Como combater a humidade em casa

bem-estar

Como combater a humidade em casa

25 jan 2023 | 5 min de leitura

Tem manchas de bolor nas paredes ou no teto? É um problema bastante comum em Portugal. Saiba quais as consequências e como combater a humidade em casa.

Vários fatores podem contribuir para elevados níveis de humidade em casa, tais como os materiais de construção utilizados, a falta de isolamento térmico, pouca ventilação no ar ou a existência de infiltrações. O clima e a temperatura do local onde a casa foi construída também têm um efeito direto.

 

Por exemplo, em Portugal, os níveis de humidade relativa no ar, no inverno, situam-se entre os 90% a 100%, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Tal significa que, se o seu imóvel não estiver preparado, a humidade do exterior irá refletir-se no interior.

 

As principais causas de humidade dentro de uma habitação são:

 

Humidade por condensação

É a causa mais comum de humidade no interior das casas. Surge com frequência em casas de banho e cozinhas, quando o vapor de água produzido no interior entra em contacto com superfícies mais frias, condensando e formando gotículas de água. Acontece principalmente se a casa tiver pouca ventilação e a temperatura das paredes for muito inferior à temperatura ambiente. Pode provocar manchas de humidade, bolor e cheiro a bafio, assim como vidros embaciados.

 

Humidade ascendente

É comum em casas sem isolamento adequado, impermeabilização deficiente e materiais de construção pobres. Também conhecida por humidade por capilaridade, provoca um fluxo vertical de água que sobe do solo para as paredes ou para uma estrutura permeável, através de pequenos canos ou capilares. Pode causar manchas interiores ou exteriores, bolor, protuberâncias na pintura, descolamento do papel de parede ou formação de salitre.

 

Humidade por infiltração

Surge quando a água penetra diretamente no interior dos edifícios, atravessando as paredes, provocando o desgaste dos materiais de construção e das juntas. As origens deste tipo de humidade são variadas, desde impermeabilização deficiente do edifício, ruturas em canalizações, mau isolamento ou fissuras nas paredes exteriores. Em última análise, pode colocar a resistência estrutural da casa em risco.

 

 

Consequências da humidade na saúde

Além da questão estética e de reduzir o conforto das casas, a humidade pode trazer consequências negativas para a saúde. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, a exposição à humidade e a ambientes com bolor pode causar sintomas como:

 

  • Congestão nasal
  • Pieira
  • Olhos ou pele irritados ou com comichão.

 

No caso de pessoas com alergia ou asma, as reações podem ser mais intensas.

 

 

Qual a percentagem de humidade ideal nas casas?

Segundo a Deco Proteste, o ideal é que a humidade relativa do ar esteja entre os 40% e os 60 por cento. Se estiver abaixo dos 40%, considera-se que o ar está demasiado seco, o que pode secar e irritar as vias respiratórias. Por outro lado, se estiver acima dos 60%, considera-se que o ar está húmido em excesso, o que provoca o aumento de fungos e bactérias.

 

Para conhecer os níveis de humidade em casa poderá adquirir um higrómetro, um aparelho que está à venda em lojas de eletrodomésticos a partir de 10 euros.

 

 

Como combater e controlar a humidade em casa

1. Reparar fissuras

Quando a humidade é causada por infiltrações, é importante procurar as fissuras na parede ou telhado que possam ser a causa da entrada de água. Uma vez detetado o ponto de entrada, deve-se investir em obras de reparação para evitar a deterioração da casa.

 

2. Investir na impermeabilização

Telhados, coberturas e terraços mal impermeabilizados ou fissuras na parede podem estar na origem da humidade por infiltração. Neste caso, é importante consultar um profissional de referência que possa ajudá-lo a tomar a decisão correta. Em muitos casos, a solução pode passar pela impermeabilização do telhado ou das paredes, mas trata-se de um investimento avultado, pelo que deve ser bem ponderado.

 

3. Apostar no isolamento térmico

A existência de focos de humidade, fungos e bolores poderá indicar falta de isolamento. Um bom isolamento térmico evita as saídas de calor, as entradas de frio e contribui para aumentar a eficiência energética. Pode ser aplicado nas paredes, pavimentos e coberturas, existindo diversas soluções no mercado. É importante escolher um isolamento específico para as características da casa e as necessidades específicas. Por isso, consulte um profissional para aconselhá-lo corretamente.

 

4. Equacionar janelas eficientes

Além de proporcionarem mais conforto térmico, as janelas eficientes permitem reduzir as infiltrações de água e ar, diminuindo também o risco de problemas como bolor e humidade.

 

5. Instalar equipamentos de extração

Um exaustor na cozinha ou ventilador na casa de banho - espaços onde existe uma maior libertação de vapor de água para o ar - podem ajudar a impedir a formação de humidade por condensação. É especialmente válido se a ventilação nestes espaços não for adequada para extrair a maior parte do vapor de água produzido.

 

6. Arejar a casa

Se a ventilação de uma casa não for suficiente, impede a renovação do ar interior, promovendo o aparecimento de humidades e bolores prejudiciais aos habitantes. Arejar a casa, abrindo as janelas, ajuda a evitar a humidade por condensação. Permite, ainda, a entrada da luz solar, que é importante para prevenção de formação de fungos. Opte por fazê-lo nos períodos em que possa beneficiar da temperatura exterior. Isto é, no inverno faça-o durante a tarde e, no verão, à noite ou de manhã cedo.

 

No dia a dia…

 

  • Tape as panelas quando cozinhar e ligue o exaustor
  • Evite secar a roupa dentro de casa. Se tiver de fazê-lo, areje a divisão para impedir vidros embaciados, gotas de água nas paredes e a formação de fungos
  • Utilize um desumidificador.

 

Se tem humidade em casa e precisa de realizar uma reparação, impermeabilizar o imóvel, investir em isolamento térmico ou janelas eficientes, mas não dispõe de fundos suficientes, o crédito pessoal pode ajudá-lo a concretizar o seu objetivo. Algumas instituições financeiras, disponibilizam ainda crédito pessoal para energias renováveis, para quem pretende aumentar a eficiência energética do seu lar.

 

 

Como eliminar humidade e mofo das paredes

Limpar uma casa com bolor não é uma tarefa simples. Mas existem alguns produtos que podem ajudar, desde os naturais aos químicos.

 

  • Produtos de limpeza. Existem no mercado diversos produtos de limpeza direcionados para a remoção de bolor das paredes. Se não sabe qual escolher, peça referência a amigos ou familiares.

 

  • Bicarbonato de sódio. Trata-se de uma substância química natural, classificada como um sal, que está à venda em diversas superfícies comerciais. Junte um pouco de água e utilize uma esponja para aplicar sobre o bolor. Deixe atuar durante uma hora e remova.

 

  • Vinagre. É outro truque que podemos aprender das nossas avós para limpar a humidade. Aplique num pano ou coloque num borrifador e passe nas paredes. O ponto menos positivo é o cheiro intenso, pelo que deve arejar a divisão.

 

  • Lixívia. O cloro mata o bolor na sua totalidade. Misture lixívia com água e coloque num borrifador, para depois aplicar diretamente nas paredes.

 

Independentemente do produto que utilizar, antes de iniciar a limpeza proteja o rosto com uma máscara e as mãos com luvas de borracha para limpeza.

Vários fatores podem contribuir para elevados níveis de humidade em casa, tais como os materiais de construção utilizados, a falta de isolamento térmico, pouca ventilação no ar ou a existência de infiltrações. O clima e a temperatura do local onde a casa foi construída também têm um efeito direto.

 

Por exemplo, em Portugal, os níveis de humidade relativa no ar, no inverno, situam-se entre os 90% a 100%, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Tal significa que, se o seu imóvel não estiver preparado, a humidade do exterior irá refletir-se no interior.

 

As principais causas de humidade dentro de uma habitação são:

 

Humidade por condensação

É a causa mais comum de humidade no interior das casas. Surge com frequência em casas de banho e cozinhas, quando o vapor de água produzido no interior entra em contacto com superfícies mais frias, condensando e formando gotículas de água. Acontece principalmente se a casa tiver pouca ventilação e a temperatura das paredes for muito inferior à temperatura ambiente. Pode provocar manchas de humidade, bolor e cheiro a bafio, assim como vidros embaciados.

 

Humidade ascendente

É comum em casas sem isolamento adequado, impermeabilização deficiente e materiais de construção pobres. Também conhecida por humidade por capilaridade, provoca um fluxo vertical de água que sobe do solo para as paredes ou para uma estrutura permeável, através de pequenos canos ou capilares. Pode causar manchas interiores ou exteriores, bolor, protuberâncias na pintura, descolamento do papel de parede ou formação de salitre.

 

Humidade por infiltração

Surge quando a água penetra diretamente no interior dos edifícios, atravessando as paredes, provocando o desgaste dos materiais de construção e das juntas. As origens deste tipo de humidade são variadas, desde impermeabilização deficiente do edifício, ruturas em canalizações, mau isolamento ou fissuras nas paredes exteriores. Em última análise, pode colocar a resistência estrutural da casa em risco.

 

 

Consequências da humidade na saúde

Além da questão estética e de reduzir o conforto das casas, a humidade pode trazer consequências negativas para a saúde. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, a exposição à humidade e a ambientes com bolor pode causar sintomas como:

 

  • Congestão nasal
  • Pieira
  • Olhos ou pele irritados ou com comichão.

 

No caso de pessoas com alergia ou asma, as reações podem ser mais intensas.

 

 

Qual a percentagem de humidade ideal nas casas?

Segundo a Deco Proteste, o ideal é que a humidade relativa do ar esteja entre os 40% e os 60 por cento. Se estiver abaixo dos 40%, considera-se que o ar está demasiado seco, o que pode secar e irritar as vias respiratórias. Por outro lado, se estiver acima dos 60%, considera-se que o ar está húmido em excesso, o que provoca o aumento de fungos e bactérias.

 

Para conhecer os níveis de humidade em casa poderá adquirir um higrómetro, um aparelho que está à venda em lojas de eletrodomésticos a partir de 10 euros.

 

 

Como combater e controlar a humidade em casa

1. Reparar fissuras

Quando a humidade é causada por infiltrações, é importante procurar as fissuras na parede ou telhado que possam ser a causa da entrada de água. Uma vez detetado o ponto de entrada, deve-se investir em obras de reparação para evitar a deterioração da casa.

 

2. Investir na impermeabilização

Telhados, coberturas e terraços mal impermeabilizados ou fissuras na parede podem estar na origem da humidade por infiltração. Neste caso, é importante consultar um profissional de referência que possa ajudá-lo a tomar a decisão correta. Em muitos casos, a solução pode passar pela impermeabilização do telhado ou das paredes, mas trata-se de um investimento avultado, pelo que deve ser bem ponderado.

 

3. Apostar no isolamento térmico

A existência de focos de humidade, fungos e bolores poderá indicar falta de isolamento. Um bom isolamento térmico evita as saídas de calor, as entradas de frio e contribui para aumentar a eficiência energética. Pode ser aplicado nas paredes, pavimentos e coberturas, existindo diversas soluções no mercado. É importante escolher um isolamento específico para as características da casa e as necessidades específicas. Por isso, consulte um profissional para aconselhá-lo corretamente.

 

4. Equacionar janelas eficientes

Além de proporcionarem mais conforto térmico, as janelas eficientes permitem reduzir as infiltrações de água e ar, diminuindo também o risco de problemas como bolor e humidade.

 

5. Instalar equipamentos de extração

Um exaustor na cozinha ou ventilador na casa de banho - espaços onde existe uma maior libertação de vapor de água para o ar - podem ajudar a impedir a formação de humidade por condensação. É especialmente válido se a ventilação nestes espaços não for adequada para extrair a maior parte do vapor de água produzido.

 

6. Arejar a casa

Se a ventilação de uma casa não for suficiente, impede a renovação do ar interior, promovendo o aparecimento de humidades e bolores prejudiciais aos habitantes. Arejar a casa, abrindo as janelas, ajuda a evitar a humidade por condensação. Permite, ainda, a entrada da luz solar, que é importante para prevenção de formação de fungos. Opte por fazê-lo nos períodos em que possa beneficiar da temperatura exterior. Isto é, no inverno faça-o durante a tarde e, no verão, à noite ou de manhã cedo.

 

No dia a dia…

 

  • Tape as panelas quando cozinhar e ligue o exaustor
  • Evite secar a roupa dentro de casa. Se tiver de fazê-lo, areje a divisão para impedir vidros embaciados, gotas de água nas paredes e a formação de fungos
  • Utilize um desumidificador.

 

Se tem humidade em casa e precisa de realizar uma reparação, impermeabilizar o imóvel, investir em isolamento térmico ou janelas eficientes, mas não dispõe de fundos suficientes, o crédito pessoal pode ajudá-lo a concretizar o seu objetivo. Algumas instituições financeiras, disponibilizam ainda crédito pessoal para energias renováveis, para quem pretende aumentar a eficiência energética do seu lar.

 

 

Como eliminar humidade e mofo das paredes

Limpar uma casa com bolor não é uma tarefa simples. Mas existem alguns produtos que podem ajudar, desde os naturais aos químicos.

 

  • Produtos de limpeza. Existem no mercado diversos produtos de limpeza direcionados para a remoção de bolor das paredes. Se não sabe qual escolher, peça referência a amigos ou familiares.

 

  • Bicarbonato de sódio. Trata-se de uma substância química natural, classificada como um sal, que está à venda em diversas superfícies comerciais. Junte um pouco de água e utilize uma esponja para aplicar sobre o bolor. Deixe atuar durante uma hora e remova.

 

  • Vinagre. É outro truque que podemos aprender das nossas avós para limpar a humidade. Aplique num pano ou coloque num borrifador e passe nas paredes. O ponto menos positivo é o cheiro intenso, pelo que deve arejar a divisão.

 

  • Lixívia. O cloro mata o bolor na sua totalidade. Misture lixívia com água e coloque num borrifador, para depois aplicar diretamente nas paredes.

 

Independentemente do produto que utilizar, antes de iniciar a limpeza proteja o rosto com uma máscara e as mãos com luvas de borracha para limpeza.

 

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Achou este artigo útil?

Queremos continuar a trazer-lhe artigos úteis.

Obrigado pela sua opinião!

A sua ajuda é importante.

Salto Santander

Obrigado pela sua opinião!

Informação de tratamento de dados

O Banco Santander Totta, S.A. é o responsável pelo tratamento dos dados pessoais recolhidos.

O Banco pode ser contactado na Rua da Mesquita, 6, Centro Totta, 1070-238 Lisboa.

O Encarregado de Proteção de Dados do Banco poderá ser contactado na referida morada e através do seguinte endereço de correio eletrónico: privacidade@santander.pt.

Os dados pessoais recolhidos neste fluxo destinam-se a ser tratados para a finalidade envio de comunicações comerciais e/ou informativas pelo Santander.

O fundamento jurídico deste tratamento assenta no consentimento.

Os dados pessoais serão conservados durante 5 anos, ou por prazo mais alargado, se tal for exigido por lei ou regulamento ou se a conservação for necessária para acautelar o exercício de direitos, designadamente em sede de eventuais processos judiciais, sendo posteriormente eliminados.

Assiste, ao titular dos dados pessoais, os direitos previstos no Regulamento Geral de Proteção de Dados, nomeadamente o direito de solicitar ao Banco o acesso aos dados pessoais transmitidos e que lhe digam respeito, à sua retificação e, nos casos em que a lei o permita, o direito de se opor ao tratamento, à limitação do tratamento e ao seu apagamento, direitos estes que podem ser exercidos junto do responsável pelo tratamento para os contactos indicados em cima. O titular dos dados goza ainda do direito de retirar o consentimento prestado, sem que tal comprometa a licitude dos tratamentos efetuados até então.

Ao titular dos dados assiste ainda o direito de apresentar reclamações relacionadas com o incumprimento destas obrigações à Comissão Nacional da Proteção de Dados, por correio postal, para a morada Av. D. Carlos I, 134 - 1.º, 1200-651 Lisboa, ou, por correio eletrónico, para geral@cnpd.pt (mais informações em https://www.cnpd.pt/).

Para mais informação pode consultar a nossa política de privacidade (https://www.santander.pt/politica-privacidade).