bem-estar

Síndrome do impostor: o que é e como lidar

23 ago 2023 | 5 min de leitura

Costuma sentir que é uma fraude? Saiba o que é a síndrome do impostor, quais os principais traços e como lidar com esta sensação.

Subiu de posição há alguns meses, mas quando as pessoas o tratam pelo seu título formal, sente-se uma fraude porque ainda não domina as tarefas

 

Começou um novo negócio, mas não gosta de o promover porque não tem o mesmo nível de experiência ou especialização que outras pessoas na mesma área? Foi indicado para um prémio, mas sente-se um impostor na cerimónia porque não acredita que as suas conquistas são boas ou suficientes?

 

Se costuma experienciar estas sensações, é possível que tenha a síndrome do impostor.

 

 

O que é a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor é a experiência psicológica interna de se sentir uma fraude em alguma área da sua vida, apesar de ter alcançado sucesso nessa área. Geralmente faz com que se sinta uma fraude e duvide das suas capacidades.

 

Com a síndrome do impostor, uma pessoa não se sente confiante ou competente. Mesmo quando consegue alcançar o sucesso, sente dúvidas constantes sobre as suas capacidades, porque está sempre à espera que a “verdade” seja descoberta.

 

É importante sublinhar que não é uma doença mental diagnosticável, mas sim um padrão de pensamento que o pode levar a duvidar de si próprio e a achar que é apenas uma questão de tempo até que os outros descubram que é uma fraude.

 

Características comuns da Síndrome do Impostor

 

  • Dificuldade em aceitar elogios, pois acredita que não merece a apreciação dos outros

 

  • Autoexigência excessiva, pois impõem a si próprios padrões elevados de perfeccionismo, acreditando que nunca é bom o suficiente

 

  • Comparação constante com as conquistas dos outros, sentindo que está aquém

 

  • Medo de ser descoberto como uma fraude e que, mais cedo ou mais tarde, as pessoas perceberão que não é tão competentes quanto parece

 

  • Autocrítica exagerada, com tendência a focar-se nas falhas e erros, ignorando ou minimizando as suas realizações

 

  • Ansiedade e stress devido à constante pressão interna.

 

Tipos de síndrome do impostor

Segundo a Dra. Valerie Young, especialista no tema e co-fundadora do Instituto da Síndrome do Impostor, existem cinco tipos de impostores:

 

  • O perfeccionista. Acredita que, a menos que o trabalho saia absolutamente perfeito, poderia ter feito melhor. Sente-se uma fraude porque os seus traços perfeccionistas o fazem acreditar que não é tão bom quanto os outros podem pensar que é

 

  • O especialista. Sente-se um impostor porque não sabe tudo o que há para saber sobre determinado assunto ou não domina todas as etapas de um processo da sua área profissional. Como há mais para aprender, não se sente como se tivesse alcançado o posto de "especialistas"

 

  • O génio. Não acredita que seja naturalmente inteligente ou competente. Se não acertar algo da primeira vez ou demorar mais para dominar um tema, sente-se um impostor

 

  • O individualista. Pode sentir-se um impostor se tiver que pedir ajuda para concretizar determinada tarefa. Como não conseguiu chegar lá sozinho, questiona as suas competências

 

  • O super homem. Acredita que deve ser o mais esforçado ou alcançar os níveis mais altos de realização possíveis e, se não o fizer, é uma fraude.

 

 

Que impacto pode ter na vida pessoal e profissional?

Para algumas pessoas, a síndrome do impostor pode ser um estimulante para melhorar e alcançar o sucesso. Porém, geralmente tem um custo: ansiedade constante. Eventualmente, a pressão pode levá-lo a trabalhar mais do que deveria para garantir que ninguém descubra que é uma fraude. Esse estado constante de ansiedade pode, em algumas situações, levar à depressão.

 

 

Quais as causas?

A síndrome do impostor pode ser o resultado de múltiplos fatores, como a dinâmica familiar (estilos parentais caracterizados por serem controladores ou superprotetores, muitos conflitos e pouco apoio) ou traços de personalidade (baixa auto estima, perfeccionismo ou neuroticismo).

 

Mas também pode ser desencadeado quando começa uma nova etapa da ou experimenta algo novo, como, por exemplo, quando começa os estudos universitários ou a trabalhar. A pressão para ter sucesso, combinada com a falta de experiência, pode desencadear sentimentos de inadequação nesses novos papéis.

 

 

Como lidar com a síndrome do impostor?

Para lidar com a síndrome do impostor é importante confrontar algumas das crenças que mantém sobre si mesmo. Algumas técnicas que pode usar:

 

  • Partilhe os seus sentimentos. Converse com outras pessoas sobre esses sentimentos de fraude. Crenças irracionais tendem a aumentar quando são escondidas e não são faladas

 

  • Concentre-se nos outros. Tente ajudar outras pessoas na mesma situação que a sua. Ou seja, se vir alguém que parece desconfortável ou sozinho, tente ajudá-la a integrar-se. Pode ser útil para desenvolver confiança nas suas próprias capacidades

 

  • Avalie as suas capacidades. Se acredita que é incompetente ou não se sente à vontade em situações sociais, faça uma avaliação realista das suas capacidades. Depois, anote tudo o que já conseguiu concretizar e os seus pontos fortes, para compará-los com a sua autoavaliação

 

  • Questione os seus pensamentos. Ao avaliar as suas capacidades questione se os seus pensamentos negativos são racionais. Faz sentido acreditar que é uma fraude?

 

  • Pare de se comparar aos outros. Sempre que se compara com os outros numa situação social, encontrará alguma falha em si que alimenta a sensação de não ser bom o suficiente ou de não pertencer. Em vez disso, durante as conversas, concentre-se em ouvir o que a outra pessoa está a dizer

 

  • Use as redes sociais moderadamente. A utilização exagerada das redes sociais pode levar à sensação de inferioridade. Se tentar retratar ou replicar uma imagem que não corresponda à sua ou que seja impossível de alcançar, pode aumentar a síndrome do impostor.

 

Lembre-se de que se está a sentir-se um impostor, significa que tem algum grau de sucesso na sua vida. Transforme esse sentimento negativo em gratidão por todas as suas conquistas.

 

Se já experimentou estas técnicas e ainda se sente um impostor, um profissional de saúde mental pode ajudá-lo a ultrapassar esses sentimentos.

 

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Achou este artigo útil?

Queremos continuar a trazer-lhe artigos úteis.

Obrigado pela sua opinião!

A sua ajuda é importante.

Salto Santander

Obrigado pela sua opinião!

Salto Santander widget seguro de saúde

A sua saúde não pode esperar

Conheça as vantagens do nosso seguro de saúde

Seguro Saúde

Informação de tratamento de dados

O Banco Santander Totta, S.A. é o responsável pelo tratamento dos dados pessoais recolhidos.

O Banco pode ser contactado na Rua da Mesquita, 6, Centro Totta, 1070-238 Lisboa.

O Encarregado de Proteção de Dados do Banco poderá ser contactado na referida morada e através do seguinte endereço de correio eletrónico: privacidade@santander.pt.

Os dados pessoais recolhidos neste fluxo destinam-se a ser tratados para a finalidade envio de comunicações comerciais e/ou informativas pelo Santander.

O fundamento jurídico deste tratamento assenta no consentimento.

Os dados pessoais serão conservados durante 5 anos, ou por prazo mais alargado, se tal for exigido por lei ou regulamento ou se a conservação for necessária para acautelar o exercício de direitos, designadamente em sede de eventuais processos judiciais, sendo posteriormente eliminados.

Assiste, ao titular dos dados pessoais, os direitos previstos no Regulamento Geral de Proteção de Dados, nomeadamente o direito de solicitar ao Banco o acesso aos dados pessoais transmitidos e que lhe digam respeito, à sua retificação e, nos casos em que a lei o permita, o direito de se opor ao tratamento, à limitação do tratamento e ao seu apagamento, direitos estes que podem ser exercidos junto do responsável pelo tratamento para os contactos indicados em cima. O titular dos dados goza ainda do direito de retirar o consentimento prestado, sem que tal comprometa a licitude dos tratamentos efetuados até então.

Ao titular dos dados assiste ainda o direito de apresentar reclamações relacionadas com o incumprimento destas obrigações à Comissão Nacional da Proteção de Dados, por correio postal, para a morada Av. D. Carlos I, 134 - 1.º, 1200-651 Lisboa, ou, por correio eletrónico, para geral@cnpd.pt (mais informações em https://www.cnpd.pt/).

Para mais informação pode consultar a nossa política de privacidade (https://www.santander.pt/politica-privacidade).