Investir na bolsa: dicas

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Como investir na bolsa de valores: dicas para iniciantes

09 mai 2022 | 7 min de leitura

Gostava de rentabilizar as suas poupanças? Este guia para iniciantes sobre investir na bolsa pode ajudá-lo a alcançar esse objetivo.

Se acha que investir na bolsa é apenas para milionários, está enganado. Este é um dos maiores mitos do mercado financeiro. Não existe um valor mínimo para investir na bolsa (pode investir apenas 10 euros, se quiser) e qualquer pessoa pode aceder aos mercados, através de uma plataforma de investimento.

 

Pronto para começar a investir em ações ou obrigações e rentabilizar as suas poupanças? Vamos explicar, neste artigo, como dar os primeiros passos nesta aventura e investir na bolsa de valores com pouco dinheiro.

 

 

O que é a bolsa de valores?

Quando precisamos de comprar uns sapatos, temos que ir a uma sapataria. Se queremos um livro novo, vamos a uma livraria. Mas onde nos dirigimos se quisermos comprar ou vender títulos, como ações ou obrigações? A uma bolsa de valores.

 

“No fundo, é como se fosse uma loja”, explica Simão Ambrósio, especialista na área de poupança e investimentos do Santander. “É um mercado organizado e concertado, onde é possível transacionar, comprar, vender e observar títulos”, prossegue. É aqui que os investidores se agrupam e fazem compras e vendas de ativos.

 

 

Que ativos podem ser comprados e vendidos nestes mercados?

  • Ações
  • Obrigações
  • Matérias primas
  • Fundos de investimento
  • Câmbios (moeda)
  • Derivados (instrumentos complexos)

 

 

Como funciona o investimento na bolsa de valores?

Está a ver aquela imagem do investidor, rodeado de ecrãs e ansioso à espera que determinada ação suba ou desça? Na realidade, investir na bolsa de valores é bastante mais simples do que isso. Vamos a um exemplo:

 

Imaginemos que quer comprar uma ação e está disposto a pagar determinado valor por essa aquisição. Dá uma ordem de bolsa ao seu intermediário financeiro (gestor de investimento, plataforma ou corretora), que vai procurar no mercado se existe alguém disposto a vender essa ação pelo preço proposto. Se a resposta for positiva, é feito um match e a operação é efetuada.

 

Estas regras aplicam-se a todos os ativos vendidos na bolsa de valores. “Há alguém que quer comprar, há alguém que quer vender e, desde que o preço seja justo para ambos, a operação é realizada. O que pode diferir é o tipo de preço. Por exemplo, as ações são compradas em dinheiro e as obrigações em percentagem. Mas a lógica é a mesma”, explica o especialista em investimentos.

 

 

Como investir na bolsa: que ordens pode dar?

Se pretende investir nos mercados financeiros, terá que dar uma ordem de bolsa ao intermediário com quem trabalha. Nesta ordem, deve indicar a espécie de título, a quantidade, o preço máximo que está disposto a pagar pelo título e o prazo de validade. Existem várias ordens de bolsa, das quais podemos destacar:

 

  • Ordem à abertura. Dá-se no momento de abertura do mercado.
  • Ordem de mercado. Permite que os investidores comprem ou vendam ativos ao melhor preço do mercado.
  • Ordem limitada. Os investidores definem um limite máximo para comprar o ativo e a ordem só é executada quando o preço for igual ou inferior.
  • Ordem “Stop”. A operação torna-se efetiva apenas quando a cotação atinge ou excede um determinado valor.

 

Como é definido o valor dos ativos?

É a lei da procura e da oferta: se existe muita procura por um ativo e pouca oferta, o preço tende a aumentar. “Ou seja, se o investidor quiser dar 10 euros por uma ação, mas alguém quiser dar 11 euros, então é porque esta ação já vale 11 euros”, explica Simão Ambrósio.

 

No sentido inverso, se os investidores só estiverem dispostos a pagar oito euros por algo que supostamente vale 10 euros, o ativo vai reverter para oito euros, que é o valor que os investidores estão dispostos a pagar.

 

 

É possível investir diretamente na bolsa?

Por norma, o investimento é realizado através de intermediários financeiros, como os bancos, corretoras ou plataformas digitais. Isto acontece porque as plataformas para compra e venda de ativos - como a Bloomberg - não são acessíveis ao investidor comum.

 

 

Como investir na bolsa para iniciantes: 3 regras para fazê-lo em segurança

Se está agora a começar e quer saber como fazer pequenos investimentos na bolsa de valores ou como investir com pouco dinheiro, há algumas regras que deve seguir para ter sucesso. Mas também para investir com segurança.

 

1. Procurar apoio profissional

Investir dinheiro é uma atividade que necessita de acompanhamento regular. Se quer comprar determinada ação, é necessário estar atento às notícias da empresa, à sua comunicação de resultados e aos outlooks publicados sobre o mercado e setor em que está inserida.

 

No entanto, “a maior parte das pessoas têm outros afazeres diários e não têm tempo para fazer este acompanhamento, por isso o apoio profissional é tão importante”, explica Simão Ambrósio.

 

2. Investir através de veículos

Se ainda está a aprender a investir na bolsa, mas gostava de comprar ações ou obrigações, pode optar por fazê-lo indiretamente, ou seja, através de fundos de investimento ou seguros financeiros. Tratam-se de produtos cuja carteira é composta por diversos títulos e que são geridos por sociedades gestoras. “Todos os dias existe um profissional que está a olhar para o produto - composto por ações, obrigações, matérias-primas ou por todos estes ativos ao mesmo tempo - e escolhe quais as que fazem mais sentido, tendo em conta a necessidade do produto e cliente”, diz o especialista do Santander.

 

É adequado para quem tem pouca experiência ou para quem quer investir na bolsa de valores com pouco dinheiro. Além disso, uma das vantagens destes produtos é que permitem minimizar os custos dos investimentos. “Quando uma sociedade gestora transaciona os ativos fá-lo em larga escala e consegue minimizar os custos das operações. Com isso, consegue beneficiar os investidores que querem comprar e vender os ativos”, assegura Simão Ambrósio.

 

3. Reforçar a segurança dos investimentos

Todos os instrumentos transacionados na bolsa de valores estão sujeitos à flutuação de preços (lei da oferta e da procura). Não existe garantia de capital e é importante que esteja consciente deste facto. Para aumentar a segurança dos seus investimentos, siga três conselhos do especialista:

 

  • Diversificar os investimentos

Quando está a decidir em que ativos quer investir, o ideal é não apostar tudo na mesma geografia ou setor. Por exemplo, evite escolher apenas ações de empresas de telecomunicações em Portugal, porque se acontecer algo a este setor pode ficar numa situação mais fragilizada. É importante combinar vários ativos. “Pode escolher ações de uma empresa de telecomunicações em Portugal, com obrigações de uma empresa tecnológica estrangeira e matéria-prima”, exemplifica Simão Ambrósio. Assim está a minimizar os riscos que um evento negativo possa ter no seu portefólio.

 

  • Definir o horizonte temporal

“A história diz-nos que, em períodos longos, a maior parte dos ativos acabam por ter performances positivas'', afirma o especialista em investimentos. Nesse sentido, é importante estabelecer um prazo para o seu investimento e cumpri-lo. O mercado tem uma tendência crescente a médio e longo prazo, mas se não respeitar este período de tempo, pode correr o risco de perder uma parte do dinheiro investido.

 

  • Entrar de forma faseada

Por outras palavras: não invista o dinheiro todo ao mesmo tempo. Assim poderá beneficiar de diferentes preços. Imagine que tem 10 000 euros para investir no início do ano. Em vez de fazê-lo de uma só vez em janeiro, o ideal é fazer ⅓ do investimento em janeiro, ⅓ em fevereiro e ⅓ em março. “Isto permite diversificar os momentos em que comprámos. Se calhar comprámos um ativo que valia 10 euros em janeiro, mas que em fevereiro já valia nove euros. Assim consegue comprar parte a 10 euros e outra a nove euros”, explica Simão Ambrósio.

 

 

É seguro investir na bolsa?

Existem bolsas de valores para todos os gostos e preferências. Por exemplo, se quiser investir em empresas norte-americanas, terá que “ir às compras” numa bolsa dos Estados Unidos da América. Independentemente da sua escolha, uma coisa é certa: os mercados são geridos como empresas e têm elevados padrões éticos de negociação, divulgação de informação e de detalhe das operações realizadas. Por isso, não deve desconfiar de uma bolsa de valores apenas porque está sediada em determinada zona geográfica.

 

“As bolsas estão fortemente reguladas e têm de cumprir muitos parâmetros, para que o investidor possa realizar o seu investimento de forma segura”, explica Simão Ambrósio.

 

Se preferir jogar pelo seguro, deixamos-lhe o top 5 de bolsas mais relevantes:

 

  • New York Stock Exchange
  • Nasdaq
  • Stock Exchange
  • Xangai Stock Enchange
  • Euronext

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Se acha que investir na bolsa é apenas para milionários, está enganado. Este é um dos maiores mitos do mercado financeiro. Não existe um valor mínimo para investir na bolsa (pode investir apenas 10 euros, se quiser) e qualquer pessoa pode aceder aos mercados, através de uma plataforma de investimento.

 

Pronto para começar a investir em ações ou obrigações e rentabilizar as suas poupanças? Vamos explicar, neste artigo, como dar os primeiros passos nesta aventura e investir na bolsa de valores com pouco dinheiro.

 

 

O que é a bolsa de valores?

Quando precisamos de comprar uns sapatos, temos que ir a uma sapataria. Se queremos um livro novo, vamos a uma livraria. Mas onde nos dirigimos se quisermos comprar ou vender títulos, como ações ou obrigações? A uma bolsa de valores.

 

“No fundo, é como se fosse uma loja”, explica Simão Ambrósio, especialista na área de poupança e investimentos do Santander. “É um mercado organizado e concertado, onde é possível transacionar, comprar, vender e observar títulos”, prossegue. É aqui que os investidores se agrupam e fazem compras e vendas de ativos.

 

 

Que ativos podem ser comprados e vendidos nestes mercados?

  • Ações
  • Obrigações
  • Matérias primas
  • Fundos de investimento
  • Câmbios (moeda)
  • Derivados (instrumentos complexos)

 

 

Como funciona o investimento na bolsa de valores?

Está a ver aquela imagem do investidor, rodeado de ecrãs e ansioso à espera que determinada ação suba ou desça? Na realidade, investir na bolsa de valores é bastante mais simples do que isso. Vamos a um exemplo:

 

Imaginemos que quer comprar uma ação e está disposto a pagar determinado valor por essa aquisição. Dá uma ordem de bolsa ao seu intermediário financeiro (gestor de investimento, plataforma ou corretora), que vai procurar no mercado se existe alguém disposto a vender essa ação pelo preço proposto. Se a resposta for positiva, é feito um match e a operação é efetuada.

 

Estas regras aplicam-se a todos os ativos vendidos na bolsa de valores. “Há alguém que quer comprar, há alguém que quer vender e, desde que o preço seja justo para ambos, a operação é realizada. O que pode diferir é o tipo de preço. Por exemplo, as ações são compradas em dinheiro e as obrigações em percentagem. Mas a lógica é a mesma”, explica o especialista em investimentos.

 

 

Como investir na bolsa: que ordens pode dar?

Se pretende investir nos mercados financeiros, terá que dar uma ordem de bolsa ao intermediário com quem trabalha. Nesta ordem, deve indicar a espécie de título, a quantidade, o preço máximo que está disposto a pagar pelo título e o prazo de validade. Existem várias ordens de bolsa, das quais podemos destacar:

 

  • Ordem à abertura. Dá-se no momento de abertura do mercado.
  • Ordem de mercado. Permite que os investidores comprem ou vendam ativos ao melhor preço do mercado.
  • Ordem limitada. Os investidores definem um limite máximo para comprar o ativo e a ordem só é executada quando o preço for igual ou inferior.
  • Ordem “Stop”. A operação torna-se efetiva apenas quando a cotação atinge ou excede um determinado valor.

 

Como é definido o valor dos ativos?

É a lei da procura e da oferta: se existe muita procura por um ativo e pouca oferta, o preço tende a aumentar. “Ou seja, se o investidor quiser dar 10 euros por uma ação, mas alguém quiser dar 11 euros, então é porque esta ação já vale 11 euros”, explica Simão Ambrósio.

 

No sentido inverso, se os investidores só estiverem dispostos a pagar oito euros por algo que supostamente vale 10 euros, o ativo vai reverter para oito euros, que é o valor que os investidores estão dispostos a pagar.

 

 

É possível investir diretamente na bolsa?

Por norma, o investimento é realizado através de intermediários financeiros, como os bancos, corretoras ou plataformas digitais. Isto acontece porque as plataformas para compra e venda de ativos - como a Bloomberg - não são acessíveis ao investidor comum.

 

 

Como investir na bolsa para iniciantes: 3 regras para fazê-lo em segurança

Se está agora a começar e quer saber como fazer pequenos investimentos na bolsa de valores ou como investir com pouco dinheiro, há algumas regras que deve seguir para ter sucesso. Mas também para investir com segurança.

 

1. Procurar apoio profissional

Investir dinheiro é uma atividade que necessita de acompanhamento regular. Se quer comprar determinada ação, é necessário estar atento às notícias da empresa, à sua comunicação de resultados e aos outlooks publicados sobre o mercado e setor em que está inserida.

 

No entanto, “a maior parte das pessoas têm outros afazeres diários e não têm tempo para fazer este acompanhamento, por isso o apoio profissional é tão importante”, explica Simão Ambrósio.

 

2. Investir através de veículos

Se ainda está a aprender a investir na bolsa, mas gostava de comprar ações ou obrigações, pode optar por fazê-lo indiretamente, ou seja, através de fundos de investimento ou seguros financeiros. Tratam-se de produtos cuja carteira é composta por diversos títulos e que são geridos por sociedades gestoras. “Todos os dias existe um profissional que está a olhar para o produto - composto por ações, obrigações, matérias-primas ou por todos estes ativos ao mesmo tempo - e escolhe quais as que fazem mais sentido, tendo em conta a necessidade do produto e cliente”, diz o especialista do Santander.

 

É adequado para quem tem pouca experiência ou para quem quer investir na bolsa de valores com pouco dinheiro. Além disso, uma das vantagens destes produtos é que permitem minimizar os custos dos investimentos. “Quando uma sociedade gestora transaciona os ativos fá-lo em larga escala e consegue minimizar os custos das operações. Com isso, consegue beneficiar os investidores que querem comprar e vender os ativos”, assegura Simão Ambrósio.

 

3. Reforçar a segurança dos investimentos

Todos os instrumentos transacionados na bolsa de valores estão sujeitos à flutuação de preços (lei da oferta e da procura). Não existe garantia de capital e é importante que esteja consciente deste facto. Para aumentar a segurança dos seus investimentos, siga três conselhos do especialista:

 

  • Diversificar os investimentos

Quando está a decidir em que ativos quer investir, o ideal é não apostar tudo na mesma geografia ou setor. Por exemplo, evite escolher apenas ações de empresas de telecomunicações em Portugal, porque se acontecer algo a este setor pode ficar numa situação mais fragilizada. É importante combinar vários ativos. “Pode escolher ações de uma empresa de telecomunicações em Portugal, com obrigações de uma empresa tecnológica estrangeira e matéria-prima”, exemplifica Simão Ambrósio. Assim está a minimizar os riscos que um evento negativo possa ter no seu portefólio.

 

  • Definir o horizonte temporal

“A história diz-nos que, em períodos longos, a maior parte dos ativos acabam por ter performances positivas'', afirma o especialista em investimentos. Nesse sentido, é importante estabelecer um prazo para o seu investimento e cumpri-lo. O mercado tem uma tendência crescente a médio e longo prazo, mas se não respeitar este período de tempo, pode correr o risco de perder uma parte do dinheiro investido.

 

  • Entrar de forma faseada

Por outras palavras: não invista o dinheiro todo ao mesmo tempo. Assim poderá beneficiar de diferentes preços. Imagine que tem 10 000 euros para investir no início do ano. Em vez de fazê-lo de uma só vez em janeiro, o ideal é fazer ⅓ do investimento em janeiro, ⅓ em fevereiro e ⅓ em março. “Isto permite diversificar os momentos em que comprámos. Se calhar comprámos um ativo que valia 10 euros em janeiro, mas que em fevereiro já valia nove euros. Assim consegue comprar parte a 10 euros e outra a nove euros”, explica Simão Ambrósio.

 

 

É seguro investir na bolsa?

Existem bolsas de valores para todos os gostos e preferências. Por exemplo, se quiser investir em empresas norte-americanas, terá que “ir às compras” numa bolsa dos Estados Unidos da América. Independentemente da sua escolha, uma coisa é certa: os mercados são geridos como empresas e têm elevados padrões éticos de negociação, divulgação de informação e de detalhe das operações realizadas. Por isso, não deve desconfiar de uma bolsa de valores apenas porque está sediada em determinada zona geográfica.

 

“As bolsas estão fortemente reguladas e têm de cumprir muitos parâmetros, para que o investidor possa realizar o seu investimento de forma segura”, explica Simão Ambrósio.

 

Se preferir jogar pelo seguro, deixamos-lhe o top 5 de bolsas mais relevantes:

 

  • New York Stock Exchange
  • Nasdaq
  • Stock Exchange
  • Xangai Stock Enchange
  • Euronext

 

 

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