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Um bom investidor tem de ter a capacidade de reflexão e definir regras práticas para conseguir investir sem perder muito tempo com isso. Neste contexto, poderá estar a perguntar-se se deve ajustar a sua carteira de investimentos financeiros às previsões e ao eventual ruído que podem surgir no espaço mediático.
Qualquer investidor deve estar informado do contexto. Deve conhecer as variáveis que afetam os seus investimentos, sendo certo que a evolução da sua carteira depende muito do ambiente de risco que se vive. No entanto, é fundamental ter os seus investimentos financeiros alinhados com o horizonte de investimento, sendo certo que, se investe para o longo prazo, deve manter os olhos postos no futuro. Por outras palavras, é importante criar estratégias para reduzir as influências, muitas vezes prejudiciais, da emoção nas decisões de investimento.
Temos de estar informados e, para isso, é fundamental que saiba escolher a sua fonte de informação. Os meios de comunicação dão-nos algumas luzes sobre o que se passa, mas o mundo dos investimentos financeiros é muito técnico. Logo, é importante escolher bem a sua fonte de informação. Deverá ter em atenção que o ruído aumenta em momentos de incerteza, o que pode levá-lo a tomar decisões precipitadas.
É difícil ter certezas quando falamos de investimentos financeiros, pois diz-nos a experiência que tudo pode mudar rapidamente de direção. Como temos visto recentemente, de um momento para o outro tudo pode mudar. Neste contexto de incerteza, temos de assumir uma postura cautelosa, sendo fundamental reforçar a diversificação da carteira. Pode também recorrer a carteiras de investimento adequadas ao seu perfil e que são geridas por profissionais, delegando a gestão do risco e do momento de mercado a quem melhor domina estas matérias.
No processo de investimentos é fundamental que tenha uma estratégia clara. Saber para onde se vai dirigir e com que aplicações financeiras. Deve ainda definir momentos no ano para reavaliar a sua carteira de investimentos financeiros. Esses momentos podem coincidir, por exemplo, com o início ou o fim do ano (muito no seguimento das resoluções de ano novo). Nessa altura, pode procurar aconselhamento adequado e ponderar se o horizonte temporal, a sua situação financeira, a capacidade para suportar perdas e o risco que está disposto a assumir sofreram alterações. Com base nestas premissas deverá fazer os ajustes necessários.
Um último ponto que pretendemos realçar é a necessidade de reforçar as poupanças para qualquer emergência ou contingência. Nos momentos de incerteza é importante contar com as nossas poupanças para nos sentirmos mais seguros, financeiramente falando. Logo, poderá fazer sentido conhecer soluções financeiras para constituir ou manter uma poupança destinada a situações imprevistas, tendo em consideração fatores como a liquidez e o risco associado ao produto escolhido.
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