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Trabalha na Função Pública? Então a TRU mexe diretamente no seu bolso, mesmo que nem sempre dê por isso. É esta tabela que define o seu salário, a sua progressão e os aumentos que entram em vigor todos os anos.
Com as novas regras de 2025 e o acordo plurianual que já está a redesenhar o que vai acontecer até 2028, perceber como funciona a TRU é meio caminho andado para saber exatamente o que esperar no fim do mês.
A Tabela Remuneratória Única é a “grelha salarial” da Administração Pública.
Em vez de cada organismo ter tabelas próprias, existe uma escala única com 115 níveis remuneratórios, numerados de 1 a 115, a que corresponde um valor em euros para cada nível.
Depois, cada carreira (assistente operacional, assistente técnico, técnico superior, carreiras especiais, etc.) “encaixa” nesses níveis. A posição remuneratória da pessoa na carreira corresponde a um destes níveis da TRU.
Em resumo, a TRU serve para:
Em 2025 houve uma atualização geral das remunerações da Função Pública através do Decreto-Lei n.º 1/2025, que trouxe três alterações principais:
1. Atualizou a Base Remuneratória da Administração Pública (BRAP) para 878,41 euros
2. Atualizou os valores da TRU, da seguinte forma:
3. Determina que a remuneração base até 2.631,62 euros sobe também 56,58 euros, e acima desse valor sobe 2,15%.
Alguns valores de referência da TRU 2025:
A Tabela Remuneratória Única completa pode ser consultada no Decreto-Lei n.º 1/2025 e nas tabelas publicadas pela DGAEP.
A BRAP é o valor mínimo de referência para os salários na Administração Pública. Em 2026 está fixada em 934,99 euros e assume três funções:
A meta política é aproximar a BRAP dos 1.000 euros até 2028, acompanhando a subida do salário mínimo nacional prevista no Acordo Tripartido.
Em novembro de 2024 foi assinado o Acordo Plurianual de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública 2025-2028 com duas federações sindicais da UGT.
Este acordo é a “coluna vertebral” dos aumentos na Função Pública para vários anos. A lógica é assegurar, ao longo de quatro anos, um aumento mínimo acumulado de 234,20 euros para a maioria dos trabalhadores.
O compromisso base é:
○ Aumento mínimo de 56,58 euros por ano até cerca de 2.600 euros de salário
○ Ou, em alternativa, 2,15% para salários acima desse valor.
○ Aumento mínimo de 60,52 euros por ano
○ Ou 2,3% para salários mais altos.
A grande ideia é dar previsibilidade: quem trabalha na Função Pública consegue olhar para a carreira e ter uma noção prévia de como vão evoluir as tabelas salariais da função pública até 2028 (e, entretanto, o Governo já sinalizou que o acordo será adaptado para cobrir também 2029).
Os aumentos definidos na TRU e no Decreto-Lei aplicam-se à esmagadora maioria dos trabalhadores da Administração Pública:
Na prática, os aumentos chegam à Administração Central, à Administração Local e a diversos organismos públicos com regime de direito público.
O acordo não se limita aos salários base. Inclui também várias medidas complementares que influenciam o rendimento mensal e a estrutura das carreiras.
O Governo definiu um calendário para rever carreiras especiais como:
O objetivo é atualizar estruturas salariais desajustadas, criar ou reformular carreiras e ajustar suplementos de risco e responsabilidade. Parte deste trabalho já começou; outra parte prolonga-se até 2027.
Os suplementos indexados à atualização anual da Função Pública ou aos níveis da TRU foram atualizados em 2,15% em 2025.
Isto inclui, por exemplo:
As ajudas de custo para deslocações em serviço público também foram atualizadas em 5% em 2025.
O subsídio de alimentação na Função Pública, em 2026, subiu para os 6,15 euros por dia.
Mas há duas notas importantes:
Para 2027, a regra base do acordo é continuar a aplicar a mesma lógica de 2025 e 2026: aumentos fixos até determinado valor e percentuais acima dele.
No entanto, o Governo já admitiu que pode:
Calcular o salário pela TRU não é complicado. Basta seguir três passos, usando a tabela em vigor do ano. Neste caso, a TRU de 2026.
1. Identificar a carreira e a posição remuneratória. Cada carreira tem níveis associados. Por exemplo, um assistente técnico em início de carreira costuma começar no nível 8 da TRU (a tabela da carreira indica essa correspondência).
2. Ver o valor correspondente na TRU 2025:
3. Somar suplementos aplicáveis. Em 2026, suplementos indexados à TRU foram atualizados em 2,15%. Se existirem suplementos, acrescentam-se ao valor base, como:
Assim, para o exemplo do assistente técnico no nível 8, o salário base é 1.074,56 euros, ao qual se juntam os suplementos aplicáveis. Esse é o valor que compõe a sua remuneração mensal.
É uma dúvida comum: se existe uma tabela única, por que razão existem carreiras tão diferentes?
A forma mais simples de perceber isto é assim:
Nas carreiras gerais (assistente operacional, assistente técnico, técnico superior), cada categoria corresponde a níveis específicos da TRU. À medida que a pessoa progride, sobe nesses níveis.
Nas carreiras especiais, as regras de progressão, os suplementos e a estrutura interna podem ser diferentes, com regimes próprios adaptados à função — como acontece na saúde, justiça, forças de segurança, conservatórias ou reinserção social.
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