Finanças

Novo simulador da Segurança Social: como saber a que prestações sociais pode ter direito

5 minutos de leitura
Publicado a 10 Março 2026
Escrito por Rute Ferreira
Senhora a mexer no computador e a entrar no site da Segurança Social

Nem sempre é fácil perceber a que apoios da Segurança Social se pode ter direito. As regras são muitas, as situações variam e a informação nem sempre está toda no mesmo sítio.

 

Para ajudar a esclarecer estas dúvidas, a Segurança Social lançou um novo simulador de prestações sociais que permite, em poucos minutos, perceber que subsídios e apoios podem fazer sentido para cada situação de vida. Sem autenticação, sem compromissos e com resultados imediatos, é uma forma simples de ganhar clareza antes de avançar para qualquer pedido.

 

 

O que é o simulador de prestações sociais?

O simulador é uma ferramenta disponível no portal da Segurança Social que permite saber, em cerca de 7 minutos, a que prestações sociais uma pessoa pode eventualmente ter direito.

 

Não substitui um pedido oficial nem garante a atribuição de qualquer apoio. Serve, acima de tudo, para orientar, esclarecer dúvidas e evitar que alguém fique de fora de um apoio por desconhecimento.

 

Os resultados dependem exclusivamente das respostas dadas e não são vinculativos, mas ajudam a perceber se vale a pena avançar para um pedido formal.

 

 

Antes de começar: o que convém ter consigo

O simulador foi pensado para ser rápido, mas há algumas informações que ajudam a responder com mais segurança:

 

  • Valor dos rendimentos anuais brutos (antes de descontos)
  • Informação sobre património mobiliário, se existir
  • Situação profissional atual
  • Composição do agregado familiar
  • Eventual incapacidade ou deficiência reconhecida
  • Situações recentes de doença, desemprego, gravidez ou apoio a terceiros.

 

Se faltar algum dado, não há problema. É possível guardar a simulação e voltar mais tarde.

 

 

Como usar o simulador de prestações sociais: passo a passo

O simulador está organizado por etapas simples, que acompanham a realidade de quem responde. A lógica assenta em perceber quem é a pessoa, como vive e em que situação se encontra.

 

1. Informação geral

Aqui são pedidos dados básicos, como:

 

  • Data de nascimento
  • Local de residência
  • Estado civil
  • Situação perante a Segurança Social (se desconta ou já descontou).

 

Informações que ajudam a enquadrar a pessoa no sistema e a excluir, logo à partida, prestações que não se aplicam.

2. Agregado familiar e rendimentos

Nesta fase, o simulador pergunta:

 

  • Quantas pessoas fazem parte do agregado familiar
  • Se alguém recebe prestações da Segurança Social
  • O valor dos rendimentos anuais brutos de cada elemento.

 

Importa sublinhar que o rendimento anual bruto corresponde ao total ganho ao longo do ano, antes de descontos, incluindo salários, pensões, rendas ou outros rendimentos.

 

Se entregou IRS, este valor pode ser consultado na declaração.

3. Património mobiliário

Aqui é pedido o valor do património mobiliário do agregado familiar à data do pedido ou da simulação.

 

Inclui, por exemplo, depósitos bancários, certificados de aforro, ações, obrigações ou fundos de investimento. Património imobiliário como casas ou terrenos, não entra nesta conta.

Gravidez e óbito

Nesta fase, o simulador pergunta se existiu uma situação recente de gravidez ou de óbito que possa ter impacto no acesso a prestações sociais.

 

No caso da gravidez, a pergunta aplica-se a quem está grávida ou esteve grávida nos últimos seis meses, incluindo situações em que a gravidez foi interrompida. Esta informação é usada para identificar apoios específicos ligados à parentalidade e à proteção na gravidez.

 

Já a questão do óbito serve para sinalizar situações recentes na família, ou despesas de funeral suportadas pela pessoa que está a fazer a simulação. 

 

O objetivo é avaliar a eventual elegibilidade para prestações associadas à morte, como subsídios ou pensões de sobrevivência.

 

Se nenhuma destas situações se aplicar, basta assinalar essa opção e avançar. O simulador segue para a etapa seguinte sem impacto no resultado.

4. Situação profissional

Nesta etapa, o simulador procura perceber a situação atual face ao trabalho:

 

  • Se está a trabalhar, desempregado/a, reformado/a ou noutra situação
  • Se trabalha por conta de outrem, por conta própria ou noutra modalidade
  • Se houve cessação recente de atividade.

 

Se indicar que não está a trabalhar, o simulador passa a fazer perguntas sobre desemprego ou cessação de atividade.

 

Esta informação é essencial para avaliar prestações ligadas ao desemprego, doença ou reforma.

5. Incapacidade, doença profissional e assistência

O simulador pergunta ainda se existe alguma das seguintes situações:

 

  • Incapacidade temporária (baixa médica)
  • Deficiência ou incapacidade permanente
  • Doença profissional ou acidente de trabalho
  • Prestação de assistência a outra pessoa (por exemplo, um familiar).

 

Cada resposta pode abrir a porta a prestações específicas, como subsídios por doença, dependência ou apoio ao cuidador informal.

6. Validação e acesso aos resultados

Antes de avançar, é necessário confirmar que não é um robô. Depois disso, o simulador apresenta os resultados da simulação.

 

 

Como ler os resultados da simulação?

A página de resultados apresenta, de forma clara, as prestações sociais para as quais pode existir elegibilidade, bem como informação adicional sobre apoios destinados a casos especiais, mesmo quando não surge um direito direto imediato.

 

Pode acontecer que, com base nas respostas dadas, o simulador indique que não existe direito a nenhuma prestação naquele momento. Isso não significa que nunca exista apoio, apenas que, para aquela combinação específica de dados, não se verifica elegibilidade.

 

Nesta fase, é ainda possível descarregar um resumo da simulação em PDF e guardar um código que permite recuperar a simulação mais tarde, caso seja necessário rever ou atualizar a informação.

 

 

Que prestações estão incluídas no simulador?

O simulador abrange um conjunto alargado de apoios, organizados por áreas como:

 

 

Quando se trata de pensões de velhice, o simulador remete para o Simulador de Pensões, onde é possível obter valores mais detalhados.

 

 

Apesar de útil, o simulador não substitui o pedido oficial nem confirma direitos, pode não refletir situações com trabalho ou descontos no estrangeiro e apresenta resultados apenas para quem faz a simulação e respetivos dependentes, funcionando sobretudo como uma primeira porta de entrada para perceber que apoios faz sentido explorar.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.

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