidade ambiental, para reverter os efeitos das alterações climáticas.

 

Nunca como agora houve tanta informação credível disponível. Por isso, tome nota de algumas das recomendações para fazer um consumo mais consciente no seu dia a dia.

 

 

Plásticos: combater, reaproveitar, reutilizar

Com a aprovação do fim dos plásticos de utilização única na Europa, vamos dizer adeus a produtos como as palhinhas, os pratos descartáveis e os cotonetes – desde que sejam feitos de plástico.

 

Mas já existem vários substitutos de materiais amigos do ambiente para estes produtos:

 

  • nos restaurantes, já vemos palhinhas de papel nos nossos sumos
  • há pratos descartáveis de papel ou de bambu
  • por que não experimentar cotonetes de cartão? (Atenção à reciclagem: devem ser colocados no ecoponto azul!)

 

Os sacos de plástico que vemos, por exemplo, nas secções de frescos dos supermercados também deixam de ser opção. Troque-os por sacos de rede, que pode usar todas as vezes que comprar fruta e legumes.

 

Até já parece estranho, mas continua a ver alimentos embalados em plástico, não é? Preferir outros alimentos pode ser uma forma de mostrar que este comportamento tem de ser alterado na raiz.

 

Ainda assim, se tiver de comprar um produto embalado numa caixa de plástico, pode sempre reutilizá-la para evitar que seja descartada de imediato. Precisa de um recipiente para escorrer a água das suas plantas? Use aquela caixa de comida das entregas.

 

E por falar em entregas, já há espaços comerciais que permitem que leve os seus recipientes quando vai buscar o jantar ou comprar alimentos. É também uma forma de evitar os sacos de plástico.

 

Tenha na mala ou no carro alguns sacos de pano ou mesmo os de plástico que ainda guarda. Quando for às compras, vão dar jeito.

 

A ideia é planear e antecipar e também serve para as garrafas de água. Leve consigo uma garrafa de metal ou de vidro, que até pode ser reaproveitada de algum frasco de comida que já usou. Assim, tem sempre uma alternativa consciente às garrafas de plástico e contribui para ir bebendo água ao longo do dia.

 

 

Alimentação consciente

A produção de carne é responsável por 60% dos gases emitidos pela indústria alimentar que contribuem para o aquecimento global, segundo um estudo recente da revista “Nature Food”.

 

Por isso, reduzir o consumo de carne é uma forma direta de combater as alterações climáticas.

 

Pode, por exemplo, passar um dia por semana sem comer carne, peixe nem outros animais. Vai ver que essa pequena mudança tem um impacto enorme não só no ambiente mas também na sua saúde e na carteira. Precisa de ajuda com receitas vegetarianas? Inspire-se no portal do movimento das segundas-feiras sem carne.

 

Outra mudança que pode introduzir na sua alimentação é fazer compras em produtores locais. Embora não seja garantido, estes pequenos produtores podem ter práticas mais sustentáveis do que grandes explorações alimentares.

 

O que é garantido é que está a tomar uma decisão com impacto na economia local e na vida da sua comunidade.

 

Vida em comunidade é uma ideia importante a reter: por que não começar uma horta no seu bairro? O esforço é coletivo e todos colhem – literalmente – os frutos desse projeto. Além disso, não é só o ambiente que sai a ganhar, porque pequenos hábitos como cuidar de uma horta ou das plantas lá de casa traz benefícios para a saúde mental.

 

Não tem um espaço para uma horta de bairro? Arranje um cantinho aí em casa e plante algumas sementes. Por muito pequena que seja, essa produção caseira vai direta para a sua mesa.

 

Evitar o desperdício alimentar é palavra de ordem. Tente planear as suas refeições e esgotar todos os frescos e congelados antes de ir às compras.

 

Planeie tudo o que pode fazer com os alimentos frescos. Há várias utilizações para as cascas dos legumes, por exemplo.

 

Também já existem várias apps de serviços que ajudam a distribuir os alimentos da restauração que não são vendidos no seu tempo útil. Em vez de irem para o lixo, e porque ainda estão bons para consumir, podem ser resgatados em vez de desperdiçados.

 

 

Umas calças de ganga com 30 anos

A indústria da moda também contribui bastante para a emissão de gases poluentes e, através deles, para a destruição do ecossistema.

 

A ideia de fast fashion é cada vez menos viável para o nosso mundo. Cada t-shirt pode precisar de dezenas de litros de água para ser fabricada e atravessar vários países desde o ponto onde é produzida até ao seu roupeiro. A pegada ecológica de uma só peça de roupa pode ser enorme.

 

Mas já há mudanças a acontecer.

 

Algumas marcas de grandes cadeias internacionais já lançaram coleções “conscientes”, com materiais ecológicos e de produção responsável, o chamado comércio justo.

 

Também pode investir em peças de marcas reconhecidamente amigas do ambiente e que usam materiais de qualidade que podem durar vários anos. Herdou umas calças de ganga da sua mãe? Aproveite!

 

Evite compras por impulso, pense duas vezes se precisa daquela peça de roupa.

 

Mais uma vez, não se esqueça de procurar oportunidades conscientes perto de si.

 

Uma pesquisa rápida nos motores de busca permite-lhe saber quantas lojas de roupa em segunda mão existem à sua volta e dar uma nova vida ao vestuário que está em ótimo estado.

 

Renovar, transformar, trocar, vender, doar... No que toca à roupa, tudo é válido desde que sirva para prolongar o ciclo de vida de peças com grande rasto ambiental.

 

Tem crianças em casa? Lembre-se de pedir emprestadas as roupas que sabe que vão deixar de servir aos seus filhos em poucos meses. É uma opção sustentável e o orçamento familiar agradece.

 

 

Cuidados de casa

Da próxima vez que for às compras, passe pelo corredor das limpezas e repare em todas as embalagens de plástico que ali estão, prontas para uma única utilização.

 

Nos produtos de limpeza, há também alternativas conscientes:

 

  • experimente comprar produtos ecológicos nas lojas online especializadas no consumo consciente
  • também pode criar os seus próprios produtos em casa, espreite as “receitas” que alguns influencers desta área partilham para nos ensinar a fazer detergente para a roupa e para a loiça a partir do zero
  • se, ainda assim, não puder explorar estas alternativas, prefira marcas de produtos biodegradáveis ou que disponibilizam recargas para que possa continuar a usar a mesma embalagem.

 

Já ouviu falar de shampoo sólido? Está cada vez mais na moda, não só o shampoo, mas também o condicionador para o cabelo e os desodorizantes em barra. Há várias vantagens:

 

  • geralmente, as embalagens são livres de plástico, o que aumenta o impacto positivo desta escolha
  • estes produtos chegam para mais utilizações do que os “tradicionais”, por isso, são um investimento mais económico
  • alguns destes produtos são feitos à base de ingredientes naturais, sem químicos, o que também é bom para a saúde.

 

Sabia que gastamos centenas de litros de água por dia só nas descargas de autoclismo? Experimente ter um recipiente para recuperar a água do banho que corre enquanto está a aquecer. Pode substituir algumas descargas por essa água que, de outra forma, é desperdiçada.

 

Esta é uma forma simples de evitar o desperdício de água, mas também pode instalar na sua casa sistemas de recuperação de águas que podem ser reaproveitadas para outros usos domésticos.

 

E por falar em usos conscientes de água, conheça algumas dicas de como promover a eficiência energética em casa. Pode ser tão simples quanto desligar da tomada o carregador de telemóvel que não está a ser usado.

 

Se tem um amigo de quatro patas, experimente usar sacos biodegradáveis para recolher os dejetos dele quando vão passear. Alguns destes sacos são feitos de amido de milho.

 

 

Não se esqueça do trabalho

Se ainda trabalha num escritório, grande ou pequeno, com mais ou menos pessoas, há mudanças que pode lançar já hoje.

 

Atenção às luzes e equipamentos de ar condicionado que podem estar ligados por várias horas sem que ninguém os esteja a usar. O mesmo serve para equipamentos como computadores ou televisões que, mesmo em stand-by, consome energia.

 

Antes de imprimir algum documento, pense se precisa mesmo dele. E se toma notas em papel, tente passar para uma lista digital.

 

Por falar em digital, pode baixar o brilho dos seus ecrãs, sem prejudicar a visão, ou optar pelos modos escuros que muitos equipamentos e aplicações já têm. O dark mode consome menos energia e exige menos carregamentos.

 

 

O fim das filas de trânsito

Costuma andar de carro? Se puder, troque algumas das suas viagens por deslocações em meios alternativos.

 

Ao fim de semana, de certeza que os seus filhos vão apreciar um passeio de bicicleta. Andar de comboio ou de metro também é para eles uma aventura. Para si, é uma forma de deixar o carro em casa, e, para o ambiente, estará a poupar no consumo de combustível e nas emissões poluentes.

 

Nas idas para o trabalho ou para a escola, mesmo que não seja possível trocar o carro pelos transportes públicos, combine boleias com os vizinhos e os colegas. Sempre é menos um carro a circular, 5 dias por semana, em 2 viagens por dia. Não é difícil fazer contas ao impacto positivo deste pequeno gesto.

 

Um gesto maior será trocar o seu carro a gasolina ou gasóleo por um automóvel elétrico. Exige algum investimento, mas saiba que os carros elétricos não têm emissões de CO2 e podem ser alimentados com eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, entre outras vantagens.

 

Gostava de evitar as filas de trânsito e cuidar do ambiente, mas acha que não dá para o seu estilo de vida?

 

Esteja atento a eventos como a Semana Europeia da Mobilidade, que se assinala sempre em setembro. Há sempre eventos de esclarecimento que podem dar-lhe a confiança para deixar o carro estacionado em casa e que vão fazer com que comece a ponderar os ganhos.

 

É que a mobilidade sustentável tem outros efeitos:

 

  • reduz os níveis de stress ao evitar filas de trânsito no início e no fim dos seus dias agitados
  • reduz os níveis de ruído e poluição, o que melhora a saúde pública
  • os transportes públicos fazem-nos dar mais alguns passos do que o carro pessoal, o que melhora a atividade física e o bem-estar
  • pode aproveitar o tempo nos transportes para descansar, ler ou ouvir um podcast
  • retira os carros do centro das cidades, o que permite desfrutar dos espaços públicos com mais tranquilidade e segurança
  • menos carros também aumenta as condições de segurança para que pessoas com mobilidade reduzida possam circular nas ruas e passeios sem enfrentar alguns constrangimentos habituais.

 

 

O que vai mudar primeiro no seu consumo consciente?

Como vê, é possível ter atitudes sustentáveis em todas as áreas da sua vida e reduzir a pegada ecológica que pesará no mundo dos seus filhos e netos.

 

Filhos e netos: adote estes comportamentos sustentáveis para que eles possam aprender desde cedo a cuidar do nosso mundo. Ou aprenda com eles: as crianças apontam detalhes simples que até nos passam despercebidos.

 

Se seguir pelo menos uma destas dicas, já estará a fazer uma grande diferença para o futuro das próximas gerações.
 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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