Finanças

Isenção de portagens na A2 e A6: quem tem direito e como funciona

2 minutos de leitura
Publicado a 3 junho 2026
Escrito por Rute Ferreira
Carro a passar na via verde na portagem

A isenção de portagens na A2 e na A6 entrou em vigor a 1 de abril de 2026, mas não é automática nem abrangente para todos os condutores.

 

Trata-se de uma medida direcionada, com regras bem definidas e um processo obrigatório para quem quer beneficiar.

 

Se vive ou trabalha no Alentejo, perceba exatamente como esta isenção funciona.

 

 

Onde se aplica a isenção de portagens na A2 e A6?

A medida não abrange toda a extensão destas autoestradas. Aplica-se apenas a troços específicos:

 

  • A2 (Autoestrada do Sul): entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar
  • A6 (Marateca–Caia): entre o mesmo nó e a fronteira do Caia.

 

É uma isenção localizada, pensada para facilitar a mobilidade dentro da região.

 

A isenção de portagens na A2 e na A6 entrou em vigor a 1 de abril de 2026, no âmbito do Orçamento do Estado para 2026, tendo sido regulamentada pela Portaria n.º 131/2026/1, de 30 de março.

 

 

Quem pode beneficiar da isenção?

Nem todos os utilizadores têm acesso ao benefício. A isenção está reservada a:

 

  • Pessoas com residência em determinadas zonas do Alentejo
  • Empresas com sede nessas mesmas áreas.

 

E abrange sub-regiões como:

 

  • Alto Alentejo
  • Alentejo Central
  • Baixo Alentejo
  • Alentejo Litoral.

 

Quem está fora destas áreas, mesmo que utilize frequentemente estas autoestradas, continua a pagar portagens normalmente.

 

A isenção não é automática

Apesar de já estar prevista na lei, a isenção só entra em vigor para cada utilizador depois de um passo essencial: o pedido formal.

 

Isto significa que:

 

  • Não basta viver numa zona elegível
  • Não basta circular nesses troços
  • É necessário ativar o benefício.

 

Veja como o fazer, já de seguida.

 

 

O que preciso fazer para ter isenção de portagens?

Para beneficiar da isenção de portagens na A2 e A6, há um processo simples, mas obrigatório:

 

  1. Aderir a um serviço eletrónico de portagens (como a Via Verde ou outro fornecedor autorizado)
  2. Pedir a associação do equipamento de bordo (identificador) ao regime de isenção
  3. Indicar a matrícula do veículo
  4. Anexar os documentos necessários, como o certificado de matrícula (DUA) ou o título de registo de propriedade
  5. No caso de veículos em leasing ou similares, apresentar também um documento do locador com a identificação do utilizador.

 

Depois de validado, o sistema passa a reconhecer automaticamente o veículo e a aplicar a isenção nas viagens elegíveis.

 

Para que isso aconteça, é importante utilizar as vias com cobrança eletrónica nos troços abrangidos, já que a identificação é feita automaticamente através do dispositivo.

 

Sem este processo, as portagens continuam a ser cobradas normalmente.

 

 

A isenção tem prazo (e precisa de renovação)

Outro ponto que convém não esquecer: a isenção não é permanente.

 

  • Tem validade de 1 ano
  • Deve ser renovada anualmente
  • A documentação tem de ser atualizada com antecedência.

 

Se não houver renovação dentro do prazo, o sistema deixa de reconhecer o veículo como elegível e as portagens voltam a ser cobradas.

 

 

Porque foi criada esta medida?

A isenção de portagens na A2 e A6 surge no âmbito do Orçamento do Estado para 2026, com o objetivo de reduzir os custos de mobilidade em regiões com menor densidade populacional.

 

Para muitas famílias e empresas do Alentejo, esta pode representar uma poupança relevante no dia a dia, sobretudo para quem depende destas vias com frequência.

 

Ainda assim, o impacto real depende de um detalhe simples: tratar do processo de adesão.

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.
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