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Entrar no ensino superior é uma grande conquista, mas muitas vezes o desafio financeiro pode parecer um obstáculo difícil de superar. A boa notícia é que existem vários apoios e iniciativas disponíveis para quem não quer abdicar dos estudos ou precisa de uma ajuda extra.
Este é um dos principais apoios para estudantes com dificuldades financeiras. É atribuída com base no rendimento per capita do agregado familiar e cobre despesas como propinas e custos de vida. Estudantes matriculados em cursos superiores e cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) podem candidatar-se, desde que cumpram os critérios exigidos. No ano letivo 2025/2026, o rendimento per capita do agregado familiar não pode ser superior a 23 vezes o IAS, ou seja, 12.017,50 euros.
Estudantes deslocados podem receber um complemento de alojamento, desde que não consigam vaga em residências universitárias. Este apoio pode chegar a 55% do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), com majorações para áreas com maior pressão no mercado de arrendamento. Recentemente, foi introduzido um novo limite para estudantes não bolseiros, com rendimentos entre 23 e 28 vezes o IAS, que agora também podem beneficiar deste apoio.
Estudantes com aproveitamento académico excecional podem candidatar-se a Bolsas de Mérito, enquanto o Programa +Superior incentiva a frequência de instituições localizadas em regiões com menos pressão demográfica. Estes apoios são cumulativos com outros benefícios.
Para trabalhadores-estudantes, o rendimento anual até 14 vezes o salário mínimo é agora excluído do cálculo do rendimento per capita para atribuição de bolsa. Esta medida visa apoiar quem concilia trabalho e estudos.
Muitas câmaras municipais e fundações, como a Fundação Calouste Gulbenkian, oferecem bolsas de estudo adicionais. Os critérios e montantes variam, sendo uma alternativa a considerar para reforçar o orçamento familiar.
Estudantes que enfrentam situações de carência económica inesperada podem solicitar auxílios de emergência, com valores até 1.567,50 (três vezes o valor do IAS em vigor no início do ano letivo 2025/2026, ou seja, 522,50 euros) , independentemente de serem ou não bolseiros. Os detalhes podem ser consultados no artigo 22º, no despacho 7253/2024, de 3 de julho.
Além das bolsas e auxílios diretos, os estudantes podem beneficiar de refeições subsidiadas nas cantinas, serviços de saúde universitários e transportes com descontos. Complementos de deslocação e subsídios para material escolar são também opções disponíveis em algumas instituições. Fique a conhecer mais de 14 medidas do Governo português para os jovens.
Há situações específicas em que os estudantes podem estar isentos do pagamento de propinas. Aqui estão as principais condições:
O reembolso de propinas está associado ao Prémio Salarial de Valorização das Qualificações, destinado a recém-licenciados e mestres que se fixem no mercado de trabalho em Portugal. Publicado pelo Decreto-Lei n.º 134/2023, de 28 de dezembro - e com continuidade para 2025, o Prémio é um incentivo financeiro atribuído aos jovens que terminaram os estudos universitários em Portugal e que tenham optado por trabalhar no País, em vez de emigrar.
Atenção: esta medida foi alterada. O Decreto-Lei n.º 105/2026, de 26 de maio (que executa o Orçamento do Estado para 2026), modificou o regime do prémio salarial criado pelo Decreto-Lei n.º 134/2023. Em 2026, o serviço para apresentar novos pedidos não está disponível. Os pedidos já aprovados em anos anteriores continuam a ser pagos, mas não estão a ser aceites novos requerimentos. Recomendamos confirmar a situação atualizada no Portal das Finanças e no gov.pt antes de planear este apoio.
Requisitos para o Prémio:
Duração e montantes:
Por exemplo, se um estudante concluiu uma licenciatura de três anos, pode receber o prémio durante três anos após a obtenção do grau, se cumprir os requisitos.
Sim, o pagamento faseado das propinas é permitido. As instituições de ensino superior têm autonomia para definir modalidades e prazos de pagamento, mas devem garantir:
Recomendamos: consulte sempre o regulamento da sua instituição para conhecer as opções e prazos exatos. Note que o valor máximo da propina de licenciatura no ensino superior público se mantém em 697 euros no ano letivo 2025/2026, estando previsto um aumento para cerca de 710 euros apenas a partir do ano letivo 2026/2027.
Quando as bolsas e apoios sociais não são suficientes, o crédito pessoal para estudar é uma opção para dar asas ao sonho do ensino superior. Este tipo de crédito é especialmente desenhado para estudantes e oferece condições mais vantajosas. Ora veja:
Se está à procura de um apoio extra para investir no seu futuro académico, conheça as condições do Crédito Pessoal para Estudantes do Santander e dê o próximo passo rumo ao sucesso.
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