Finanças

O que são ações e como funcionam?

3 minutos de leitura
Atualizado a 11 Fevereiro 2026
O que são ações e como funcionam

Muito provavelmente já ouviu falar em ações, seja nas notícias, em conversas sobre investimentos ou até quando alguém diz que “a bolsa caiu”. Mas o que são, afinal, as ações? E como é que funcionam na prática?

 

Vamos por partes, sem linguagem difícil e com exemplos simples. A ideia é que, no final deste artigo, saiba exatamente o que significa investir em ações e se este tipo de investimento pode (ou não) fazer sentido para si.

 

 

O que são ações?

Imagine uma empresa como um bolo. Em vez de pertencer a uma única pessoa, esse bolo é dividido em várias fatias iguais. Cada fatia é uma ação.

 

Quando compra uma ação, passa a ser dono de uma pequena parte dessa empresa. Não vai mandar nela nem escolher o CEO, mas torna-se acionista e passa a participar, para o bem e para o mal, na sua evolução.

 

Na prática, uma ação representa uma parcela do capital social de uma empresa. Ao comprá-la, está a investir no presente e no futuro desse negócio.

 

 

Quais as vantagens de investir em ações?

Como referido, ao comprar uma ação está a tornar-se dono de uma parcela de uma empresa. Deste modo, as vantagens de investir em ações são as mesmas vantagens de deter uma empresa, destacando-se dois:

 

  • Beneficiar do crescimento da empresa e da sua rentabilidade, que se traduzirá na valorização da sua participação na empresa
  • Obter rendimentos periódicos (conhecidos como dividendos), caso a empresa os distribua.

 

Porque é que as empresas emitem ações?

As empresas precisam de dinheiro para crescer: lançar novos produtos, contratar pessoas, entrar noutros mercados. Para isso, têm essencialmente três caminhos:

 

  • Pedir dinheiro emprestado ao banco
  • Emitir dívida (como obrigações)
  • Vender partes da empresa ao público, através de ações.

 

Ao emitir ações, a empresa recebe capital sem contrair dívida. Em troca, passa a ter mais donos, os acionistas.

 

 

Ações ordinárias e ações preferenciais: qual a diferença?

Nem todas as ações são iguais. As mais comuns são estas duas:

 

  • Ações ordinárias. São as mais frequentes. Normalmente dão direito de voto em assembleias gerais e podem pagar dividendos, mas estes não são garantidos
  • Ações preferenciais. Regra geral, não dão direito de voto, mas oferecem prioridade no pagamento de dividendos. Em caso de falência da empresa, estes acionistas também são os primeiros a ser reembolsados.

 

Na prática, as ações ordinárias oferecem mais “voz” e potencial de crescimento; as preferenciais, mais previsibilidade.

 

 

O que faz o preço de uma ação subir ou descer?

Aqui entra a parte mais “emocional” dos mercados.

 

O preço de uma ação é determinado pela oferta e procura. Se há mais pessoas a querer comprar do que a vender, o preço sobe. Se acontece o contrário, desce.

 

Mas o que influencia essa procura?

 

  • Resultados e perspetivas da empresa
  • Notícias (boas ou más)
  • Evolução do setor e da economia
  • Expectativas e confiança dos investidores.

 

Por isso, uma empresa pode estar saudável… e ainda assim ver a sua ação cair. E o inverso também acontece.

 

Um detalhe importante: uma boa empresa não é sempre um bom investimento, tudo depende do preço a que entra.

 

 

Como calcular o retorno do investimento numa ação?

O retorno do investimento em ações considera a alteração do valor de mercado da ação, bem como o valor do respetivo dividendo. Por exemplo, se adquiriu uma ação por 10 euros e se essa ação, depois de distribuir 1 euro de dividendos, vale atualmente 12 euros, o retorno do seu investimento será de (12€ + 1€) / 10 euros ou 30%.

 

 

Quais os riscos de comprar uma ação?

A compra de uma ação traz também associado um conjunto de riscos. Ao investirmos numa empresa estamos a apostar no seu crescimento no futuro e sabemos que o futuro é por inerência incerto. Logo, é possível que venha a correr alguns riscos que se podem traduzir na perda de parte ou da totalidade do capital investido. Alguns riscos do investimento em ações podem ser:

 

Risco Operacional

A incerteza associada às operações da própria empresa, o sucesso da sua estratégia de negócio, a solidez do seu modelo de negócio, entre outros. Este é o risco específico daquela ação ou empresa.

 

Risco Cambial 

O potencial impacto financeiro das operações que a empresa tem no estrangeiro, da concorrência de estrangeiros no seu mercado atual e o risco de oscilação do preço de ações cotadas em moedas estrangeiras.

 

Risco Político 

Uma empresa que opera num determinado mercado está permeável aos riscos políticos e económicos desse mercado.

 

 

Como diversificar os seus riscos?

Ao comprar uma ação está a assumir os riscos referidos na secção anterior, tendo o seu risco muito concentrado. Costuma ser recomendável que diversifique os seus riscos. Como?

 

  • Investindo em várias empresas
  • Em diferentes setores
  • Ou através de fundos de investimento ou ETFs, que já reúnem várias ações num só produto.

 

Estas soluções não eliminam o risco, mas tornam-no mais equilibrado.

 

As ações não são um bicho-papão nem uma fórmula mágica para enriquecer. São simplesmente uma forma de participar no crescimento das empresas (com tudo o que isso implica).

 

Perceber como funcionam, quais os ganhos possíveis e os riscos envolvidos é o primeiro passo para decidir se têm lugar (ou não) na sua estratégia financeira. Informação, aqui, vale tanto como o próprio investimento.

 

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