finanças

A poupança para a reforma é uma maratona

30 nov 2020
Poupar não é um sprint, é uma maratona. Saiba como construir uma poupança à medida do seu bolso e ter uma almofada financeira confortável quando chegar à reforma.

Ao pensarmos na poupança para a reforma, que para muitos acontecerá dentro de duas ou três décadas, deveremos ter em consideração a necessidade de criar regras simples e hábitos de poupança. Neste artigo, damos nota de algumas conclusões da intervenção do Dr. Rui Constantino, Economista Chefe do Santander Portugal, na conferência Preparar o Futuro.

 

Como deve ser a nossa poupança?

Ao pensarmos na poupança temos de ter em conta o contexto de grande dificuldade de poupança por parte das famílias portuguesas. Deste modo, temos de considerar que a poupança para a reforma deve ter em mente dois critérios:

 

  • Definir uma poupança que seja à medida do bolso de cada pessoa;
  • Ver a poupança como um processo extremamente longo, ou seja, uma maratona e não um sprint.

 

Toda a sessão foi assente na constatação da necessidade de ajustes para que não exista uma queda acentuada do nível de vida das famílias, no momento de passagem para a reforma. É um facto que vivemos cada vez mais anos enquanto reformados, e se considerarmos a subida da esperança média de vida, podemos estimar que viveremos mais 25 anos enquanto reformados.

 

A importância das entregas programadas

A criação de poupanças poderá estar assente na criação de hábitos. Logo, deveremos definir regras de poupanças programadas adequadas às nossas possibilidades (por exemplo, €25 mensalmente), de modo a criar uma almofada financeira para o futuro.

 

Porque nos devemos preocupar com a poupança?

Atualmente temos baixos níveis de taxa de poupança. Na realidade, a taxa de poupança tem vindo a reduzir-se significativamente nos últimos anos, só sendo vistas alterações no perfil de poupança nos momentos de crise (2008 e 2020). Este ajustamento é indesejável, na medida em que ocorre no momento de queda de rendimentos. Logo, o efeito conjugado do aumento da poupança e da queda de rendimentos resulta numa queda acentuada das despesas de consumo, atrasando o processo de recuperação económica.

 

Em qualquer dos casos, a poupança serve para mitigar choques adversos quando ocorrem crises periódicas. Aliás, como referia Marcos Soares Ribeiro noutra sessão, a poupança acaba por servir como um facilitador da estabilidade financeira das famílias e consequente promotor da sua qualidade de vida.

 

Onde estão aplicadas as poupanças dos portugueses?

Os dados de 2018 apontam para que uma parte significativa da poupança das famílias está alocada a moeda ou depósitos bancários, a forma tradicional de poupança das famílias portuguesas, com um menor peso das aplicações em regimes de seguros e pensões:

 

  • Moeda e Depósitos – 45%
  • Ações e outras participações – 28%;
  • Regime de Seguros e Pensões – 17%;
  • Outros – 10%.

 

É fundamental termos em consideração que estamos num contexto de taxas de juro muito baixas, sendo que as perspetivas de mercado apontam para que esse cenário se possa prolongar até 2025. Assim, torna-se essencial um esforço grande de informação e de promoção da poupança, para que cada um de nós tenha o incentivo em criar uma almofada financeira necessária para a garantia de uma melhor qualidade de vida na reforma.

 

É consensual, como resulta de todas intervenções no debate, que o atual contexto “exige” um reforço da poupança e que, para a realizarem, as famílias têm ao seu dispor uma ampla oferta diversificada, com diferentes alternativas de aforro e, mais importante, que os produtos de aforro existentes se adequam ao seu perfil de risco.

 

Deste modo, num contexto de maior incerteza e volatilidade, é fundamental que as famílias adotem hábitos simples mas regrados de poupança, com uma visão de longo prazo.

 



Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Ao pensarmos na poupança para a reforma, que para muitos acontecerá dentro de duas ou três décadas, deveremos ter em consideração a necessidade de criar regras simples e hábitos de poupança. Neste artigo, damos nota de algumas conclusões da intervenção do Dr. Rui Constantino, Economista Chefe do Santander Portugal, na conferência Preparar o Futuro.

 

Como deve ser a nossa poupança?

Ao pensarmos na poupança temos de ter em conta o contexto de grande dificuldade de poupança por parte das famílias portuguesas. Deste modo, temos de considerar que a poupança para a reforma deve ter em mente dois critérios:

 

  • Definir uma poupança que seja à medida do bolso de cada pessoa;
  • Ver a poupança como um processo extremamente longo, ou seja, uma maratona e não um sprint.

 

Toda a sessão foi assente na constatação da necessidade de ajustes para que não exista uma queda acentuada do nível de vida das famílias, no momento de passagem para a reforma. É um facto que vivemos cada vez mais anos enquanto reformados, e se considerarmos a subida da esperança média de vida, podemos estimar que viveremos mais 25 anos enquanto reformados.

 

A importância das entregas programadas

A criação de poupanças poderá estar assente na criação de hábitos. Logo, deveremos definir regras de poupanças programadas adequadas às nossas possibilidades (por exemplo, €25 mensalmente), de modo a criar uma almofada financeira para o futuro.

 

Porque nos devemos preocupar com a poupança?

Atualmente temos baixos níveis de taxa de poupança. Na realidade, a taxa de poupança tem vindo a reduzir-se significativamente nos últimos anos, só sendo vistas alterações no perfil de poupança nos momentos de crise (2008 e 2020). Este ajustamento é indesejável, na medida em que ocorre no momento de queda de rendimentos. Logo, o efeito conjugado do aumento da poupança e da queda de rendimentos resulta numa queda acentuada das despesas de consumo, atrasando o processo de recuperação económica.

 

Em qualquer dos casos, a poupança serve para mitigar choques adversos quando ocorrem crises periódicas. Aliás, como referia Marcos Soares Ribeiro noutra sessão, a poupança acaba por servir como um facilitador da estabilidade financeira das famílias e consequente promotor da sua qualidade de vida.

 

Onde estão aplicadas as poupanças dos portugueses?

Os dados de 2018 apontam para que uma parte significativa da poupança das famílias está alocada a moeda ou depósitos bancários, a forma tradicional de poupança das famílias portuguesas, com um menor peso das aplicações em regimes de seguros e pensões:

 

  • Moeda e Depósitos – 45%
  • Ações e outras participações – 28%;
  • Regime de Seguros e Pensões – 17%;
  • Outros – 10%.

 

É fundamental termos em consideração que estamos num contexto de taxas de juro muito baixas, sendo que as perspetivas de mercado apontam para que esse cenário se possa prolongar até 2025. Assim, torna-se essencial um esforço grande de informação e de promoção da poupança, para que cada um de nós tenha o incentivo em criar uma almofada financeira necessária para a garantia de uma melhor qualidade de vida na reforma.

 

É consensual, como resulta de todas intervenções no debate, que o atual contexto “exige” um reforço da poupança e que, para a realizarem, as famílias têm ao seu dispor uma ampla oferta diversificada, com diferentes alternativas de aforro e, mais importante, que os produtos de aforro existentes se adequam ao seu perfil de risco.

 

Deste modo, num contexto de maior incerteza e volatilidade, é fundamental que as famílias adotem hábitos simples mas regrados de poupança, com uma visão de longo prazo.

 



Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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