Como investir dinheiro: saiba como começar a fazer investimentos

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Como investir dinheiro: 7 dicas para iniciantes

23 mar 2022 | 6 min de leitura

Gostava de entrar no mundo dos investimentos, mas não sabe por onde começar? Está no sítio certo, temos sete dicas preciosas para ajudá-lo. Saiba como investir dinheiro sem grandes complicações.

Já imaginou a casa em que sempre quis viver? O carro que adorava conduzir? Ou aquela viagem que tem programada para a reforma? Poupar dinheiro é importante, mas é apenas uma parte do caminho para alcançar os seus sonhos. Além do fundo de emergência, é importante ter outros investimentos que ajudem a multiplicar o seu dinheiro e a chegar mais perto dos seus objetivos.

 

Se não sabe como investir dinheiro, o Salto dá-lhe uma ajuda.

 

Como investir dinheiro

Poupar e investir são conceitos diferentes e, por isso, é preciso ter em consideração vários aspetos. Siga estas dicas para perceber como começar a investir o seu dinheiro.

 

1. Conheça o seu perfil de investidor

É o primeiro passo para começar a investir. Habitualmente, os intermediários financeiros classificam os investidores com três perfis de risco:

 

  • Conservador ou prudente. Privilegia produtos de baixo risco, com garantia do capital e de retornos. É alguém que não gosta de correr riscos e não está disposto a ter flutuações no nível de rendimento e liquidez da aplicação ou do montante investido. Tende, por isso, a escolher produtos com capital garantido e de curto prazo, para que possa mobilizar o dinheiro quando assim o entender

 

  • Equilibrado ou moderado. Já está disposto a tomar decisões como prolongar o prazo do investimento ou assumir algum risco, de modo a garantir retornos ligeiramente mais elevados. Habitualmente procura investir em produtos com taxa garantida, mas está disposto a alocar uma pequena percentagem do capital em soluções com maior potencial de ganhos ou em estratégias de longo prazo.

 

  • Arrojado ou agressivo. Assume que para obter retornos é preciso arriscar, ou seja, investir em ativos onde há risco de perdas de capital. E não tem qualquer problema com isto. Pode optar por assumir posições de médio e longo prazo, para acautelar eventuais oscilações do investimento, ou, até, no caso dos investidores mais arrojados, investir em produtos mais complexos.

 


2. Defina um plano de investimento

Se não sabe como começar a fazer investimentos, faça um plano de investimento. Trata-se de definir metas para alcançar determinado objetivo. Se souber exatamente para onde vai, que caminho seguir e quando quer chegar, é mais difícil perder-se.

 

As perguntas mais importantes que deve fazer são:

 

  • Qual o horizonte temporal do seu investimento?

 

  • Quando vai precisar de utilizar o dinheiro?

 

  • Para que é que está a poupar?

 


3. Atenção aos riscos dos investimentos

Qualquer investimento tem riscos. Alguns dos riscos mais relevantes são os seguintes:

 

  • Risco de capital. Nos produtos com capital garantido nunca perde o dinheiro que investiu, enquanto nos produtos sem capital garantido, existe a possibilidade de perda de parte ou mesmo da totalidade do dinheiro investido, caso a evolução da aplicação seja negativa.

 

  • Risco de mercado. É o risco que uma aplicação financeira tem de perder valor devido a alterações nos preços de mercado. Por exemplo, momentos como o que vivemos, como a pandemia, podem contagiar o desempenho dos ativos, como as ações ou obrigações.

 

  • Risco de crédito. Está relacionado com a possibilidade de o emitente entrar em falência ou de insolvência e não ter capacidade para reembolsar o valor que investiu.

 

  • Risco de liquidez. É um fator muito importante a analisar, uma vez que não poderá mexer no capital investido antes do vencimento da aplicação financeira. Ou, se puder fazê-lo, pode incorrer em custos demasiado elevados.

 


4. Como investir para iniciantes: por onde começar

Para quem está a começar a investir é fundamental escolher o produto adequado. O ideal é apostar em aplicações simples e fáceis de entender.

 

Prefere jogar pelo seguro?

Já sabemos que nos produtos com capital garantido não existe o risco de perder o dinheiro investido, mas também não espere grandes rendibilidades. Ainda assim, se é um investidor conservador, de certeza que vão agradar-lhe estas opções.

 

Entre os produtos com capital garantido, a escolha habitual recai nos depósitos a prazo e nos certificados do Estado – de aforro e do Tesouro.

 

Os seguros de capitalização e os Planos Poupança Reforma (PPR) também oferecem, na sua maioria, garantia de capital. Estes dois produtos contam com uma vantagem fiscal, desde que os montantes sejam mantidos por um determinado período temporal.

 

Vantagens fiscais dos seguros de capitalização:

 

  • Menos de 5 anos: paga 28% de imposto sobre o rendimento

 

  • Entre os 5 e 8 anos: a percentagem desce para os 22,4%

 

  • Após 8 anos: paga apenas 11,2%.

 


Vantagens fiscais dos PPR:

 

No caso dos PPR, há uma dupla vantagem fiscal: a tributação e dedução à coleta. Ou seja, paga menos imposto sobre os rendimentos recebidos. A saber:

 

  • Menos de 5 anos: paga 21,5% de imposto sobre o rendimento

 

  • Entre 5 e 8 anos: a percentagem desce para 17,2%

 

  • Mais de 8 anos: paga apenas 8,6%.

 

Os investidores podem, ainda, deduzir à coleta de IRS 20% do capital investido por ano, até um máximo de 400 euros.

 

Ou quer arriscar um pouco mais?

 

Quem não arrisca não petisca, diz o velho ditado popular. No caso dos investimentos, significa colocar dinheiro em produtos que não garantem o capital investido, mas que têm a possibilidade de gerar rendimentos mais elevados.

 

É o caso dos fundos de investimento, que têm como grande vantagem permitir o investimento nas mais variadas classes de ativos. Pode investir num fundo de ações, obrigações, mercado monetário, ou num fundo misto, que combina várias estratégias. Em troca há que pagar custos. Os principais encargos são as comissões de gestão, subscrição e resgate.

 

Se está disposto a assumir mais riscos tem ainda os ETF (Exchange traded funds) e as ações. Ambos são negociados nos mercados de capitais e apresentam potencial de gerar perdas. Os ETF são fundos de investimento que replicam o desempenho de um índice bolsista (como o PSI 20) ou de um ativo no mercado.

 

Como se limitam a seguir o mercado, a sua função é apresentar retornos o mais próximos possíveis dos ativos que estão a seguir. Uma vez que não há gestão ativa, os custos são mais reduzidos do que nos fundos de investimento.

 

5. Como começar a investir dinheiro: diversificar para ganhar

É uma das velhas máximas do investimento e uma das mais valiosas: diversificação. Não coloque todas as suas poupanças numa única aplicação.

 

Embora esteja agora a começar a investir, pode aplicar entre 10% a 15% do dinheiro em ações, fundos de investimento ou ETF mais arriscados, mas que trazem mais retorno. O restante pode colocar em produtos com capital garantido, como as contas poupança, os depósitos a prazo, seguros de capitalização ou PPR.

 

Desta forma sabe que, mesmo que em determinado momento esteja a perder dinheiro nos investimentos mais arriscados, tem sempre a segurança dos investimentos com capital garantido.

 

6. Comece devagar… e vá aumentando o risco

A ganância é um dos grandes inimigos dos investidores, sobretudo para principiantes, com pouca experiência em investir dinheiro. Evite correr demasiados riscos no início. Mesmo que o potencial de retorno seja mais pequeno, é melhor assumir uma postura mais conservadora quando está a começar e, gradualmente, ir aumentando o risco.

 

7. Construa os seus investimentos, pouco a pouco

Mesmo que não tenha muito dinheiro para começar a investir isso não inviabiliza nada. Há aplicações a prazo disponíveis a partir de valores reduzidos, que partem de montantes que oscilam entre 50 e 250 euros. O segredo é começar e ir reforçando o investimento.

 

Os PPR, seguros financeiros ou fundos de investimento que permitem reforços são uma boa alternativa para aumentar os investimentos. Pode aproveitar aquele subsídio de férias que não gastou ou um prémio extra para juntar aos investimentos ou fixar uma quantia que todos os meses vai direta para esta aplicação.

 

Tudo conta. Agora é só começar. Mas não se esqueça, não perca o seu investimento de vista e evite surpresas desagradáveis.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Já imaginou a casa em que sempre quis viver? O carro que adorava conduzir? Ou aquela viagem que tem programada para a reforma? Poupar dinheiro é importante, mas é apenas uma parte do caminho para alcançar os seus sonhos. Além do fundo de emergência, é importante ter outros investimentos que ajudem a multiplicar o seu dinheiro e a chegar mais perto dos seus objetivos.

 

Se não sabe como investir dinheiro, o Salto dá-lhe uma ajuda.

 

Como investir dinheiro

Poupar e investir são conceitos diferentes e, por isso, é preciso ter em consideração vários aspetos. Siga estas dicas para perceber como começar a investir o seu dinheiro.

 

1. Conheça o seu perfil de investidor

É o primeiro passo para começar a investir. Habitualmente, os intermediários financeiros classificam os investidores com três perfis de risco:

 

  • Conservador ou prudente. Privilegia produtos de baixo risco, com garantia do capital e de retornos. É alguém que não gosta de correr riscos e não está disposto a ter flutuações no nível de rendimento e liquidez da aplicação ou do montante investido. Tende, por isso, a escolher produtos com capital garantido e de curto prazo, para que possa mobilizar o dinheiro quando assim o entender

 

  • Equilibrado ou moderado. Já está disposto a tomar decisões como prolongar o prazo do investimento ou assumir algum risco, de modo a garantir retornos ligeiramente mais elevados. Habitualmente procura investir em produtos com taxa garantida, mas está disposto a alocar uma pequena percentagem do capital em soluções com maior potencial de ganhos ou em estratégias de longo prazo.

 

  • Arrojado ou agressivo. Assume que para obter retornos é preciso arriscar, ou seja, investir em ativos onde há risco de perdas de capital. E não tem qualquer problema com isto. Pode optar por assumir posições de médio e longo prazo, para acautelar eventuais oscilações do investimento, ou, até, no caso dos investidores mais arrojados, investir em produtos mais complexos.

 


2. Defina um plano de investimento

Se não sabe como começar a fazer investimentos, faça um plano de investimento. Trata-se de definir metas para alcançar determinado objetivo. Se souber exatamente para onde vai, que caminho seguir e quando quer chegar, é mais difícil perder-se.

 

As perguntas mais importantes que deve fazer são:

 

  • Qual o horizonte temporal do seu investimento?

 

  • Quando vai precisar de utilizar o dinheiro?

 

  • Para que é que está a poupar?

 


3. Atenção aos riscos dos investimentos

Qualquer investimento tem riscos. Alguns dos riscos mais relevantes são os seguintes:

 

  • Risco de capital. Nos produtos com capital garantido nunca perde o dinheiro que investiu, enquanto nos produtos sem capital garantido, existe a possibilidade de perda de parte ou mesmo da totalidade do dinheiro investido, caso a evolução da aplicação seja negativa.

 

  • Risco de mercado. É o risco que uma aplicação financeira tem de perder valor devido a alterações nos preços de mercado. Por exemplo, momentos como o que vivemos, como a pandemia, podem contagiar o desempenho dos ativos, como as ações ou obrigações.

 

  • Risco de crédito. Está relacionado com a possibilidade de o emitente entrar em falência ou de insolvência e não ter capacidade para reembolsar o valor que investiu.

 

  • Risco de liquidez. É um fator muito importante a analisar, uma vez que não poderá mexer no capital investido antes do vencimento da aplicação financeira. Ou, se puder fazê-lo, pode incorrer em custos demasiado elevados.

 


4. Como investir para iniciantes: por onde começar

Para quem está a começar a investir é fundamental escolher o produto adequado. O ideal é apostar em aplicações simples e fáceis de entender.

 

Prefere jogar pelo seguro?

Já sabemos que nos produtos com capital garantido não existe o risco de perder o dinheiro investido, mas também não espere grandes rendibilidades. Ainda assim, se é um investidor conservador, de certeza que vão agradar-lhe estas opções.

 

Entre os produtos com capital garantido, a escolha habitual recai nos depósitos a prazo e nos certificados do Estado – de aforro e do Tesouro.

 

Os seguros de capitalização e os Planos Poupança Reforma (PPR) também oferecem, na sua maioria, garantia de capital. Estes dois produtos contam com uma vantagem fiscal, desde que os montantes sejam mantidos por um determinado período temporal.

 

Vantagens fiscais dos seguros de capitalização:

 

  • Menos de 5 anos: paga 28% de imposto sobre o rendimento

 

  • Entre os 5 e 8 anos: a percentagem desce para os 22,4%

 

  • Após 8 anos: paga apenas 11,2%.

 


Vantagens fiscais dos PPR:

 

No caso dos PPR, há uma dupla vantagem fiscal: a tributação e dedução à coleta. Ou seja, paga menos imposto sobre os rendimentos recebidos. A saber:

 

  • Menos de 5 anos: paga 21,5% de imposto sobre o rendimento

 

  • Entre 5 e 8 anos: a percentagem desce para 17,2%

 

  • Mais de 8 anos: paga apenas 8,6%.

 

Os investidores podem, ainda, deduzir à coleta de IRS 20% do capital investido por ano, até um máximo de 400 euros.

 

Ou quer arriscar um pouco mais?

 

Quem não arrisca não petisca, diz o velho ditado popular. No caso dos investimentos, significa colocar dinheiro em produtos que não garantem o capital investido, mas que têm a possibilidade de gerar rendimentos mais elevados.

 

É o caso dos fundos de investimento, que têm como grande vantagem permitir o investimento nas mais variadas classes de ativos. Pode investir num fundo de ações, obrigações, mercado monetário, ou num fundo misto, que combina várias estratégias. Em troca há que pagar custos. Os principais encargos são as comissões de gestão, subscrição e resgate.

 

Se está disposto a assumir mais riscos tem ainda os ETF (Exchange traded funds) e as ações. Ambos são negociados nos mercados de capitais e apresentam potencial de gerar perdas. Os ETF são fundos de investimento que replicam o desempenho de um índice bolsista (como o PSI 20) ou de um ativo no mercado.

 

Como se limitam a seguir o mercado, a sua função é apresentar retornos o mais próximos possíveis dos ativos que estão a seguir. Uma vez que não há gestão ativa, os custos são mais reduzidos do que nos fundos de investimento.

 

5. Como começar a investir dinheiro: diversificar para ganhar

É uma das velhas máximas do investimento e uma das mais valiosas: diversificação. Não coloque todas as suas poupanças numa única aplicação.

 

Embora esteja agora a começar a investir, pode aplicar entre 10% a 15% do dinheiro em ações, fundos de investimento ou ETF mais arriscados, mas que trazem mais retorno. O restante pode colocar em produtos com capital garantido, como as contas poupança, os depósitos a prazo, seguros de capitalização ou PPR.

 

Desta forma sabe que, mesmo que em determinado momento esteja a perder dinheiro nos investimentos mais arriscados, tem sempre a segurança dos investimentos com capital garantido.

 

6. Comece devagar… e vá aumentando o risco

A ganância é um dos grandes inimigos dos investidores, sobretudo para principiantes, com pouca experiência em investir dinheiro. Evite correr demasiados riscos no início. Mesmo que o potencial de retorno seja mais pequeno, é melhor assumir uma postura mais conservadora quando está a começar e, gradualmente, ir aumentando o risco.

 

7. Construa os seus investimentos, pouco a pouco

Mesmo que não tenha muito dinheiro para começar a investir isso não inviabiliza nada. Há aplicações a prazo disponíveis a partir de valores reduzidos, que partem de montantes que oscilam entre 50 e 250 euros. O segredo é começar e ir reforçando o investimento.

 

Os PPR, seguros financeiros ou fundos de investimento que permitem reforços são uma boa alternativa para aumentar os investimentos. Pode aproveitar aquele subsídio de férias que não gastou ou um prémio extra para juntar aos investimentos ou fixar uma quantia que todos os meses vai direta para esta aplicação.

 

Tudo conta. Agora é só começar. Mas não se esqueça, não perca o seu investimento de vista e evite surpresas desagradáveis.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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