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Educação Ambiental: como as crianças estão a aprender a cuidar do planeta

19 abr 2022 | 7 min de leitura

Sabe como o seu filho aprende a cuidar do ambiente na escola? E de que forma podem os pais ajudar a construir uma comunidade mais consciente e ecológica? Conheça os objetivos e as atividades da Educação Ambiental.

A necessidade de cuidar do planeta é antiga. Contudo, nos anos mais recentes, tornou-se numa urgência, o que levou países e empresas a adotar medidas mais profundas de proteção do ambiente e a apostar na Educação Ambiental. Saiba que atividades pode realizar para aprofundar a consciência ecológica das crianças e adolescentes.

 

 

O que é a Educação Ambiental e como surgiu em Portugal?

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) define a Educação Ambiental como um “processo de aprendizagem ao longo da vida, que visa promover uma cidadania informada e ativa, que garanta o envolvimento e o compromisso de cada um de nós e das organizações que integramos com um futuro sustentável”.

 

No entanto, este conceito já existe desde 1975, quando a Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO), em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, redigiram a Carta de Belgrado, cujos princípios e orientações serviram de base para os programas de Educação Ambiental em todo o mundo.

 

Em Portugal, os ministérios da Educação e do Ambiente uniram esforços para desenvolver este tema na sociedade e, em 2017, foi lançada a Estratégia Nacional para a Educação Ambiental. Atualmente, esta temática já integra a formação em Cidadania, desde o nível pré-escolar até ao ensino secundário.

 

 

Qual a importância da Educação Ambiental nas escolas?

A Educação Ambiental começa em casa, mas as escolas desempenham um papel essencial, devido à “grande importância no trabalho com a comunidade” e na mudança de comportamentos, como explica Joaquim Pinto, presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e professor que acompanhou o desenvolvimento da Educação Ambiental no país. “Os jovens não são o futuro, eles já estão cá e o que se quer é que consigam fazer parte das soluções e dos processos de decisão”, explica o dirigente.

 

Nesse sentido, ao longo dos anos, a Educação Ambiental passou de uma perspetiva mais centrada nas ciências naturais para um enquadramento social e político, discutindo temas como o consumo responsável, as alterações climáticas ou a economia circular, em diferentes níveis de escolaridade.

 

Afinal, tal como explica a Direção-Geral da Educação (DGE) no Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, “a Escola não se pode limitar a ser um mero espaço de transmissão de saberes académicos”, devendo preocupar-se, também, “com a formação dos jovens enquanto cidadãos de pleno direito, preparando-os para o exercício de uma cidadania ativa, responsável e esclarecida face às problemáticas da sociedade civil”.

 

1. No nível pré-Escolar

As crianças do nível pré-escolar (normalmente, até aos seis anos) começam a conhecer as diferentes dimensões do planeta e a aprofundar a sua consciência ambiental na área de “Conhecimento do Mundo”. O objetivo é aprender a valorizar e a respeitar o ambiente.

 

2. Nos ensinos básico e secundário

Através da componente de Cidadania e Desenvolvimento, a Educação Ambiental está presente em todos os anos de escolaridade dos ensinos básico e secundário. Temas como a reciclagem, a biodiversidade, a sustentabilidade e o consumo responsável são trabalhados de forma prática e teórica.

 

 

Quais os objetivos da Educação Ambiental nas escolas?

A Educação Ambiental é uma disciplina que pretende formar cidadãos conscientes do mundo que os rodeia. O objetivo é sensibilizar as crianças e jovens de várias faixas etárias para a importância de cuidar do Planeta, dando-lhe conhecimento de que existem formas de conservar e administrar os recursos naturais, sem prejuízo para a nossa qualidade de vida.

 

A profundidade com que se abordam os temas da Educação Ambiental varia, mas muitos assuntos são transversais aos níveis pré-escolar, básico e secundário. Estas são algumas das áreas trabalhadas no percurso de ensino:

 

1. Sensibilizar para a ética e Cidadania

Os alunos tomam consciência de que os seus atos influenciam o ambiente e aprendem a adotar uma postura de sustentabilidade ambiental, tendo presente o impacto das suas ações para as gerações futuras.

 

2. Incentivar à produção e consumo responsáveis

Como reduzir a produção de resíduos e adotar comportamentos de consumo responsáveis são aprendizagens que passam a integrar o dia-a-dia dos alunos. Aqui, reutilizar e reciclar são conceitos-chave.

 

3. Explicar a biodiversidade

Os alunos desenvolvem a visão de que o homem não é o centro do universo e compreendem a importância da biodiversidade e dos ecossistemas. Conhecer as principais ameaças ativas e emergentes ao ambiente e a urgência da sua preservação são eixos centrais.

 

4. Ensinar sobre a importância da energia e água

Os alunos diversificam o seu saber acerca das fontes de energia que podem ser usadas. Ao compreenderem as consequências do modelo atual, reconhecem a necessidade de mudar em direção à eficiência energética. O mesmo acontece em relação à água (oceanos incluídos), um recurso vital que os alunos aprendem a valorizar.

 

 

Como trabalhar Educação Ambiental na infância e adolescência

Além do conhecimento teórico passado pelos educadores e professores, existem diversas atividades práticas que podem ser desenvolvidas com as crianças e adolescentes no sentido de desenvolver a sua consciência ambiental.

 

 

Exemplos de atividades nas escolas… e que também podem ser feitas em casa!

 

Pré-escolar: reutilizar e plantar

No nível pré-escolar, a consciência da biodiversidade e a prática de um consumo responsável são dois dos principais objetivos a atingir no plano de Educação Ambiental. Assim, as crianças podem fazer atividades como:

 

  • Construir árvores de fruto e outras plantas reutilizando materiais como papel, tecidos ou plásticos

 

  • Fazer germinar uma semente

 

  • Plantar uma árvore e acompanhar os ciclos do seu crescimento

 

  • Aproveitar o tempo no exterior para observar a natureza: caracóis, formigas ou minhocas.

 

1.º ciclo: reciclagem e energias renováveis

No 1.º ciclo, as crianças começam a ter um papel mais ativo e a interiorizar conceitos como a sustentabilidade. Nesta fase, podem realizar iniciativas como:

 

  • Jogos para aprender a separar diferentes resíduos sólidos urbanos (plástico, vidro, papel)

 

  • Construir mini-ecopontos reutilizando baldes ou outros recipientes da escola

 

  • Construir moinhos em cartão e perceber o seu funcionamento.

 

2.º ciclo: Compostagem e ecossistema

Relacionar informações teóricas com o mundo prático e aprender através de metodologias ligadas às artes são boas formas de cativar as crianças do 2.º ciclo do ensino básico para os temas da Educação Ambiental. Eis algumas ações possíveis:

 

  • Aprender a fazer compostagem

 

  • Assistir a documentários sobre a interdependência das espécies e a ligação dos diferentes ecossistemas, promovendo a discussão sobre o tema. Um bom mote é o ciclo de vida e a polinização das abelhas

 

  • Teatro de marionetas com borboletas, com o objetivo de aprender a valorizar a interação entre insetos e plantas.

 

3.º ciclo: Consumo responsável

A componente de análise cresce no 3.º ciclo. Mas desafios como os indicados abaixo, que passam pelo conceito de jogo, prometem cativar as audiências dos 12 aos 15 anos.

 

  • Um peddy paper pela cidade sobre o desperdício e a possibilidade de reutilizar

 

  • Jogos que estimulam os alunos a fazer escolhas sustentáveis. Um exemplo: que peixe devo escolher para comer e porquê?

 

  • Tarefa de análise em que os alunos repensam o seu dia e como poderiam melhorar a gestão do consumo de água, desde o momento em que vão lavar os dentes até à hora do banho.

 

Ensino Secundário: Cidadania e combate às alterações climáticas

Além do desenvolvimento do pensamento crítico, os alunos são incutidos a fazer a diferença na comunidade, tanto nos pequenos atos do dia a dia como numa ótica de associativismo. Assim, são importantes ações como:

 

  • Discutir documentários, artigos e entrevistas sobre o tema das alterações climáticas

 

 

  • Dar a conhecer o trabalho (e pôr em contacto com) de associações e outras organizações na área ambiental, incentivando a uma cidadania ativa

 

Para dar largas à imaginação, pode também consultar materiais de apoio como guias de espécies ou um manual sobre as alterações climáticas

 

 

Sugestão: cuide de um rio

Não é apenas nas escolas que a Educação Ambiental tem lugar. Ao longo da vida, pode participar em projetos de voluntariado e outras atividades que o tornam um cidadão mais responsável.

 

No Projeto Rios, pode adotar o troço de um rio e cuidar dele. Numa articulação com câmaras municipais, escolas, associações, centros de investigação, entre outras organizações, a população passa “a conhecer a estrutura de um rio/ribeira desde a nascente até à foz ou, com grande pormenor, os 500 metros adotados, analisando as várias temáticas associadas, como a fauna, a flora, as tradições, as histórias, os contos, as lendas, as instituições ou as pessoas”.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

A necessidade de cuidar do planeta é antiga. Contudo, nos anos mais recentes, tornou-se numa urgência, o que levou países e empresas a adotar medidas mais profundas de proteção do ambiente e a apostar na Educação Ambiental. Saiba que atividades pode realizar para aprofundar a consciência ecológica das crianças e adolescentes.

 

 

O que é a Educação Ambiental e como surgiu em Portugal?

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) define a Educação Ambiental como um “processo de aprendizagem ao longo da vida, que visa promover uma cidadania informada e ativa, que garanta o envolvimento e o compromisso de cada um de nós e das organizações que integramos com um futuro sustentável”.

 

No entanto, este conceito já existe desde 1975, quando a Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO), em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, redigiram a Carta de Belgrado, cujos princípios e orientações serviram de base para os programas de Educação Ambiental em todo o mundo.

 

Em Portugal, os ministérios da Educação e do Ambiente uniram esforços para desenvolver este tema na sociedade e, em 2017, foi lançada a Estratégia Nacional para a Educação Ambiental. Atualmente, esta temática já integra a formação em Cidadania, desde o nível pré-escolar até ao ensino secundário.

 

 

Qual a importância da Educação Ambiental nas escolas?

A Educação Ambiental começa em casa, mas as escolas desempenham um papel essencial, devido à “grande importância no trabalho com a comunidade” e na mudança de comportamentos, como explica Joaquim Pinto, presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e professor que acompanhou o desenvolvimento da Educação Ambiental no país. “Os jovens não são o futuro, eles já estão cá e o que se quer é que consigam fazer parte das soluções e dos processos de decisão”, explica o dirigente.

 

Nesse sentido, ao longo dos anos, a Educação Ambiental passou de uma perspetiva mais centrada nas ciências naturais para um enquadramento social e político, discutindo temas como o consumo responsável, as alterações climáticas ou a economia circular, em diferentes níveis de escolaridade.

 

Afinal, tal como explica a Direção-Geral da Educação (DGE) no Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, “a Escola não se pode limitar a ser um mero espaço de transmissão de saberes académicos”, devendo preocupar-se, também, “com a formação dos jovens enquanto cidadãos de pleno direito, preparando-os para o exercício de uma cidadania ativa, responsável e esclarecida face às problemáticas da sociedade civil”.

 

1. No nível pré-Escolar

As crianças do nível pré-escolar (normalmente, até aos seis anos) começam a conhecer as diferentes dimensões do planeta e a aprofundar a sua consciência ambiental na área de “Conhecimento do Mundo”. O objetivo é aprender a valorizar e a respeitar o ambiente.

 

2. Nos ensinos básico e secundário

Através da componente de Cidadania e Desenvolvimento, a Educação Ambiental está presente em todos os anos de escolaridade dos ensinos básico e secundário. Temas como a reciclagem, a biodiversidade, a sustentabilidade e o consumo responsável são trabalhados de forma prática e teórica.

 

 

Quais os objetivos da Educação Ambiental nas escolas?

A Educação Ambiental é uma disciplina que pretende formar cidadãos conscientes do mundo que os rodeia. O objetivo é sensibilizar as crianças e jovens de várias faixas etárias para a importância de cuidar do Planeta, dando-lhe conhecimento de que existem formas de conservar e administrar os recursos naturais, sem prejuízo para a nossa qualidade de vida.

 

A profundidade com que se abordam os temas da Educação Ambiental varia, mas muitos assuntos são transversais aos níveis pré-escolar, básico e secundário. Estas são algumas das áreas trabalhadas no percurso de ensino:

 

1. Sensibilizar para a ética e Cidadania

Os alunos tomam consciência de que os seus atos influenciam o ambiente e aprendem a adotar uma postura de sustentabilidade ambiental, tendo presente o impacto das suas ações para as gerações futuras.

 

2. Incentivar à produção e consumo responsáveis

Como reduzir a produção de resíduos e adotar comportamentos de consumo responsáveis são aprendizagens que passam a integrar o dia-a-dia dos alunos. Aqui, reutilizar e reciclar são conceitos-chave.

 

3. Explicar a biodiversidade

Os alunos desenvolvem a visão de que o homem não é o centro do universo e compreendem a importância da biodiversidade e dos ecossistemas. Conhecer as principais ameaças ativas e emergentes ao ambiente e a urgência da sua preservação são eixos centrais.

 

4. Ensinar sobre a importância da energia e água

Os alunos diversificam o seu saber acerca das fontes de energia que podem ser usadas. Ao compreenderem as consequências do modelo atual, reconhecem a necessidade de mudar em direção à eficiência energética. O mesmo acontece em relação à água (oceanos incluídos), um recurso vital que os alunos aprendem a valorizar.

 

 

Como trabalhar Educação Ambiental na infância e adolescência

Além do conhecimento teórico passado pelos educadores e professores, existem diversas atividades práticas que podem ser desenvolvidas com as crianças e adolescentes no sentido de desenvolver a sua consciência ambiental.

 

 

Exemplos de atividades nas escolas… e que também podem ser feitas em casa!

 

Pré-escolar: reutilizar e plantar

No nível pré-escolar, a consciência da biodiversidade e a prática de um consumo responsável são dois dos principais objetivos a atingir no plano de Educação Ambiental. Assim, as crianças podem fazer atividades como:

 

  • Construir árvores de fruto e outras plantas reutilizando materiais como papel, tecidos ou plásticos

 

  • Fazer germinar uma semente

 

  • Plantar uma árvore e acompanhar os ciclos do seu crescimento

 

  • Aproveitar o tempo no exterior para observar a natureza: caracóis, formigas ou minhocas.

 

1.º ciclo: reciclagem e energias renováveis

No 1.º ciclo, as crianças começam a ter um papel mais ativo e a interiorizar conceitos como a sustentabilidade. Nesta fase, podem realizar iniciativas como:

 

  • Jogos para aprender a separar diferentes resíduos sólidos urbanos (plástico, vidro, papel)

 

  • Construir mini-ecopontos reutilizando baldes ou outros recipientes da escola

 

  • Construir moinhos em cartão e perceber o seu funcionamento.

 

2.º ciclo: Compostagem e ecossistema

Relacionar informações teóricas com o mundo prático e aprender através de metodologias ligadas às artes são boas formas de cativar as crianças do 2.º ciclo do ensino básico para os temas da Educação Ambiental. Eis algumas ações possíveis:

 

  • Aprender a fazer compostagem

 

  • Assistir a documentários sobre a interdependência das espécies e a ligação dos diferentes ecossistemas, promovendo a discussão sobre o tema. Um bom mote é o ciclo de vida e a polinização das abelhas

 

  • Teatro de marionetas com borboletas, com o objetivo de aprender a valorizar a interação entre insetos e plantas.

 

3.º ciclo: Consumo responsável

A componente de análise cresce no 3.º ciclo. Mas desafios como os indicados abaixo, que passam pelo conceito de jogo, prometem cativar as audiências dos 12 aos 15 anos.

 

  • Um peddy paper pela cidade sobre o desperdício e a possibilidade de reutilizar

 

  • Jogos que estimulam os alunos a fazer escolhas sustentáveis. Um exemplo: que peixe devo escolher para comer e porquê?

 

  • Tarefa de análise em que os alunos repensam o seu dia e como poderiam melhorar a gestão do consumo de água, desde o momento em que vão lavar os dentes até à hora do banho.

 

Ensino Secundário: Cidadania e combate às alterações climáticas

Além do desenvolvimento do pensamento crítico, os alunos são incutidos a fazer a diferença na comunidade, tanto nos pequenos atos do dia a dia como numa ótica de associativismo. Assim, são importantes ações como:

 

  • Discutir documentários, artigos e entrevistas sobre o tema das alterações climáticas

 

 

  • Dar a conhecer o trabalho (e pôr em contacto com) de associações e outras organizações na área ambiental, incentivando a uma cidadania ativa

 

Para dar largas à imaginação, pode também consultar materiais de apoio como guias de espécies ou um manual sobre as alterações climáticas

 

 

Sugestão: cuide de um rio

Não é apenas nas escolas que a Educação Ambiental tem lugar. Ao longo da vida, pode participar em projetos de voluntariado e outras atividades que o tornam um cidadão mais responsável.

 

No Projeto Rios, pode adotar o troço de um rio e cuidar dele. Numa articulação com câmaras municipais, escolas, associações, centros de investigação, entre outras organizações, a população passa “a conhecer a estrutura de um rio/ribeira desde a nascente até à foz ou, com grande pormenor, os 500 metros adotados, analisando as várias temáticas associadas, como a fauna, a flora, as tradições, as histórias, os contos, as lendas, as instituições ou as pessoas”.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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