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Em pleno inverno, quando o aquecimento deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade, há um dado que pesa: Portugal ocupa a quarta posição entre os países europeus com o gás natural mais caro.
Os números mais recentes do Índice de Preços da Energia para Famílias (HEPI) mostram que, em Lisboa, o gás natural é cobrado a 13,8 cêntimos por kWh. Para comparação, a média da União Europeia situa-se nos 10,6 cêntimos por kWh. E há capitais com maior poder de compra onde o preço é mais baixo, como Roma (13,6), Paris (12,8) ou Viena (12,7).
Apesar de não liderar a tabela, Portugal está claramente no grupo dos países onde o gás pesa mais na fatura das famílias.
Aqui o cenário é diferente. O preço da eletricidade em Lisboa ronda os 25,4 cêntimos por kWh, muito alinhado com a média europeia (25,8). Não estamos entre os mais caros, mas também não estamos entre os mais baratos.
O dado curioso é que isto acontece apesar de Portugal ser um dos países europeus com maior incorporação de energias renováveis. Em janeiro de 2026, mais de 80% da eletricidade produzida em Portugal continental teve origem renovável.
Seria expectável que isso se refletisse numa descida mais visível dos preços, mas, na prática, o funcionamento do mercado é mais complexo.
Não existe uma única explicação. Segundo os especialistas que compilam o HEPI, as diferenças de preços entre países resultam de vários fatores:
Além disso, a crise energética desencadeada pela invasão da Ucrânia, em 2022, continua a ter efeitos. Embora os preços tenham estabilizado cerca de um ano depois, continuam acima dos níveis pré-crise.
Quando os preços são ajustados ao poder de compra (PPS), as diferenças mudam de posição. Países com preços nominais aparentemente mais baixos podem tornar-se mais caros em termos relativos, porque o rendimento médio é inferior.
Ainda assim, mesmo em euros, Portugal surge consistentemente entre as capitais com gás acima da média da UE.
Segundo o Eurostat, eletricidade, gás e outros combustíveis representam, em média, 4,6% da despesa total das famílias na União Europeia. Esse peso é maior nos agregados com rendimentos mais baixos.
Num contexto em que os preços continuam acima do período pré-2022, esta realidade torna-se especialmente sensível. Pequenas diferenças por kWh acumulam-se ao longo dos meses e fazem diferença no orçamento anual.
O retrato atual mostra duas realidades distintas:
Num momento em que a eficiência energética e a gestão da fatura ganham cada vez mais importância, perceber onde estamos no contexto europeu ajuda a enquadrar melhor o debate. E, sobretudo, a perceber porque é que a conta do gás continua a pesar tanto no orçamento de muitas famílias portuguesas.
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