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Existem vários incentivos que podem ajudar a reduzir o imposto a pagar e, ao mesmo tempo, apoiar o crescimento da empresa. O desafio está em perceber quais são e como tirar partido deles.
Neste artigo, partilhamos uma visão clara dos principais benefícios fiscais para PME em Portugal, com destaque para o SIFIDE, um dos mais relevantes quando se fala em inovação.
Em termos de apoios às empresas, há dois grandes caminhos a considerar:
A principal diferença está no momento em que entram em jogo.
Os incentivos do Portugal 2030 funcionam antes ou durante o investimento. Já os benefícios fiscais, como o SIFIDE, atuam depois, permitindo recuperar parte do que já foi investido.
Não se trata de escolher um ou outro. Em muitos casos, podem ser complementares.
Entre os vários benefícios fiscais disponíveis, o SIFIDE II destaca-se como um dos mais interessantes para PME, porque permite transformar investimento em inovação numa redução direta do IRC.
O SIFIDE é um sistema de incentivos fiscais que apoia atividades de investigação e desenvolvimento, também conhecidas como I&D.
Se uma empresa investe em inovação durante um determinado ano, pode recuperar parte desse valor através de uma dedução ao imposto a pagar.
Em alguns casos, essa recuperação pode chegar a 82,5% do investimento elegível.
O processo é mais simples do que pode parecer:
Se o montante apurado for superior ao imposto a pagar, o excedente pode ser utilizado nos 12 anos seguintes.
Este ponto é especialmente relevante para PME que ainda não têm resultados elevados, mas estão a investir no crescimento.
O valor do benefício resulta da combinação de duas componentes:
É esta combinação que permite atingir uma recuperação até 82,5% do investimento elegível.
Quanto maior e mais consistente for o investimento em inovação, maior tende a ser o benefício fiscal.
Se o crédito apurado for superior ao IRC a pagar, o valor pode ainda ser utilizado nos 12 anos seguintes, o que permite uma gestão mais flexível ao longo do tempo.
Segundo dados da Agência Nacional de Inovação (ANI), entre 2006 e 2023, uma empresa beneficiou, em média, de 201.816 euros em crédito fiscal, o que se traduziu numa redução média de 608.139 euros no IRC.
Para projetar o impacto financeiro no seu cenário específico, pode recorrer a ferramentas de apoio como o simulador de SIFIDE da Yunit Consulting.
Nem tudo o que é novo numa empresa é considerado I&D. Para ser elegível, o projeto tem de cumprir critérios específicos, definidos a nível internacional no chamado Manual de Frascati.
Significa que a atividade deve:
Isto aplica-se a várias realidades. Desde desenvolvimento de software a melhorias em processos industriais ou criação de novos produtos.
Uma das vantagens do SIFIDE é a diversidade de despesas elegíveis.
Entre as principais estão:
No caso de colaboradores com doutoramento, o valor considerado pode ser superior ao custo real, o que aumenta o benefício final.
O acesso ao SIFIDE não está limitado a setores específicos nem a grandes empresas. Podem beneficiar:
O ponto mais importante não é o setor, mas sim a existência de atividades que possam ser enquadradas como inovação.
Além disso, é necessário:
Para um passo-a-passo detalhado sobre como operacionalizar cada uma destas etapas, consulte o Guia Prático do SIFIDE, da Yunit Consulting.
Aqui está um dos pontos onde muitas empresas falham. Não por falta de inovação, mas por dificuldade em demonstrar o que foi feito.
Para aumentar as hipóteses de sucesso, é importante:
Este último ponto é muitas vezes o mais desafiante. O que internamente é visto como “resolver um problema difícil” pode, na prática, ser inovação elegível.
O SIFIDE é, hoje, um dos principais instrumentos de apoio à inovação em Portugal e os números ajudam a perceber porquê.
Entre 2006 e 2023:
Isto significa que o SIFIDE tem sido utilizado de forma consistente pelas empresas, muitas delas ao longo de vários anos, como parte da sua estratégia de crescimento.
Os dados mostram que o incentivo é transversal a todo o tecido empresarial, mas com impactos diferentes:
| Dimensão da empresa | Taxa média de apoio |
| Micro | 62% |
| Pequena | 61% |
| Média | 57% |
| Grande | 48% |
As PME tendem a beneficiar de taxas de apoio mais elevadas, enquanto as grandes empresas concentram maior volume de investimento.
Embora Lisboa e Porto concentrem a maior parte do investimento, o SIFIDE tem vindo a ganhar expressão em várias regiões do país.
Entre 2006 e 2023, os distritos com maior volume de crédito fiscal foram:
Ao mesmo tempo, há regiões que se destacam pela eficiência do benefício, com taxas de apoio acima da média nacional (52,21%):
Isto mostra que a inovação não está limitada aos grandes centros. Pelo contrário, há regiões onde o investimento está a crescer de forma consistente e com forte retorno fiscal.
Por outro lado, distritos com menor volume de investimento continuam a representar uma oportunidade para empresas que queiram usar o SIFIDE como alavanca de crescimento.
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