Energia solar: como funciona

finanças

Energia solar: como funciona e como produzir em casa

06 abr 2022 | 8 min de leitura

Sabia que é possível poupar na fatura da eletricidade, ganhar dinheiro e contribuir para um planeta mais sustentável? Se já pensou em instalar painéis fotovoltaicos no telhado de sua casa, saiba como funciona a energia solar.

Com a subida dos preços da eletricidade e a descida dos custos associados à energia solar, recorrer às radiações do sol para aquecer a casa é cada vez mais comum. Se esta é uma tendência, vale a pena conhecê-la melhor.

 

 

Energia solar: o que é e como funciona

A energia solar usa a luz e o calor do sol para gerar energia renovável ou “verde”. Esta é, aliás, a “a fonte de energia renovável mais limpa e abundante disponível, sendo um muito importante recurso a nível nacional”, garante a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

 

Mas como funciona a energia solar? Através da captação da luz ou do calor do sol, a radiação é transformada em energia elétrica ou térmica, respetivamente. Os raios solares são absorvidos por células com materiais semicondutores e a energia transformada é armazenada em baterias até à sua conversão em corrente alternada. Esta corrente pode ser usada em edifícios, veículos ou até pequenos gadgets.

 

 

Energia solar: vantagens e desvantagens

As vantagens da energia solar são mais conhecidas do que os seus inconvenientes. Mas, para perceber como funciona a energia solar, é preciso estar ciente dos prós e contras antes de investir num sistema desta natureza.

 

Vantagens da energia solar

  • É uma energia limpa
  • É infinita e capaz de suprir todas as necessidades energéticas do planeta
  • Existem painéis fotovoltaicos com cada vez maior potência no mercado
  • O custo dos sistemas de energia solar estão a descer progressivamente 
  • Já não tem de investir sozinho. É possível criar uma Comunidade de Energia Renovável (entre vizinhos, por exemplo) e partilhar os custos e consumos do sistema
  • Em países com tantas horas de sol, como Portugal, a energia solar é perfeitamente viável.

 

Desvantagens da energia solar

  • A produção de energia solar não é estável, uma vez que depende da incidência solar. Se não tiver energia suficiente armazenada, pode correr o risco de ficar sem eletricidade 
  • A energia solar nem sempre garante a independência da rede elétrica tradicional. Aconselha-se, aliás, que as casas que recorram a esta solução estejam também ligadas à rede
  • Se não tiver as condições reunidas para absorver muitas horas de luz (má exposição solar, por exemplo), deve esquecer este projeto
  • As grandes instalações solares têm um impacto ambiental importante, devido à ocupação dos solos e aos materiais utilizados no fabrico das células fotovoltaicas
  • Os sistemas de armazenamento de energia mais eficientes ainda são dispendiosos.

 

 

Tipos de energia solar

Há dois tipos de energia solar: a fotovoltaica (a mais comum), criada a partir da luz do sol, e a térmica, produzida a partir do calor. Conheça as diferenças.

 

1. Fotovoltaica

Os painéis fotovoltaicos são os equipamentos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. É o sistema mais comum devido à sua polivalência: podem ser montados na horizontal ou na vertical, em edifícios, terrenos agrícolas ou autocaravanas, por exemplo. Podem, ainda, ser giratórios (com um rastreador solar), permitindo um maior aproveitamento da luz do sol.

 

2. Térmica

Os sistemas solares térmicos (menos comuns) recorrem ao calor emitido pelo sol para aquecer as águas sanitárias e a temperatura ambiente, que representam quase metade da energia consumida na Europa (sobretudo nas cidades).  

Este sistema converte a energia solar em calor útil através da instalação de um coletor solar térmico colocado no exterior do edifício e pode suprir entre 60% a 80% das necessidades de água quente das instalações onde existem.

 

Com a subida dos preços da eletricidade e a descida dos custos associados à energia solar, recorrer às radiações do sol para aquecer a casa é cada vez mais comum. Se esta é uma tendência, vale a pena conhecê-la melhor.

 

 

Energia solar: o que é e como funciona

A energia solar usa a luz e o calor do sol para gerar energia renovável ou “verde”. Esta é, aliás, a “a fonte de energia renovável mais limpa e abundante disponível, sendo um muito importante recurso a nível nacional”, garante a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

 

Mas como funciona a energia solar? Através da captação da luz ou do calor do sol, a radiação é transformada em energia elétrica ou térmica, respetivamente. Os raios solares são absorvidos por células com materiais semicondutores e a energia transformada é armazenada em baterias até à sua conversão em corrente alternada. Esta corrente pode ser usada em edifícios, veículos ou até pequenos gadgets.

 

 

Energia solar: vantagens e desvantagens

As vantagens da energia solar são mais conhecidas do que os seus inconvenientes. Mas, para perceber como funciona a energia solar, é preciso estar ciente dos prós e contras antes de investir num sistema desta natureza.

 

Vantagens da energia solar

  • É uma energia limpa
  • É infinita e capaz de suprir todas as necessidades energéticas do planeta
  • Existem painéis fotovoltaicos com cada vez maior potência no mercado
  • O custo dos sistemas de energia solar estão a descer progressivamente 
  • Já não tem de investir sozinho. É possível criar uma Comunidade de Energia Renovável (entre vizinhos, por exemplo) e partilhar os custos e consumos do sistema
  • Em países com tantas horas de sol, como Portugal, a energia solar é perfeitamente viável.

 

Desvantagens da energia solar

  • A produção de energia solar não é estável, uma vez que depende da incidência solar. Se não tiver energia suficiente armazenada, pode correr o risco de ficar sem eletricidade 
  • A energia solar nem sempre garante a independência da rede elétrica tradicional. Aconselha-se, aliás, que as casas que recorram a esta solução estejam também ligadas à rede
  • Se não tiver as condições reunidas para absorver muitas horas de luz (má exposição solar, por exemplo), deve esquecer este projeto
  • As grandes instalações solares têm um impacto ambiental importante, devido à ocupação dos solos e aos materiais utilizados no fabrico das células fotovoltaicas
  • Os sistemas de armazenamento de energia mais eficientes ainda são dispendiosos.

 

 

Tipos de energia solar

Há dois tipos de energia solar: a fotovoltaica (a mais comum), criada a partir da luz do sol, e a térmica, produzida a partir do calor. Conheça as diferenças.

 

1. Fotovoltaica

Os painéis fotovoltaicos são os equipamentos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. É o sistema mais comum devido à sua polivalência: podem ser montados na horizontal ou na vertical, em edifícios, terrenos agrícolas ou autocaravanas, por exemplo. Podem, ainda, ser giratórios (com um rastreador solar), permitindo um maior aproveitamento da luz do sol.

 

2. Térmica

Os sistemas solares térmicos (menos comuns) recorrem ao calor emitido pelo sol para aquecer as águas sanitárias e a temperatura ambiente, que representam quase metade da energia consumida na Europa (sobretudo nas cidades).  

Este sistema converte a energia solar em calor útil através da instalação de um coletor solar térmico colocado no exterior do edifício e pode suprir entre 60% a 80% das necessidades de água quente das instalações onde existem.

 

 

O que é preciso para produzir energia solar em casa?

A eletricidade produzida pelos painéis solares não é compatível com os aparelhos eletrónicos que temos em casa. Por isso, depois de ser captada, tem de ser convertida para a corrente alternada através de um inversor. Idealmente também deve ter uma bateria para armazenar energia e utilizar depois, ou seja, nas horas em que o sol não brilha.

Para simplificar, existem no mercado kits de energia solar para autoconsumo. No mínimo são compostos por:

 

  • Painéis fotovoltaicos. Que captam a energia solar.
  • Inversor. Transforma a corrente contínua produzida pelos painéis em corrente alternada, que usamos nas casas.

 

Alguns kits também podem vir com:

 

  • Bateria. Armazena os excedentes de produção de eletricidade durante o dia para serem consumidos à noite.
  • Medidor de Corrente. Controla o consumo instantâneo.
  • Gestor do Sistema. Monitoriza o sistema de autoconsumo solar fotovoltaico, para obter estatísticas sobre consumos e produção de energia.

 

 

8 dicas para investir em energia solar

Avaliar e planear são dois passos fundamentais para perceber se, no seu caso, vale a pena adotar energia solar. Lembre-se, ainda, que não tem de mudar totalmente (nem é aconselhado) para a energia solar. Pode usá-la equilibrando-a com a da rede e, assim, poupar na fatura da eletricidade. Se ainda está a descobrir como funciona, eis algumas dicas que podem ajudá-lo a tomar uma decisão.

 

Avalie as condições da sua habitação

Quantas mais horas de luz captarem as paredes ou o telhado da sua habitação, mais hipóteses terá de atingir um bom desempenho energético. Esta avaliação pode parecer simples, mas aconselha-se que as condições de instalação e as previsões do seu perfil de consumo sejam calculadas por uma empresa certificada. Só assim poderá saber de quantos painéis precisa e como deverão ser colocados. Ainda assim, normalmente, um ou dois painéis (dependendo da potência) são suficientes para abastecer uma família.

 

Estime o investimento inicial

O investimento para a instalação de um painel fotovoltaico pode rondar os 800 euros. Isto inclui os custos do equipamento e da sua instalação, bem como da ligação da unidade à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP). Os sistemas solares térmicos, por sua vez, são mais dispendiosos. Um sistema com capacidade de 200 litros (para ser usado por duas a quatro pessoas) pode rondar os 2.800 euros. Outra opção é contratar a instalação de um sistema de energia solar a uma comercializadora de energia, ficando a pagar uma mensalidade.

 

Aposte na qualidade

Certifique-se que está a adquirir um painel certificado pela Comissão Europeia. É importante garantir a qualidade, pois, o que estará a poupar inicialmente num dispositivo menos eficiente pode sair-lhe caro mais tarde.

 

Comunique a instalação à entidade competente

Se a sua Unidade de Produção de Autoconsumo (UPAC) tiver uma capacidade estimada superior a 200W, deve comunicar a instalação (previamente) à DGEG, através do registo na página de internet.

 

Conte com uma rede de profissionais credenciados

Contrate uma empresa certificada para a instalação e ligue o sistema a um ponto de consumo e a um contador, de modo a ficar ligado à rede tradicional para necessidades pontuais de consumo. Depois de instalado o sistema, deve agendar a sua inspeção. 

 

Instale baterias 

As baterias permitem armazenar a eletricidade que produz e tornar a sua casa energeticamente autossuficiente. Esta também é uma forma de garantir que consegue vender a energia excedente à rede.

 

Informe-se sobre a manutenção 

Quando instalar o sistema de energia solar, peça ao fornecedor para lhe explicar o que deve fazer para assegurar a sua manutenção. Certifique-se de que tem os manuais de utilização e os certificados de garantia.

 

Encontre financiamento

Se gostava de investir em painéis solares, mas não tem a verba necessária, pode  recorrer a um crédito pessoal para energias renováveis, com juros competitivos, para fazer face às despesas iniciais, preparando a sua poupança para um futuro mais limpo.

 

 

Autoconsumo coletivo: o que é 

Em 2019 , foi criado o conceito de comunidades de energia renovável (CER), que passou a permitir o autoconsumo coletivo de energia. Com esta alteração, a produção e o consumo de energia solar podem ser partilhados entre vizinhos, com o condomínio ou o bairro. Uma CER pode, ainda, criar entidades jurídicas destinadas à produção, ao consumo, ao armazenamento, à partilha e à venda de energia renovável. 

 

 

Como vender energia solar à rede?

Se tem uma bateria, fique a saber que é possível comercializar a energia armazenada a empresas distribuidoras de eletricidade. Além da bateria, vai precisar de:

 

  1. Um contador adequado (bidirecional). A distribuidora de energia será responsável por averiguar esta situação
  2. Registar-se como produtor de eletricidade. Para isso, solicite o novo Código de Ponto de Entrega à distribuidora
  3. Escolher um potencial comprador da rede de comercializadores de eletricidade e negociar o preço de venda.

Após assinar o contrato, comece a receber na sua conta o valor da energia vendida a cada mês.

 

Quanto pode ganhar ao vender energia à rede?

Não existe uma tabela de preços. Os valores são acordados livremente entre os produtores e os compradores. Uma dica para rentabilizar a sua produção é vender à rede nos picos de procura, quando os preços estão mais altos. Mas, por norma, os preços praticados são baixos. Não conte, por isso, com grandes ganhos. 

 

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Achou este artigo útil?

Queremos continuar a trazer-lhe artigos úteis.

Obrigado pela sua opinião!

A sua ajuda é importante.

Salto Santander

Obrigado pela sua opinião!

Salto Santander widget crédito pessoal

Vai mesmo deixar para amanhã?

Faça a sua simulação de crédito pessoal.

Crédito Pessoal