Finanças

Novos sistemas de segurança nos automóveis: o que mudou?

2 minutos de leitura
Publicado a 4 novembro 2026
Escrito por Rute Ferreira
Duas mulheres a viajar de carro, uma a conduzir e outra a falar ao telemóvel

Travagens automáticas, alertas de distração e até uma espécie de caixa negra. Os automóveis novos estão cada vez mais tecnológicos e, desde 7 de julho de 2026, passaram a ter de cumprir requisitos de segurança mais exigentes na União Europeia.

 

Mas quais são os sistemas obrigatórios e o que muda para quem já tem carro ou está a pensar comprar um?

 

 

O que mudou nas regras de segurança automóvel?

As novas exigências fazem parte do Regulamento Geral de Segurança da União Europeia (Regulamento UE 2019/2144), que introduz progressivamente tecnologias destinadas a prevenir acidentes e proteger condutores, passageiros, peões e ciclistas.

 

Desde 7 de julho de 2026, entrou em vigor uma nova fase destas regras, com requisitos adicionais para os automóveis ligeiros de passageiros e de mercadorias novos.

 

O objetivo? Reduzir o risco de acidentes e tornar as tecnologias de segurança mais acessíveis, independentemente da marca ou da gama do veículo.

 

 

Que sistemas de segurança são obrigatórios nos carros novos?

De acordo com a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), o conjunto de tecnologias abrangidas pelas regras europeias inclui:

  • Travagem automática de emergência: deteta possíveis colisões com veículos, peões ou ciclistas e pode travar automaticamente se o condutor não reagir a tempo;
  • Assistente inteligente de velocidade: identifica os limites de velocidade e alerta o condutor quando são ultrapassados, sem retirar o controlo do automóvel;
  • Avisos de distração e sonolência: identificam sinais de falta de atenção ou fadiga e emitem alertas;
  • Sistema de manutenção na faixa de rodagem: avisa quando o veículo se desvia involuntariamente da faixa e pode corrigir ligeiramente a direção;
  • Sinal de travagem de emergência: ativa um sinal luminoso intermitente durante travagens bruscas, alertando os veículos que circulam atrás;
  • Gravador de dados de evento (EDR): funciona como uma espécie de caixa negra, registando dados técnicos associados a um acidente, sem monitorizar permanentemente a condução;
  • Interface para alcoolímetro bloqueador: permite instalar um dispositivo que impede o arranque do veículo quando deteta álcool, mas não significa que todos os carros tenham de trazer um alcoolímetro instalado;
  • Monitorização da pressão dos pneus: alerta para alterações na pressão que possam comprometer a segurança.

 

Estas tecnologias fazem parte de um conjunto de requisitos introduzidos por fases. Nem todos os sistemas se tornaram obrigatórios pela primeira vez em julho de 2026, mas integram as exigências de segurança aplicáveis aos novos veículos.

 

 

E quem já tem carro? Precisa de instalar estes sistemas?

Não. Se tem um automóvel que já circulava antes da entrada em vigor das novas exigências, não precisa de instalar equipamentos adicionais nem substituir o veículo.

 

As regras aplicam-se aos veículos novos abrangidos pelos requisitos europeus de homologação e matrícula, não tendo efeitos retroativos sobre os automóveis já em circulação.

 

Se está a pensar comprar um carro novo, poderá encontrar várias destas tecnologias incluídas de origem, mesmo em modelos mais acessíveis.

 

 

Mais tecnologia significa uma condução mais segura?

Sim, estas tecnologias podem ajudar a evitar acidentes ou reduzir a sua gravidade. Mas há algo que não muda: a responsabilidade de quem está ao volante.

 

Os sistemas de assistência podem identificar perigos, emitir alertas e até intervir em situações de emergência. Ainda assim, não substituem a atenção do condutor, o respeito pelos limites de velocidade ou a condução responsável.

 

Afinal, a tecnologia pode dar uma ajuda importante na estrada, mas a segurança continua a começar em quem conduz.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.
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