A importância da agricultura sustentável: pac

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Agricultura sustentável: um caminho para um planeta mais verde

27 dez 2021 | 3 min de leitura

Já ouviu falar em Política Agrícola Comum? Conheça o impacto ambiental da exploração agrícola e descubra boas práticas sustentáveis que podem ajudar a salvar o planeta.

O setor da agricultura e pecuária é responsável por um enorme volume de emissões de gases com efeito de estufa - uma das principais ameaças ao equilíbrio do planeta, da biosfera e dos ecossistemas.

 

Mas a agricultura também é o setor que mais sofre com este problema. Por isso, os agricultores e empresários agrícolas são uma das forças mais importantes no combate às alterações climáticas. Através da agricultura sustentável, podem ter um papel crucial na transição para uma economia de baixo carbono.

 

Política Agrícola Comum e desafios de sustentabilidade

Em 1962, a Comissão Europeia criou a Política Agrícola Comum (PAC), uma parceria entre os agricultores, a sociedade e a Europa, com o objetivo de:

 

  • garantir a segurança alimentar e nutrição da população europeia
  • apoiar os agricultores europeus e melhorar o seu nível de vida
  • melhorar a produtividade agrícola
  • garantir o abastecimento de alimentos a preços acessíveis.

 

Mas o aumento da produtividade no setor agrícola teve graves impactos sociais e ambientais, desvalorizados durante muito tempo. Em 2018, a Comissão Europeia aderiu ao Pacto Ecológico Europeu, que pretende fazer da Europa o primeiro continente com um impacto neutro no clima.

 

Segundo o Business Council for Sustainable Development (BCSD) em Portugal, “a partir de agora, a PAC terá de se articular com referenciais importantes, tais como a Estratégia Europeia para a Preservação da Biodiversidade e a Estratégia Europeia do Prado ao Prato”.

 

A Política Agrícola Comum passa a focar-se numa agricultura mais sustentável e no impacto dos sistemas agroalimentares na sociedade.

 

Boas práticas para uma agricultura mais sustentável

As boas práticas ambientais na agricultura contribuem para o equilíbrio entre a produção de alimentos e a proteção do planeta. A agricultura sustentável no âmbito da Política Agrícola Comum prevê:

 

  • combater as alterações climáticas, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050
  • proteger os recursos naturais, como a água, o ar, os solos e as florestas
  • promover a biodiversidade, protegendo e reforçando a variedade de plantas e animais.

 

Os agricultores e empresários agroalimentares devem reduzir as emissões de metano e carbono, reduzir as fontes de energia poluentes e melhorar o uso e gestão dos solos. Para isso, podem adotar medidas como:

 

  • Alterar as rações dos animais
  • Usar tecnologias específicas para reduzir a produção de metano
  • Reutilizar as emissões de carbono para produzir energia
  • Apostar em energias renováveis
  • Usar veículos elétricos
  • Reduzir o uso de pesticidas
  • Preferir adubos e fertilizantes orgânicos
  • Cultivar espécies diferentes, de forma rotativa, evitando monoculturas
  • Proteger os solos da erosão.

 

O futuro da alimentação

Sabemos hoje que os nossos hábitos alimentares podem ajudar a combater as alterações climáticas. Um estudo da Fundação Ellen MacArthur indica que quase 60% das calorias consumidas a nível mundial são asseguradas por apenas 4 culturas: trigo, arroz, milho e batata.

 

O cultivo em grande escala destes alimentos rouba espaço ao cultivo de outros, com muito menos impacto ambiental, que poderiam estar na base de um sistema alimentar regenerativo.

 

O mesmo estudo diz-nos ainda que 40% dos alimentos consumidos na União Europeia são vendidos por apenas 10 empresas.

 

Os sistemas agroalimentares são decisivos para a proteção do planeta, para o equilíbrio dos ecossistemas e para o bem-estar das espécies. É importante adaptá-los aos contextos locais, diversificar os produtos e o mercado e adotar abordagens de gestão mais sustentáveis.

 

Reduzir o impacto ambiental da agricultura e pecuária, de forma rápida, é um grande desafio. Mas a produção eficaz, a gestão responsável dos recursos e o consumo consciente são, cada vez mais, o futuro da agricultura e os pilares para uma maior sustentabilidade ambiental.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

O setor da agricultura e pecuária é responsável por um enorme volume de emissões de gases com efeito de estufa - uma das principais ameaças ao equilíbrio do planeta, da biosfera e dos ecossistemas.

 

Mas a agricultura também é o setor que mais sofre com este problema. Por isso, os agricultores e empresários agrícolas são uma das forças mais importantes no combate às alterações climáticas. Através da agricultura sustentável, podem ter um papel crucial na transição para uma economia de baixo carbono.

 

Política Agrícola Comum e desafios de sustentabilidade

Em 1962, a Comissão Europeia criou a Política Agrícola Comum (PAC), uma parceria entre os agricultores, a sociedade e a Europa, com o objetivo de:

 

  • garantir a segurança alimentar e nutrição da população europeia
  • apoiar os agricultores europeus e melhorar o seu nível de vida
  • melhorar a produtividade agrícola
  • garantir o abastecimento de alimentos a preços acessíveis.

 

Mas o aumento da produtividade no setor agrícola teve graves impactos sociais e ambientais, desvalorizados durante muito tempo. Em 2018, a Comissão Europeia aderiu ao Pacto Ecológico Europeu, que pretende fazer da Europa o primeiro continente com um impacto neutro no clima.

 

Segundo o Business Council for Sustainable Development (BCSD) em Portugal, “a partir de agora, a PAC terá de se articular com referenciais importantes, tais como a Estratégia Europeia para a Preservação da Biodiversidade e a Estratégia Europeia do Prado ao Prato”.

 

A Política Agrícola Comum passa a focar-se numa agricultura mais sustentável e no impacto dos sistemas agroalimentares na sociedade.

 

Boas práticas para uma agricultura mais sustentável

As boas práticas ambientais na agricultura contribuem para o equilíbrio entre a produção de alimentos e a proteção do planeta. A agricultura sustentável no âmbito da Política Agrícola Comum prevê:

 

  • combater as alterações climáticas, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050
  • proteger os recursos naturais, como a água, o ar, os solos e as florestas
  • promover a biodiversidade, protegendo e reforçando a variedade de plantas e animais.

 

Os agricultores e empresários agroalimentares devem reduzir as emissões de metano e carbono, reduzir as fontes de energia poluentes e melhorar o uso e gestão dos solos. Para isso, podem adotar medidas como:

 

  • Alterar as rações dos animais
  • Usar tecnologias específicas para reduzir a produção de metano
  • Reutilizar as emissões de carbono para produzir energia
  • Apostar em energias renováveis
  • Usar veículos elétricos
  • Reduzir o uso de pesticidas
  • Preferir adubos e fertilizantes orgânicos
  • Cultivar espécies diferentes, de forma rotativa, evitando monoculturas
  • Proteger os solos da erosão.

 

O futuro da alimentação

Sabemos hoje que os nossos hábitos alimentares podem ajudar a combater as alterações climáticas. Um estudo da Fundação Ellen MacArthur indica que quase 60% das calorias consumidas a nível mundial são asseguradas por apenas 4 culturas: trigo, arroz, milho e batata.

 

O cultivo em grande escala destes alimentos rouba espaço ao cultivo de outros, com muito menos impacto ambiental, que poderiam estar na base de um sistema alimentar regenerativo.

 

O mesmo estudo diz-nos ainda que 40% dos alimentos consumidos na União Europeia são vendidos por apenas 10 empresas.

 

Os sistemas agroalimentares são decisivos para a proteção do planeta, para o equilíbrio dos ecossistemas e para o bem-estar das espécies. É importante adaptá-los aos contextos locais, diversificar os produtos e o mercado e adotar abordagens de gestão mais sustentáveis.

 

Reduzir o impacto ambiental da agricultura e pecuária, de forma rápida, é um grande desafio. Mas a produção eficaz, a gestão responsável dos recursos e o consumo consciente são, cada vez mais, o futuro da agricultura e os pilares para uma maior sustentabilidade ambiental.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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