Finanças

IRS vai mudar em novembro. Saiba o que acontece aos salários

2 minutos de leitura
Publicado a 29 outubro 2026
Escrito por Rute Ferreira
Mulher sorridente, vestida com um camisola vermelha , a consultar o telemóvel num ambiente exterior

Em novembro, os trabalhadores com IRS a reter deverão sentir no salário o efeito da nova descida do imposto prevista para 2026. A medida prevê taxas mais baixas nos primeiros seis escalões, com efeitos sobre os rendimentos obtidos desde janeiro, e uma redução excecional das retenções na fonte em novembro, incluindo no subsídio de Natal devido nesse mês. 

 

Mas quanto pode aumentar o rendimento líquido? E esta alteração terá consequências no acerto do IRS em 2027?

 

 

O que muda no IRS a partir de novembro?

A medida aprovada pelo Parlamento prevê uma nova redução das taxas gerais de IRS do 1.º ao 6.º escalão, mantendo os atuais limites de rendimento coletável. Segundo o Governo, a descida será de 0,3 pontos percentuais no primeiro e sexto escalões e de 0,5 pontos percentuais entre o segundo e o quinto.

Rendimento coletável anual
Taxa atual
Nova taxa proposta
Até 8.342€
12,50%
12,20%
Mais de 8.342€ até 12.587€
15,70%
15,20%
Mais de 12.587€ até 17.838€
21,20%
20,70%
Mais de 17.838€ até 23.089€
24,10%
23,60%
Mais de 23.089€ até 29.397€
31,10%
30,60%
Mais de 29.397€ até 43.090€
34,90%
34,60%
Tabela explicativa das altercções propostas às taxas de IRS a partir de novembro

As taxas normais dos três escalões seguintes permanecem nos 43,10%, 44,60% e 48%, respetivamente.

 

Ainda assim, os contribuintes enquadrados nos escalões superiores também podem beneficiar da alteração. Isto acontece porque o IRS é progressivo: as diferentes parcelas do rendimento são tributadas de acordo com os escalões por que passam.

 

 

Porque é que o salário líquido pode aumentar em novembro?

Para que o efeito da descida do IRS seja sentido ainda este ano, o Governo decidiu reduzir em 50% as retenções na fonte aplicáveis aos rendimentos do trabalho e às pensões pagos durante o mês de novembro. A medida abrange também o subsídio de Natal devido nesse mês.

 

Na prática, quem tenha IRS a reter terá uma retenção inferior em novembro, o que se deverá traduzir num valor líquido mais elevado.

 

Esta redução é excecional. Em dezembro, voltam a aplicar-se as tabelas de retenção na fonte atualmente em vigor.

 

O despacho que formaliza esta redução já foi emitido pelo Governo e, à data desta atualização, aguarda publicação.

 

 

Quanto se pode poupar com a nova descida do IRS?

As simulações divulgadas pelo Ministério das Finanças permitem ter uma ideia do efeito anual das novas taxas.

 

Para um trabalhador dependente, solteiro, sem dependentes e residente no Continente, considerando 14 pagamentos anuais, a poupança adicional estimada para 2026 é de:

  • 12,10 euros, com um salário bruto mensal de 1.000 euros
  • 65,32 euros, com 1.500 euros
  • 100,44 euros, com 2.000 euros
  • 133,28 euros, com 2.500 euros
  • 171,50 euros, com 3.500 euros.

 

Estes valores representam a poupança anual estimada de IRS face às regras inicialmente previstas no Orçamento do Estado para 2026. Não correspondem ao valor da redução da retenção na fonte que cada contribuinte terá em novembro. 

 

 

Receber mais agora significa ter menos reembolso de IRS em 2027?

Não necessariamente. Ao ser retido menos IRS em novembro, fica também menos imposto entregue antecipadamente ao Estado, o que pode influenciar o acerto feito em 2027.

 

No entanto, não é apenas a retenção na fonte que muda. A medida prevê também uma redução das taxas anuais de IRS aplicáveis aos rendimentos de 2026.

 

Por isso, receber mais em novembro não significa automaticamente ter um reembolso menor ou imposto adicional a pagar em 2027. O resultado final dependerá dos rendimentos, das retenções, das deduções e da situação fiscal de cada agregado.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.
  • finanças

    O que é o Orçamento do Estado e qual a sua importância?

  • finanças

    Escalões de IRS: o que são e como funcionam

Descubra as vantagens de abrir conta online

Um processo simples, rápido e sem deslocações.

Informação de tratamento de dados

O Banco Santander Totta, S.A. é o responsável pelo tratamento dos dados pessoais recolhidos.

O Banco pode ser contactado na Rua da Mesquita, 6, Centro Totta, 1070-238 Lisboa.

O Encarregado de Proteção de Dados do Banco poderá ser contactado na referida morada e através do seguinte endereço de correio eletrónico: privacidade@santander.pt.

Os dados pessoais recolhidos neste fluxo destinam-se a ser tratados para a finalidade envio de comunicações comerciais e/ou informativas pelo Santander.

O fundamento jurídico deste tratamento assenta no consentimento.

Os dados pessoais serão conservados durante 5 anos, ou por prazo mais alargado, se tal for exigido por lei ou regulamento ou se a conservação for necessária para acautelar o exercício de direitos, designadamente em sede de eventuais processos judiciais, sendo posteriormente eliminados.

Assiste, ao titular dos dados pessoais, os direitos previstos no Regulamento Geral de Proteção de Dados, nomeadamente o direito de solicitar ao Banco o acesso aos dados pessoais transmitidos e que lhe digam respeito, à sua retificação e, nos casos em que a lei o permita, o direito de se opor ao tratamento, à limitação do tratamento e ao seu apagamento, direitos estes que podem ser exercidos junto do responsável pelo tratamento para os contactos indicados em cima. O titular dos dados goza ainda do direito de retirar o consentimento prestado, sem que tal comprometa a licitude dos tratamentos efetuados até então.

Ao titular dos dados assiste ainda o direito de apresentar reclamações relacionadas com o incumprimento destas obrigações à Comissão Nacional da Proteção de Dados, por correio postal, para a morada Av. D. Carlos I, 134 - 1.º, 1200-651 Lisboa, ou, por correio eletrónico, para geral@cnpd.pt (mais informações em https://www.cnpd.pt/).

Para mais informação pode consultar a nossa política de privacidade (https://www.santander.pt/politica-privacidade).