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Há temas que parecem “grandes demais” para o dia a dia, até que percebemos que estão presentes em tudo um pouco: no preço dos alimentos, no acesso a cuidados de saúde, na qualidade da água, no emprego, na forma como as cidades crescem e na confiança nas instituições.
Todos estes temas têm algo em comum: exigem soluções que vão além de decisões isoladas.
Os ODS são 17 objetivos globais definidos pelas Nações Unidas para orientar o mundo até 2030, com o propósito de melhorar a vida das pessoas sem rebentar com os limites do planeta.
Os ODS fazem parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelos Estados-Membros das Nações Unidas em 2015 e em vigor desde 2016. Funcionam como um “mapa” partilhado, com metas e indicadores que ajudam a medir o progresso ao longo do tempo.
Servem para três coisas muito concretas:
A Agenda 2030 organiza a ideia de desenvolvimento sustentável em cinco áreas, conhecidas como os 5 Ps. Se um projeto encaixa num desses “Ps”, já está a tocar no coração da Agenda 2030.
Deste modo, conseguimos perceber como os 17 objetivos se encaixam num todo:
A lista é extensa, mas a lógica é bastante intuitiva. Deixamos-lhe uma explicação sucinta de cada objetivo:
Uma nota importante: os ODS estão interligados. Por exemplo, trabalhar o ODS 4 (educação) pode ter impacto no ODS 8 (emprego), no ODS 10 (desigualdades) e até no ODS 3 (saúde).
Quando o tema é sustentabilidade, o que dá confiança é conseguir ver dados. E, neste tema, há boas notícias: existe informação pública e acompanhamentos regulares.
Onde consultar:
A tentação é ir atrás dos ODS “mais populares”. Mas um bom projeto não escolhe por moda. Escolhe os que fazem sentido para aquilo que quer mudar.
Um caminho simples (e bastante usado em ESG) pode ser este:
1. Definir o foco do projeto. Por exemplo, reduzir desperdício, apoiar integração de refugiados, melhorar literacia financeira, reforçar educação, tornar operações mais eficientes
2. Mapear impacto direto e impacto indireto:
a. Impacto direto: o que o projeto faz mesmo
b. Impacto indireto: efeitos colaterais positivos ou riscos a mitigar
3. Escolher 1 ODS principal e 2 ou 3 ODS de apoio. Mais do que isso costuma diluir. Um ODS principal dá clareza. Os de apoio mostram ligação ao sistema
4. Traduzir ODS em metas e indicadores reais. Sem métricas, fica só intenção. Metas não precisam ser complexas, precisam ser “acompanháveis”.
Por exemplo, imagine um projeto empresarial focado na redução do desperdício alimentar nas operações internas.
As metas podem ser simples e mensuráveis, como reduzir o desperdício alimentar em X% num ano ou aumentar a taxa de reaproveitamento de excedentes.
A Agenda 2030 é o compromisso global que enquadra os ODS e define o horizonte: até 2030, melhorar a vida das pessoas e proteger o planeta, sem deixar ninguém para trás.
Surgiu como evolução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que existiram entre 2000 e 2015. Ao contrário dos ODM, mais centrados nos países em desenvolvimento, os ODS aplicam-se a todos os países e equilibram as dimensões social, ambiental e económica.
E há outro ponto importante: a Agenda 2030 não é “um plano da ONU para os governos”. É um enquadramento que também dá estrutura ao que empresas, escolas, organizações e comunidades já fazem, ajudando a ligar causas, medir resultados e criar colaboração.
No fim do dia, é isto: os ODS servem para orientar escolhas, dar prioridade ao que tem impacto e tornar o progresso visível.
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