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Quer começar na agricultura? Conheça o Projeto Jovem Agricultor

4 minutos de leitura
Atualizado a 23 Dezembro 2025
mulher e homem jovens em plantação a colher maçãs

O futuro da agricultura depende de novas gerações dispostas a inovar e a trazer energia ao setor. O desafio é grande, mas não impossível. O Projeto Jovem Agricultor foi criado exatamente para apoiar quem decide dar esse passo, com apoios financeiros e técnicos que facilitam o arranque e abrem portas a projetos agrícolas com futuro.

 

 

O que é o Projeto Jovem Agricultor?

Foi pensado para quem tem entre 18 e 40 anos e quer dar os primeiros passos na agricultura. O projeto apoia tanto candidatos individuais como sociedades em que os jovens assumem a liderança.

 

Inserido no PEPAC Portugal (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum), o programa combina um prémio à instalação com incentivos ao investimento. O objetivo? Ajudar a transformar uma ideia em realidade e dar vida a projetos agrícolas sustentáveis e competitivos.

 

 

Qual a importância do projeto na agricultura moderna?

Tal como a população portuguesa envelhece, também o setor agrícola. Quando grande parte dos produtores já passou os 60 anos, fica mais difícil assegurar a sucessão, lidar com tarefas fisicamente exigentes, adotar tecnologia e planear investimentos de longo prazo.

 

Apoiar jovens agricultores é, por isso, decisivo para:

  • Garantir o futuro da produção alimentar, tanto em Portugal como na Europa
  • Tornar o campo mais atrativo, com melhores condições de vida e trabalho
  • Incentivar a inovação, já que os jovens tendem a adotar tecnologias digitais, energias renováveis e práticas agrícolas mais sustentáveis
  • Proteger o ambiente, com projetos mais atentos à eficiência dos recursos e às alterações climáticas.

 

 

Quais os objetivos do Projeto Jovem Agricultor?

A iniciativa tem vários objetivos práticos e estratégicos:

  • Apoiar financeiramente quem quer iniciar atividade agrícola
  • Reforçar a competitividade das explorações, tornando-as mais orientadas para o mercado
  • Promover a sustentabilidade ambiental e a adaptação às alterações climáticas
  • Criar emprego e dinamizar a economia local nas zonas rurais
  • Estimular a igualdade de género e a participação de mulheres no setor agrícola.

Projeto Jovem Agricultor: apoios disponíveis

Prémio à instalação

É o apoio inicial pensado para ajudar quem está a arrancar com a atividade agrícola. Assume a forma de um subsídio não reembolsável e tem um valor base de 20.000 euros, podendo atingir 30.000 euros quando existem majorações, como instalação em regime de exclusividade ou exploração localizada em territórios vulneráveis. 

 

 

Apoios ao investimento produtivo

Além do prémio à instalação, existem ainda apoios destinados a modernizar ou a desenvolver a exploração agrícola. Também atribuídos a fundo perdido, estes incentivos podem cobrir entre 40% e 70% do valor do investimento, dependendo da região, do tipo de intervenção e das majorações aplicáveis a jovens agricultores..

 

São especialmente relevantes em áreas como a eficiência energética, a agricultura biológica ou a introdução de soluções de inovação tecnológica.

 

 

Acompanhamento técnico gratuito

Mas não se trata apenas de financiamento. Os jovens agricultores podem ainda contar com acompanhamento técnico especializado. Trata-se de um acompanhamento que os orienta em todas as fases do projeto, ajudando a tomar melhores decisões, a evitar erros comuns e a garantir uma gestão mais sólida e sustentável da exploração.

 

 

Outros apoios complementares

Para além destes três apoios centrais, há ainda outras medidas ligadas ao PEPAC e à PAC 2023-2027 que os jovens agricultores podem aproveitar, embora já não sejam exclusivas do Projeto Jovem Agricultor:

  • Conservação e melhoramento de recursos genéticos animais e vegetais, para proteger a biodiversidade e reforçar a resiliência das produções
  • Restabelecimento do potencial produtivo das explorações agrícolas afetadas por fenómenos climáticos extremos
  • Pagamentos complementares da PAC, através de apoios ao rendimento por hectare elegível para jovens agricultores recentemente instalados.

 

 

Candidaturas ao Projeto Jovem Agricultor

As candidaturas fazem-se online, através do Balcão dos Fundos da Agricultura, em períodos definidos ao longo do ano. O acesso é simples: basta autenticar-se com o NIF e a senha das Finanças.

 

À primeira vista, o processo pode parecer complicado, mas não é. O que realmente conta é ter a informação organizada e cumprir alguns requisitos básicos.

 

Para o ajudar, reunimos de seguida os principais pontos que precisa de conhecer: critérios de elegibilidade, documentação e prazos que deve respeitar.

 

 

Critérios de elegibilidade

Para se candidatar, o jovem agricultor deve cumprir algumas condições:

  • Ter entre 18 e 40 anos à data da candidatura
  • Instalar-se pela primeira vez numa exploração agrícola (não pode já ter recebido apoios semelhantes)
  • Estar inscrito no IFAP (Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, organismo pagador) como beneficiário
  • Apresentar um investimento mínimo de 25.000 euros sempre que se trate de projetos de investimento produtivo (no prémio à instalação não existe este requisito)
  • Cumprir requisitos legais e fiscais (situação tributária e contributiva regularizada).

 

 

Documentação

Alguns dos documentos pedidos mais comuns incluem:

  • Declaração de início de atividade nas Finanças com CAE agrícola
  • Registo no Sistema de Identificação Parcelar (prova de titularidade da exploração)
  • Plano empresarial com duração mínima de cinco anos, demonstrando a viabilidade económica
  • Certificados ou comprovativos de formação agrícola adequada (ou compromisso de a adquirir).

 

 

Prazos a cumprir

Os prazos variam consoante os avisos de abertura, mas, regra geral:

  • Os prazos variam consoante o aviso de abertura
  • Os apoios ao investimento abrem por fases, ao longo do ano, normalmente com quatro períodos de candidatura.

 

É importante acompanhar os avisos no portal do IFAP e no Balcão dos Fundos para não perder oportunidades.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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