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Finanças
Falar de impostos nunca é o tema favorito de ninguém. Mas é impossível ignorar o impacto que têm no nosso dia a dia. Basta olhar para o recibo do salário, o preço dos combustíveis ou a conta do supermercado para perceber que o peso do Estado está sempre presente.
Em 2025, esse peso voltou a dar que falar. Depois de um ano marcado por promessas de alívio fiscal no Orçamento do Estado, a pergunta que se impõe é simples: pagámos menos impostos ou continuamos a sentir o mesmo aperto?
É um termo que normalmente se refere à proporção que os impostos e contribuições sociais representam em relação à economia, isto é, quanto pagamos em função daquilo que produzimos.
Em Portugal, um indicador frequentemente usado é o rácio entre as receitas fiscais e o Produto Interno Bruto (PIB).
Para compreender 2025, convém olhar primeiro ao ano anterior, que será a base de comparação.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) estimou, em março de 2025, a carga fiscal de 2024 em 35,7% do PIB. Uma atualização de setembro de 2025 fixou o valor em 35,2% do PIB. As receitas fiscais e contributivas totalizaram cerca de 101,8 mil milhões de euros.
Isto mostra duas coisas: primeiro, que o peso dos impostos continuou elevado; segundo, que há revisões nos dados que devem levar-nos a alguma cautela (os valores podem diferir consoante as metodologias ou data de reporte).
Em outubro de 2025 ainda não há dados fechados para o ano completo, mas já existem sinais claros sobre a evolução da receita e o impacto das medidas do Orçamento do Estado.
Eis os principais pontos:
A proposta do OE 2025 previa uma receita total de 133,8 mil milhões de euros, um crescimento de 6,4% face a 2024, impulsionado pelas receitas fiscais e pelas contribuições sociais.
No campo dos impostos, o Relatório do Orçamento do Estado 2025 detalha um conjunto de medidas de alívio fiscal para famílias e empresas:
Resumindo, o OE 2025 combina um alívio seletivo para famílias e microempresas, com crescimento da receita pública. Um equilíbrio entre alívio e consolidação orçamental.
Para 2026, o Governo prevê atualizar os escalões de IRS em 3,51%, segundo a fórmula automática que conjuga inflação e produtividade. Caso os salários cresçam acima deste valor, a taxa efetiva poderá subir ligeiramente.
É frequente ouvirmos: “este ano paguei menos imposto”. E em muitos casos pode ser verdade: se o rendimento se ajustar ou se usufruir de deduções/benefícios. Por exemplo, o aumento do mínimo de existência, a dedução específica mais elevada e o regime de IRS Jovem podem fazer diferença para muitos agregados.
Mas atenção: pagar menos imposto individualmente não significa necessariamente que a carga fiscal do país está mais leve, porque a média global ou o rácio sobre o PIB pode estar estável ou até a subir.
De facto, embora algumas medidas aliviem famílias ou jovens, o peso global dos impostos (diretos + indiretos + contribuições) continua elevado. E o crescimento das receitas (sobretudo impulsionado por impostos indiretos) pode contrabalançar os “bons” sinais de alívio.
A proposta do Orçamento do Estado para 2026 já está disponível para consulta pública, e as primeiras contas confirmam aquilo que muitos analistas antecipavam: a carga fiscal praticamente não se altera.
O Executivo projeta que os impostos e contribuições representem 34,7% do PIB, ligeiramente abaixo dos 34,8% estimados para 2025.
O aumento global da receita, de cerca de 2,8 mil milhões de euros, resulta sobretudo da evolução económica positiva — mais emprego e mais consumo — e não de novos impostos.
Para as famílias, o impacto será moderado:
Em resumo, 2026 será um ano de continuidade fiscal: sem agravamentos, mas também sem reduções expressivas - um orçamento de equilíbrio entre estabilidade e consolidação das finanças públicas.
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