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O processo para abrir conta bancária em Portugal sendo estrangeiro depende, sobretudo, da situação de residência, dos documentos disponíveis e das condições definidas por cada banco.
Veja o que deve ter em conta antes de começar.
Sim. Não é necessário ter nacionalidade portuguesa para abrir uma conta bancária em Portugal e também é possível fazê-lo sendo não residente.
As instituições financeiras têm, no entanto, de cumprir regras de identificação e de prevenção do branqueamento de capitais. Além disso, podem definir requisitos próprios consoante a conta e o perfil do cliente. Por isso, os documentos e os canais disponíveis não são necessariamente iguais em todos os bancos.
No Santander, um cliente estrangeiro que esteja em Portugal pode abrir conta num balcão. A abertura online também é possível para cidadãos estrangeiros que tenham igualmente nacionalidade portuguesa e Cartão de Cidadão português.
Antes de se dirigir ao banco, confirme que tem toda a documentação pedida pela instituição. Segundo o Banco de Portugal, a abertura de uma conta implica a recolha e comprovação de vários dados de identificação, incluindo a identidade, morada, situação profissional e número de identificação fiscal.
De forma geral, pode ser necessário apresentar:
A legislação bancária admite, para efeitos de identificação, um NIF ou número equivalente emitido por uma autoridade estrangeira. No entanto, cada banco pode pedir documentação adicional.
No Santander, para a abertura de conta ao balcão, é solicitado um documento com o NIF dos titulares. Aos clientes de nacionalidade estrangeira são ainda pedidos comprovativos de morada, profissão e entidade patronal. Se tiverem nacionalidade de um país fora do Espaço Schengen, com exceção do Reino Unido, é também pedida autorização de residência.
Ainda não tem NIF português? Os cidadãos estrangeiros podem pedi-lo junto da Autoridade Tributária, saiba como no nosso artigo.
A distinção depende sobretudo da residência habitual do cliente. Na abertura de conta, o banco recolhe também informação sobre o domicílio fiscal, caso seja diferente.
A legislação permite que uma conta bancária seja aberta presencialmente ou à distância. Nos processos digitais, a identidade pode ser confirmada através de meios eletrónicos reconhecidos, como a Chave Móvel Digital, ou por videoconferência, consoante o sistema utilizado pelo banco.
Isto não significa, porém, que todos os bancos disponibilizem as mesmas opções a todos os clientes.
No Santander, os cidadãos estrangeiros podem abrir conta num balcão em Portugal, apresentando a documentação necessária. Já a abertura online por um cidadão estrangeiro está atualmente disponível se este tiver também nacionalidade portuguesa e Cartão de Cidadão português. Caso contrário, a abertura deve ser realizada num balcão.
Antes de começar o processo, é também aconselhável consultar as condições da conta, incluindo eventuais valores mínimos de abertura e comissões. O banco deve disponibilizar informação pré-contratual, nomeadamente a Ficha de Informação Normalizada e o documento de informação sobre comissões.
Existe ainda um regime específico para quem reúne as condições de acesso a uma conta de serviços mínimos bancários.
Esta conta inclui um conjunto de serviços considerados básicos, como conta à ordem, cartão de débito, levantamentos, débitos diretos, homebanking e determinados tipos de transferências. Em 2026, o custo anual máximo destes serviços corresponde a 1% do Indexante dos Apoios Sociais, ou 5,37 euros.
Em regra, para abrir uma conta de serviços mínimos bancários, o cliente não pode ser titular de outra conta de depósito à ordem em Portugal. Existem, contudo, exceções previstas na lei, nomeadamente quando tenha sido notificado de que a outra conta será encerrada e em determinadas situações de contitularidade.
Ser estrangeiro não impede, por si só, o acesso. O regime abrange consumidores com direito a residir num Estado-Membro da União Europeia e inclui também pessoas sem domicílio fixo, requerentes de asilo e determinadas pessoas às quais não tenha sido concedida autorização de residência mas cuja expulsão seja impossível por motivos de facto ou de direito.
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