Finanças

Taxa mista: a favorita dos portugueses

3 minutos de leitura
Publicado a 4 Fevereiro 2026
Escrito por Rute Ferreira
Casa de madeira com simbolo de percentagem no meio

A taxa mista continua no centro das atenções no crédito à habitação. Num contexto de descida gradual das taxas de juro e de maior cautela por parte das famílias, este tipo de taxa voltou a afirmar-se como a opção mais escolhida nos novos contratos.

 

Os dados mais recentes do Banco de Portugal, publicados a 6 de janeiro de 2026 e referentes a novembro de 2025, ajudam a perceber porquê.

 

 

A taxa mista domina os novos créditos à habitação

Segundo o Banco de Portugal, na nota de informação estatística “Taxas de juro e montantes de novos empréstimos e depósitos“, em novembro de 2025, 74% dos novos empréstimos para habitação própria permanente foram contratados a taxa mista.

 

O que isto significa? Quase três em cada quatro novos contratos combinaram um período inicial de taxa fixa com um período seguinte de taxa variável.

 

A preferência não é nova, mas consolida-se num momento em que as taxas de juro estão a descer de forma gradual, após o pico registado em 2023 e início de 2024.

 

Esta distribuição contrasta com:

 

  • 21,8% dos novos contratos a taxa variável
  • 3,7% a taxa fixa.

 

A taxa fixa continua a ter um peso reduzido, apesar da ligeira descida do seu custo.

 

 

Taxa mista: mais baixa e mais estável

Outra das grandes novidades está no custo médio da taxa mista.

 

Ainda na mesma nota informativa, podemos ver:

 

  • A taxa de juro média dos novos contratos a taxa mista fixou-se em 2,73%
  • Representou uma descida de 0,02 pontos percentuais face a outubro
  • Foi inferior à taxa fixa (3,39%) e muito próxima da taxa variável (2,81%).

 

Vemos, assim, que a taxa mista continua a posicionar-se como uma solução intermédia: oferece previsibilidade nos primeiros anos, mas já reflete o ambiente de descida das taxas de mercado.

 

 

Como se comparam as diferentes taxas?

De acordo com a mesma nota estatística do Banco de Portugal, em novembro de 2025:

 

  • Taxa variável: 2,81%
  • Taxa mista: 2,73%
  • Taxa fixa: 3,39%.

 

A taxa fixa manteve-se como a mais elevada, apesar de ter registado uma descida mensal de 0,04 pontos percentuais. Já a taxa variável e a taxa mista continuaram a descer de forma mais contida.

 

Este equilíbrio ajuda a explicar porque é que tantas famílias continuam a optar pela taxa mista, sobretudo num cenário em que ainda existe incerteza quanto ao ritmo futuro das descidas das taxas de juro.

 

 

Euribor a 6 e 12 meses continuam a liderar após o período fixo

Nos contratos de crédito à habitação com taxa mista, terminado o período inicial de taxa fixa, o empréstimo passa a estar sujeito a taxa variável, indexada à Euribor. Por isso, é relevante perceber como estão estruturados os novos contratos a taxa variável em Portugal.

 

De acordo com a nota estatística do Banco de Portugal sobre as taxas de juro dos empréstimos à habitação, de 6 de janeiro de 2026, em novembro de 2025, nos novos empréstimos com taxa variável:

 

  • 52% estavam indexados à Euribor a 6 meses
  • 36,7% à Euribor a 12 meses
  • 7,1% à Euribor a 3 meses
  • Cerca de 3,7% a outros indexantes.

 

Este enquadramento ajuda a perceber a exposição futura dos contratos a taxa mista, uma vez terminado o período de taxa fixa, num contexto em que a Euribor a 6 e 12 meses continua a dominar o mercado.

 

 

O que mostram estes dados sobre a taxa mista?

Em síntese, os dados oficiais do Banco de Portugal mostram que:

 

  • A taxa mista é claramente a opção preferida nos novos créditos
  • O seu custo médio continua a descer, ainda que de forma gradual
  • Mantém-se competitiva face à taxa variável e mais acessível do que a taxa fixa
  • Continua a ser vista como uma solução de equilíbrio num contexto de incerteza sobre a evolução futura das taxas.

 

Para quem acompanha o mercado ou está a ponderar contratar crédito à habitação, estes números ajudam a perceber porque é que a taxa mista permanece no centro da discussão mediática e das decisões das famílias.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.

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