Finanças

Chuva intensa e ventos fortes: como proteger a casa de tempestades

6 minutos de leitura
Publicado a 29 Janeiro 2026
Escrito por Rute Ferreira
Casa de brincar a ser atingida por árvore devido a temporal

Nos últimos tempos, Portugal tem sido atingido por vários episódios de mau tempo com um traço comum: vento muito forte, muitas vezes acompanhado de chuva intensa. Árvores arrancadas, telhados danificados, estruturas partidas e cortes de energia tornaram-se imagens recorrentes.

 

Não é possível controlar o que vem do céu, mas é possível reduzir riscos, proteger a casa e estar mais preparado para lidar com as consequências quando o tempo vira.

 

 

Qual a diferença entre uma tempestade e um temporal?

Uma tempestade é um fenómeno atmosférico que pode envolver vento forte, chuva intensa, trovoadas e, por vezes, granizo. Já um temporal refere-se a um período mais prolongado de mau tempo, geralmente associado a sistemas de baixa pressão, com rajadas de vento persistentes e precipitação contínua.

 

Nos episódios mais recentes em Portugal, os maiores estragos têm sido causados pelo vento: quedas de árvores e ramos, telhas arrancadas, muros danificados, janelas partidas e objetos projetados contra casas e viaturas. A chuva agrava o cenário, sobretudo quando encontra sistemas de drenagem despreparados.

O que fazer antes da tempestade

Sempre que existam previsões de mau tempo, é importante acompanhar os avisos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e do IPMA, que indicam o nível de risco e as medidas recomendadas para cada região.

 

Grande parte dos prejuízos registados durante temporais resulta de falhas simples: objetos mal fixos, manutenção adiada ou pequenos sinais ignorados. Antecipar estes pontos é uma das formas mais eficazes de proteção.

 

Telhado e caleiras

O telhado é uma das zonas mais vulneráveis ao vento. Telhas soltas ou mal fixas podem ser arrancadas pelas rajadas, abrindo caminho à entrada de água. Uma inspeção regular e a limpeza de caleiras ajudam a evitar infiltrações que surgem precisamente quando o vento empurra a chuva contra a estrutura.

 

Portas, janelas e estores

Com vento forte, a chuva deixa de cair apenas de cima. É projetada contra fachadas, janelas e portas. Borrachas ressequidas, caixilharias antigas ou estores instáveis aumentam o risco de entrada de água e de danos estruturais. Reforçar estes pontos reduz significativamente os estragos.

 

Varandas, jardins e objetos soltos

Em muitos temporais, os danos não são causados diretamente pela chuva, mas por objetos projetados pelo vento. Vasos, móveis de exterior, estendais, chapas, caixotes do lixo ou elementos decorativos devem ser recolhidos ou bem fixos. Um objeto solto pode partir um vidro, danificar uma fachada ou ferir alguém.

 

Árvores próximas, muros e estruturas exteriores

Ramos frágeis, árvores inclinadas ou muros degradados tornam-se especialmente perigosos com rajadas fortes. Sempre que possível, a poda preventiva e a avaliação do estado destas estruturas ajudam a evitar quedas que causam danos sérios em casas, carros e redes elétricas.

 

Esgotos, ralos e drenagem

Quando o vento arrasta folhas, detritos e lixo, os sistemas de drenagem entopem com maior facilidade. Garantir que ralos, caixas de esgoto e sumidouros estão desobstruídos reduz o risco de alagamentos, sobretudo em caves e garagens.

 

Eletricidade e equipamentos

Quedas de árvores e estruturas provocadas pelo vento estão frequentemente na origem de cortes de energia e picos de tensão. Equipamentos elétricos devem estar protegidos, afastados do chão e, sempre que possível, ligados a sistemas de proteção contra sobretensão.

 

Documentos e bens de valor

Em casas com cave ou zonas baixas, documentos, equipamentos eletrónicos e bens de valor devem estar elevados e guardados em caixas impermeáveis. O vento pode danificar o exterior; a água trata do interior se nada for feito.

 

Kit de emergência para 72 horas

Ter um kit preparado permite lidar com falhas de energia, dificuldade de deslocação ou necessidade de permanecer em casa após um temporal mais severo.

 

  • Lanternas e pilhas de reserva
  • Rádio portátil (preferencialmente a pilhas ou manivela)
  • Água potável suficiente para vários dias
  • Alimentos não perecíveis e de fácil preparação
  • Medicamentos de uso regular e um pequeno estojo de primeiros socorros
  • Documentos essenciais guardados num saco impermeável
  • Power bank ou bateria externa para o telemóvel.

 

Para saber exatamente o que deve incluir e como adaptar o kit à sua realidade, leia o nosso artigo sobre o kit de emergência recomendado pela União Europeia.

 

 

O que fazer durante a tempestade

Quando o mau tempo já está instalado, a prioridade é a segurança das pessoas.

 

Evite permanecer junto a janelas, varandas ou fachadas expostas. Feche estores e portas, mas não force estruturas que possam ceder. Fique em divisões interiores e evite deslocações desnecessárias.

 

Não tente resolver problemas no exterior enquanto o vento estiver ativo. Subir a telhados, varandas ou escadas nestas condições é um dos comportamentos mais perigosos.

 

Se houver entrada de água ou risco de inundação

Evite o contacto com água em zonas onde possa existir eletricidade ativa. Se a situação se agravar, contacte as autoridades e siga as indicações da Proteção Civil.

 

Se faltar a luz ou surgirem danos elétricos

Desligue equipamentos sensíveis da tomada. Se houver sinais de curto-circuito, cheiro a queimado ou cabos danificados, não intervenha e peça apoio técnico especializado.

 

 

E depois da tempestade? Reduzir prejuízos e voltar à normalidade

Quando o mau tempo abranda, a pressa pode ser inimiga da segurança. Antes de mais, mantenha a calma. E depois:

 

Verificações essenciais

Faça uma inspeção cuidada, apenas se for seguro. Observe telhados, fachadas, muros, árvores próximas, cabos elétricos e zonas onde possam ter ocorrido impactos. Muitos danos causados pelo vento não são imediatamente visíveis.

 

Registar danos antes de qualquer reparação

Fotografe e grave vídeos dos estragos antes de remover objetos ou iniciar reparações. Este registo é fundamental para efeitos de seguro e para evitar agravar o problema.

 

Quando chamar profissionais

Danos no telhado, estruturas afetadas pelo vento, infiltrações persistentes ou problemas elétricos exigem intervenção especializada. Reparações improvisadas podem agravar os estragos e aumentar os custos.

 

 

E o automóvel? Como reduzir riscos em dias de vento forte e chuva intensa

Há situações, sobretudo em zonas urbanas, onde os maiores prejuízos não acontecem dentro de casa, mas na rua. Carros atingidos por árvores, muros, chapas ou outros objetos arremessados pelas rajadas de vento tornaram-se uma imagem comum.

 

Antes da tempestade, alguns cuidados simples podem fazer a diferença:

 

  • Sempre que possível, evite estacionar junto a árvores, postes, muros antigos ou estruturas instáveis, mesmo que pareçam seguras em dias normais
  • Dê preferência a zonas abertas e elevadas, em vez de ruas estreitas rodeadas por árvores ou prédios
  • Evite parques subterrâneos em áreas com histórico de alagamentos ou má drenagem
  • Se tiver garagem, confirme que não há infiltrações, entradas de água ou ralos entupidos.

 

Durante episódios de vento forte e chuva intensa:

 

  • Evite deslocações desnecessárias
  • Não atravesse zonas alagadas, mesmo que a água pareça pouco profunda
  • Se estiver a conduzir e o vento se intensificar, reduza a velocidade e procure um local seguro para parar.

 

Depois da tempestade:

 

  • Verifique o carro com atenção antes de o utilizar
  • Se houver danos visíveis, fotografe tudo antes de mover o veículo
  • Em caso de queda de árvores, cabos ou estruturas, só avance quando o local estiver seguro.

 

Tenha em mente que nem todos os danos no automóvel estão cobertos por um seguro automóvel base, sendo a proteção mais alargada dependente das coberturas contratadas.

 

 

O papel (muito importante) do seguro na proteção da casa

A manutenção preventiva reduz riscos, mas não elimina todos. O seguro multirriscos habitação é o que normalmente cobre danos provocados por tempestades, vento forte, queda de árvores, inundações e danos elétricos.

 

Ter a cobertura adequada não impede o temporal, mas permite recuperar mais rapidamente, evitando que os efeitos do mau tempo se prolonguem durante meses.

 

 

As tempestades passam. Os danos podem ficar. Pequenas decisões tomadas a tempo fazem, muitas vezes, toda a diferença quando a meteorologia faz das suas.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.

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