Finanças

Bicicleta elétrica para o dia a dia? Conheça os apoios disponíveis

4 minutos de leitura
Publicado a 18 Fevereiro 2026
Escrito por Rute Ferreira
Senhora feliz a segurar a sua bicicleta elétrica

A bicicleta deixou de ser apenas uma opção de lazer e passou a ganhar espaço como uma alternativa prática no dia a dia, sobretudo em contexto urbano. Cada vez mais pessoas olham para esta escolha como uma forma simples de ganhar mobilidade, tempo e qualidade de vida.

 

Agora, essa decisão cruza-se com um fator importante: o tempo. As candidaturas ao apoio do Estado estão a fechar e algumas tipologias já esgotaram. Se a ideia de trocar o carro por uma bicicleta elétrica já andava na sua cabeça, este pode ser o empurrão que faltava. Mas apresse-se.

 

 

Que apoios existem para a compra de bicicletas elétricas?

O apoio à compra de bicicletas faz parte do programa Mobilidade Verde Passageiros, gerido pelo Fundo Ambiental, integrado no incentivo à aquisição de veículos de emissões nulas. Em 2026, o programa mantém uma dotação robusta e várias tipologias de apoio, adaptadas a diferentes necessidades.

 

Bicicletas elétricas (uso citadino)

 

Pensadas para deslocações urbanas, como ir para o trabalho, levar crianças à escola ou tratar de tarefas do dia a dia.

  • Apoio de 50% do valor de compra
  • Limite máximo de 750 euros
  • Destinadas exclusivamente a uso citadino.

 

Bicicletas de carga (com ou sem assistência elétrica)

Indicadas para transporte de mercadorias, compras, crianças ou uso profissional em logística urbana.

  • Elétricas: apoio até 1.500 euros
  • Convencionais: apoio até 1.000 euros
  • Correspondem sempre a 50% do valor de aquisição
  • Inseridas no programa de Logística Urbana.

 

Bicicletas convencionais citadinas

Para quem quer uma solução simples, económica e sem motor, mas ainda assim apoiada pelo Estado.

  • Apoio de 50% do valor de compra
  • Limite máximo de 500 euros
  • Inclui bicicletas de adulto e de criança.

 

Estas três categorias concentram a maioria das candidaturas e refletem bem a aposta do Estado na mobilidade ativa e urbana.

 

O que é elegível e o que fica excluído

Neste tópico é onde convém mesmo estar atento, porque muitos indeferimentos acontecem por pequenos detalhes.

 

São elegíveis:

  • Bicicletas novas, adquiridas pela primeira vez após 1 de janeiro de 2025
  • Bicicletas concebidas pelo fabricante para uso citadino ou transporte de carga
  • Compras feitas em nome do candidato (pessoa singular ou coletiva)

 

Ficam excluídas:

  • Bicicletas de uso desportivo, como BTT, cross, downhill ou estrada
  • Trotinetes não enquadradas na tipologia específica
  • Veículos usados ou recondicionados
  • Compras sem declaração clara do vendedor sobre a finalidade da bicicleta.

 

Ou seja, mesmo que a bicicleta seja elétrica, se for claramente pensada para trilhos ou uso desportivo, não entra no apoio.

 

 

Quanto se recebe e limites por beneficiário

O incentivo nunca cobre a totalidade do valor da bicicleta. O apoio corresponde sempre a 50% do preço de compra, com um teto máximo que varia consoante a tipologia da bicicleta.

 

Em termos de limites, cada pessoa singular pode beneficiar de um incentivo por tipologia, enquanto as pessoas coletivas podem apresentar até quatro candidaturas por tipologia.

 

O pagamento do apoio é feito por transferência bancária, após a validação da candidatura e a submissão do respetivo pedido de pagamento.

 

 

Como se candidatar ao apoio: passo a passo

O processo é totalmente online e feito no portal do Fundo Ambiental. Apesar de não ser complicado, exige atenção e alguma organização.

1. Compre a bicicleta e guarde a fatura

2. Registe-se no site do Fundo Ambiental

3. Preencha o formulário de candidatura

4. Submeta os documentos obrigatórios:

      ○ Identificação pessoal

      ○ NIF e NISS

      ○ IBAN

      ○ Certidão de situação regularizada nas Finanças

      ○ Certidão de situação regularizada na Segurança Social

      ○ Declaração do vendedor a confirmar uso citadino ou de carga.

5. Submeta a candidatura e aguardar validação.

 

Um ponto importante: não é possível retomar a candidatura depois de iniciada. Leia atentamente o regulamento e as FAQs, disponíveis no portal do Fundo Ambiental, antes de começar.

Prazos e reembolso

As candidaturas estão abertas desde o final de 2025 e encerram a 12 de fevereiro de 2026, ou antes, se a dotação esgotar. E a verdade é que algumas tipologias já se encontram esgotadas ou muito próximas do limite.

 

As despesas elegíveis incluem aquisições feitas desde 1 de janeiro de 2025, o que significa que quem comprou antes da abertura do concurso ainda pode candidatar-se, desde que cumpra todos os requisitos.

 

O reembolso só acontece depois de:

  • A candidatura ser considerada elegível
  • O pedido de pagamento ser submetido
  • A documentação (anteriormente descrita) ser validada.

 

 

Como acompanhar o estado da candidatura?

Depois da submissão, o acompanhamento é feito diretamente na área pessoal do portal do Fundo Ambiental. Os estados mais comuns são:

  • Em verificação de elegibilidade
  • A aguardar pedido de pagamento
  • Pedido de pagamento submetido
  • Pago
  • Excluído.

Em janeiro de 2026, algumas tipologias já apresentam vagas esgotadas, enquanto outras ainda têm disponibilidade limitada. Por isso, acompanhar o estado da candidatura é crucial para perceber se é necessário agir rapidamente.

 

 

Quanto tempo demora, em média, o reembolso?

Não existe um prazo fixo para o reembolso. No entanto, com base nas candidaturas já processadas, a fase de validação pode demorar algumas semanas e o pagamento costuma acontecer entre um a três meses após a submissão do pedido de pagamento.

 

Em períodos de maior volume de candidaturas, o prazo pode alongar-se.

 

 

Quais as vantagens e desvantagens das bicicletas elétricas

As bicicletas elétricas não são só uma moda. Para muitas pessoas, tornaram-se uma solução prática e real.

 

Entre as principais vantagens:

  • Menos esforço físico em subidas e percursos longos
  • Ideal para deslocações diárias sem chegar suado ao destino
  • Custos de utilização muito baixos
  • Benefícios claros para a saúde e para o ambiente
  • Apoio do Estado que reduz bastante o preço final.

 

Por outro lado, há também alguns pontos a ponderar:

  • Preço inicial mais elevado do que uma bicicleta convencional
  • Peso superior
  • Necessidade de carregar a bateria
  • Maior risco de furto, exigindo bons sistemas de segurança.

 

Ainda assim, com o incentivo do Fundo Ambiental, a relação custo-benefício torna-se muito mais equilibrada.

 

Os valores e prazos indicados neste artigo têm por base o aviso em vigor à data e podem sofrer alterações mediante decisão do Fundo Ambiental

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Rute Ferreira

Copywriter especializada em finanças

Rute Ferreira

Falo muito, e escrevo ainda mais. Estudei Marketing e Publicidade a sonhar com grandes campanhas, mas foi na escrita que encontrei casa. Hoje, entre cafés pela secretária e gatos a passearem pelo teclado, descomplico temas financeiros complexos e escrevo sempre de pessoas, para pessoas.

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