empresas
Finanças
Taxa fixa ou variável? Se está a pensar em comprar casa com recurso a um crédito habitação, é importante saber como esta decisão afeta o seu empréstimo.
Vamos começar pelo início: entender o que é a taxa de juro. Quando pede um crédito habitação, o banco não empresta apenas o valor da casa. Cobra também uma taxa de juro, que é, basicamente, a forma de rentabilizar esse empréstimo.
Essa taxa pode manter-se sempre igual (taxa fixa) ou mudar ao longo do tempo (taxa variável). Há ainda uma terceira opção, a taxa mista, que combina ambas.
Neste regime, a taxa de juro é revista periodicamente (de 3 em 3 meses, 6 em 6 ou de ano a ano) e acompanha a evolução da Euribor, que é o indexante utilizado neste tipo de crédito.
A taxa variável resulta da soma de dois elementos:
Se a Euribor subir, a sua prestação sobe. Se a Euribor descer, a sua prestação desce. Tão simples quanto isto.
Por este motivo, é um tipo de taxa que envolve mais risco mas também pode compensar em momentos em que a Euribor está em queda.
Vantagens
Desvantagens
Neste regime, o valor da taxa de juro é definido no momento em que contrai o empréstimo e mantém-se igual até ao fim do contrato. Tal significa que a prestação mensal nunca muda, mesmo que a Euribor suba ou desça.
A taxa é definida livremente pelo banco, tendo em conta fatores como:
Vantagens
Desvantagens
E se pudesse combinar o melhor das suas realidades? Existe e chama-se taxa mista. Normalmente, aplica-se uma taxa fixa nos primeiros anos do contrato (ex: cinco, 10 ou 15 anos) e, depois, passa automaticamente para variável.
Segundo o Banco de Portugal, a taxa mista domina claramente o novo crédito à habitação: em 2025, representou 75,4% do montante dos novos contratos, acima de valores ainda mais elevados registados em alguns meses de 2026. É, de longe, a modalidade mais escolhida por quem contrata crédito à habitação em Portugal.
Ou seja, a taxa mista tornou-se a opção dominante, sobretudo entre quem procura equilíbrio: a segurança de uma prestação estável nos primeiros anos, com a possibilidade de beneficiar da parte variável mais tarde.
Por isso, esta pode ser uma boa opção se quiser começar com estabilidade e, mais tarde, beneficiar de eventuais descidas da Euribor. Mas tudo depende do momento em que contrai o crédito e da evolução financeira.
A verdade é: não há uma resposta certa para todos, só a melhor decisão para o seu caso. O ideal é avaliar a estabilidade financeira, perfil de risco e perspetivas futuras.
A resposta aqui é mais simples: simule. Simular vários cenários com diferentes prazos e taxas é uma excelente ajuda. Compare ofertas, analise o orçamento e pense a longo prazo.
Comprar casa é muito mais do que escolher janelas, divisões ou localização. É também decidir como quer viver com esse compromisso ao longo dos anos. A escolha da taxa não tem de ser um bicho de sete cabeças, mas merece tempo, perguntas e alguma projeção de futuro.
Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria
A sua opinião ajuda-nos a melhorar continuamente os conteúdos dos nossos artigos.
Gostaria de deixar uma sugestão específica?
Pode fazê-lo no campo de comentário abaixo.
finanças
Saiba como calcular a taxa de esforço de um crédito
família
Como fazer e gerir um orçamento familiar
Finanças
Informação de tratamento de dados
O Banco Santander Totta, S.A. é o responsável pelo tratamento dos dados pessoais recolhidos.
O Banco pode ser contactado na Rua da Mesquita, 6, Centro Totta, 1070-238 Lisboa.
O Encarregado de Proteção de Dados do Banco poderá ser contactado na referida morada e através do seguinte endereço de correio eletrónico: privacidade@santander.pt.
Os dados pessoais recolhidos neste fluxo destinam-se a ser tratados para a finalidade envio de comunicações comerciais e/ou informativas pelo Santander.
O fundamento jurídico deste tratamento assenta no consentimento.
Os dados pessoais serão conservados durante 5 anos, ou por prazo mais alargado, se tal for exigido por lei ou regulamento ou se a conservação for necessária para acautelar o exercício de direitos, designadamente em sede de eventuais processos judiciais, sendo posteriormente eliminados.
Assiste, ao titular dos dados pessoais, os direitos previstos no Regulamento Geral de Proteção de Dados, nomeadamente o direito de solicitar ao Banco o acesso aos dados pessoais transmitidos e que lhe digam respeito, à sua retificação e, nos casos em que a lei o permita, o direito de se opor ao tratamento, à limitação do tratamento e ao seu apagamento, direitos estes que podem ser exercidos junto do responsável pelo tratamento para os contactos indicados em cima. O titular dos dados goza ainda do direito de retirar o consentimento prestado, sem que tal comprometa a licitude dos tratamentos efetuados até então.
Ao titular dos dados assiste ainda o direito de apresentar reclamações relacionadas com o incumprimento destas obrigações à Comissão Nacional da Proteção de Dados, por correio postal, para a morada Av. D. Carlos I, 134 - 1.º, 1200-651 Lisboa, ou, por correio eletrónico, para geral@cnpd.pt (mais informações em https://www.cnpd.pt/).
Para mais informação pode consultar a nossa política de privacidade (https://www.santander.pt/politica-privacidade).