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A importância da higiene para a sua saúde oral

19 mai 2021 | 9 min de leitura
Conheça todos os cuidados que deve ter com a higiene oral e aquilo que pode fazer para evitar cáries e doenças periodontais.

Quase 70% dos portugueses tem falta de dentes naturais (à exceção dos dentes do siso), de acordo com o mais recente Barómetro de Saúde Oral da Ordem dos Médicos Dentistas (em PDF), de 2019. Os dados são alarmantes e refletem a necessidade urgente de trazer a saúde oral para as preocupações dos portugueses.

 

A lesão de cárie e a doença periodontal estão entre os problemas mais comuns e ambas são responsáveis pela perda de dentes.

 

O que são cáries

A cárie é uma doença causada pela ação de bactérias cariogénicas, que fazem parte da placa bacteriana que se acumula na superfície dentária. Estas bactérias são responsáveis pela produção de ácidos que provocam a desmineralização do dente.

 

A cavidade oral está constantemente sujeita a alterações de pH. Num estado de saúde, existe um equilíbrio entre a desmineralização do tecido dentário, que ocorre quando se assiste a uma diminuição de pH, e a remineralização, que ocorre quando o pH volta a aumentar. Porém, este equilíbrio pode-se perder. Quando tal acontece, a desmineralização prevalece e há desenvolvimento de uma lesão de cárie.

 

 

Outros fatores que provocam cáries

Apesar de a placa bacteriana ser o principal fator necessário para o desenvolvimento de uma lesão de cárie, não é suficiente. Outros fatores, como a dieta e o fluxo salivar, estão também implicados na sua origem.

 

Quando comemos alimentos cariogénicos como chocolates e doces, as bactérias vão utilizar e decompor os hidratos de carbono (açúcares) que existem nesses alimentos, resultando na formação de componentes ácidos que dissolvem os tecidos do dente e originam a lesão de cárie.

 

Muita atenção quando comer alimentos com açúcares: são particularmente mais perigosos se tiverem uma consistência pegajosa e retentiva, e se consumidos entre as refeições ou antes de dormir.

 

Porquê antes de dormir? O sono apresenta uma grande influência no desenvolvimento de lesões de cárie, uma vez que durante este período existe uma diminuição do fluxo salivar. Isto faz com que a ação protetora da saliva na neutralização dos ácidos produzidos pelas bactérias ou na remineralização do tecido dentário não seja tão eficaz. Por este motivo, durante o sono é favorecida a desmineralização.

 

Esta é uma das razões pelas quais lavar bem os dentes antes de dormir é tão importante para manter a saúde oral.

 

 

Como detetar e tratar uma cárie antes que seja tarde

A cárie começa no esmalte, a camada mais externa da coroa do dente, havendo o desenvolvimento de cavidades.

 

As cavidades pequenas não estão associadas a grande sintomatologia, podendo não causar dor nem sensibilidade dentária. Porém, se não forem tratadas, progridem para cavidades mais fundas e extensas, com maior grau de destruição dentária. Fica comprometida a camada mineral mais profunda, a dentina, e a sintomatologia instala-se, com relatos de aumento de sensibilidade e dor, particularmente a estímulos térmicos (frio e quente) ou alimentos doces.

 

Se o processo continuar e o tratamento restaurador não for realizado, a lesão de cárie pode atingir a polpa dentária, uma zona altamente vascularizada e enervada, que se encontra revestida pela dentina. O risco é maior e os sintomas também. Há dor intensa e espontânea e o tratamento já não poderá passar apenas pela restauração.

 

Nestas situações, o dente terá de ser submetido a um tratamento endodôntico, a chamada “desvitalização”.

 

O que significa desvitalizar um dente? É um tratamento que consiste na remoção do tecido pulpar, que é posteriormente substituído por um material inerte e compatível com os tecidos biológicos.

 

O passo seguinte é reabilitar a coroa do dente. O grau de destruição da coroa vai decidir a reabilitação:

 

  • restauração direta com resina composta, em consultório, feito apenas numa consulta
  • restauração indireta, quando existe maior destruição coronária, em que é confecionada uma peça em laboratório, posteriormente cimentada no dente. Por haver intervenção laboratorial é necessário um maior número de consultas.

 

Doença periodontal: o que é e o que fazer

A doença periodontal é um processo infecioso do periodonto, ou seja, dos tecidos de suporte e de inserção do dente – a gengiva, o ligamento periodontal e o osso alveolar.

 

A sua etiologia reside na acumulação de placa bacteriana, particularmente no espaço entre a gengiva e o dente – o sulco gengival.

 

Uma higiene oral deficitária é a causa não só da acumulação como também da mineralização desta placa bacteriana. O resultado é a formação de tártaro.

 

Ao contrário da placa bacteriana, que pode ser eliminada com uma correta escovagem e uso de fio dentário ou escovilhão, o tártaro apenas pode ser removido em consultório.

 

 

As doenças periodontais mais comuns

As doenças periodontais traduzem-se, de forma geral, em gengivite e em periodontite.

 

A gengivite é uma inflamação gengival, em que existe hemorragia espontânea ou após a escovagem. Devido à inflamação, as gengivas adquirem uma coloração mais avermelhada e um aspeto mais edemaciado.

 

Nesta fase, a doença está limitada às gengivas. Porém, se a gengivite persistir durante um extenso período em alguém mais susceptível, a doença pode evoluir para periodontite.

 

Ao contrário da gengivite, a periodontite é irreversível e não afeta apenas os tecidos periodontais mais superficiais. Com a infiltração mais profunda das bactérias, assiste-se a uma destruição dos restantes tecidos de suporte, resultando na formação de bolsas periodontais e na perda de inserção do dente.

 

Nesta fase, para além da inflamação, pode haver retração das gengivas, desenvolvimento de diastemas (alargamento dos espaços entre os dentes) e reabsorção do osso alveolar, que resulta no aumento da mobilidade dos dentes.

 

A consequência final desta doença é a perda de dentes, que, sem suporte e inserção, acabam por cair.

 

 

Como tratar a gengivite e a periodontite

O tratamento da gengivite passa pela destartarização e por uma correta higiene oral.

 

No que diz respeito à periodontite, apesar de não haver uma “cura” para a destruição dos tecidos, é possível controlar a doença e impedir que esta progrida. O tratamento é feito de forma sequencial, com várias fases e consultas.

 

De uma forma muito genérica, tratar a periodontite começa na sondagem e registo da profundidade das bolsas periodontais. É feita uma raspagem infragengival para remover o tártaro das superfícies dentárias e eliminar os depósitos bacterianos formados sobre as mesmas. Este tratamento é denominado alisamento radicular e é, na maioria das vezes, segmentado por quadrantes (a nossa boca divide-se em 4 quadrantes), dependendo do número de bolsas presentes e dentes afetados.

 

O tratamento não termina aqui. É importante ter consultas de manutenção periodontal para verificar o estado da doença, avaliar o nível de higiene oral e atuar atempadamente caso persistam ou se desenvolvam novas bolsas periodontais.

 

A destartarização é também bastante importante para eliminar o tártaro supragengival e permitir que se faça uma boa higiene oral, fator essencial para o sucesso do tratamento das doenças periodontais.

 

Como fazer a higiene oral

A melhor forma de prevenir estas patologias é garantir uma correta higienização da cavidade oral, com a adequada eliminação da placa bacteriana. Só assim será possível assegurar um estado pleno de saúde oral.

 

Para isso, é fundamental informar e capacitar as pessoas, motivando-as e ensinando-lhes as devidas técnicas de higiene oral:

 

 

1. Escove os dentes, pelo menos, 2 vezes por dia

Deve escovar os seus dentes de manhã e à noite, antes de se deitar.

A escovagem deve demorar, pelo menos, 2 minutos.

Use uma escova de dentes macia ou média e evite as escovas mais duras para não causar trauma nos dentes e nas gengivas.

 

 

2. Escove todas as faces de todos os dentes
Escove todas as faces de todos os dentes com movimentos circulares e de “vai-e-vem”. Deve fazer uma pressão suave, inclinando a escova num ângulo de cerca de 45º em relação ao dente, para permitir que as cerdas higienizem o sulco gengival, prevenindo a inflamação.

 

As faces oclusais (faces mastigatórias dos dentes posteriores) não devem ser esquecidas, especialmente pela maior predisposição ao desenvolvimento de lesões de cárie, pela presença de sulcos, fossas e fissuras.

 

 

3. Escove a língua

Na língua, acumulam-se bactérias responsáveis pela halitose, o mau hálito. Não se esqueça de escovar a língua quando lavar os dentes.

 

 

4. Escolha os melhores instrumentos de limpeza para si

Sobre as escovas elétricas, não me alongo muito. Digo apenas que as escovas manuais são igualmente eficazes, desde que usadas de forma correta.

 

As escovas elétricas podem ter alguns benefícios, particularmente para pessoas que fazem escovagens mais agressivas, uma vez que há modelos com controlador de pressão que emite uma luz ou um aviso sonoro para alertar o utilizador de que está a exercer demasiada força.

 

Lembre-se de trocar a sua escova de dentes ou a cabeça das escovas elétricas de 3 em 3 meses.

 

Escolha uma pasta de dentes fluoretada, uma vez que o flúor é benéfico na remineralização do tecido mineral do dente.

 

Use fio dentário antes da escovagem da noite. As cerdas das escovas de dentes não são eficazes na higienização dos espaços interproximais (espaços entre os dentes).

 

Como usar fio dentário:

 

  • corte uma medida de fio mais ou menos do comprimento do antebraço
  • enrole o fio nos dedos médios: no dedo médio de uma das mãos, enrola-se a maior parte do fio e, no dedo médio da outra mão enrola-se o restante, ficando apenas uma parte do fio disponível para utilizar
  • introduza o fio no espaço entre os dentes e, com os dedos indicadores e polegares, faça a forma de um “c” e movimentos semelhantes ao engraxar de um sapato, garantindo que o fio está em contacto com a superfície dentária
  • repita este processo em todos os espaços entre os dentes, introduzindo e removendo o fio com cuidado para não causar trauma na papila interdentária (a gengiva entre dois dentes).

 

 

5. Fio dentário ou escovilhão?

Se tiver espaços interproximais (entre os dentes) de maiores dimensões, deve usar os escovilhões para remover a placa bacteriana e restos alimentares de forma eficaz.

 

 

6. Quando usar um elixir/colutório

Em determinadas situações pode estar recomendado o uso de agentes antimicrobianos, sob a forma de colutório, nomeadamente em casos de doença periodontal. Porém, estes devem apenas ser utilizados mediante indicação médica.

 

 

7. Consulta de rotina a cada 6 meses

Lembre-se que prevenir é sempre melhor que remediar. Visite o seu Médico Dentista com regularidade, de 6 em 6 meses. Deste modo, será possível prevenir, detetar e tratar atempadamente qualquer alteração.

 

As consultas periódicas e uma higiene oral eficaz são os elementos-chave para ter um sorriso saudável.

Quase 70% dos portugueses tem falta de dentes naturais (à exceção dos dentes do siso), de acordo com o mais recente Barómetro de Saúde Oral da Ordem dos Médicos Dentistas (em PDF), de 2019. Os dados são alarmantes e refletem a necessidade urgente de trazer a saúde oral para as preocupações dos portugueses.

 

A lesão de cárie e a doença periodontal estão entre os problemas mais comuns e ambas são responsáveis pela perda de dentes.

 

O que são cáries

A cárie é uma doença causada pela ação de bactérias cariogénicas, que fazem parte da placa bacteriana que se acumula na superfície dentária. Estas bactérias são responsáveis pela produção de ácidos que provocam a desmineralização do dente.

 

A cavidade oral está constantemente sujeita a alterações de pH. Num estado de saúde, existe um equilíbrio entre a desmineralização do tecido dentário, que ocorre quando se assiste a uma diminuição de pH, e a remineralização, que ocorre quando o pH volta a aumentar. Porém, este equilíbrio pode-se perder. Quando tal acontece, a desmineralização prevalece e há desenvolvimento de uma lesão de cárie.

 

 

Outros fatores que provocam cáries

Apesar de a placa bacteriana ser o principal fator necessário para o desenvolvimento de uma lesão de cárie, não é suficiente. Outros fatores, como a dieta e o fluxo salivar, estão também implicados na sua origem.

 

Quando comemos alimentos cariogénicos como chocolates e doces, as bactérias vão utilizar e decompor os hidratos de carbono (açúcares) que existem nesses alimentos, resultando na formação de componentes ácidos que dissolvem os tecidos do dente e originam a lesão de cárie.

 

Muita atenção quando comer alimentos com açúcares: são particularmente mais perigosos se tiverem uma consistência pegajosa e retentiva, e se consumidos entre as refeições ou antes de dormir.

 

Porquê antes de dormir? O sono apresenta uma grande influência no desenvolvimento de lesões de cárie, uma vez que durante este período existe uma diminuição do fluxo salivar. Isto faz com que a ação protetora da saliva na neutralização dos ácidos produzidos pelas bactérias ou na remineralização do tecido dentário não seja tão eficaz. Por este motivo, durante o sono é favorecida a desmineralização.

 

Esta é uma das razões pelas quais lavar bem os dentes antes de dormir é tão importante para manter a saúde oral.

 

 

Como detetar e tratar uma cárie antes que seja tarde

A cárie começa no esmalte, a camada mais externa da coroa do dente, havendo o desenvolvimento de cavidades.

 

As cavidades pequenas não estão associadas a grande sintomatologia, podendo não causar dor nem sensibilidade dentária. Porém, se não forem tratadas, progridem para cavidades mais fundas e extensas, com maior grau de destruição dentária. Fica comprometida a camada mineral mais profunda, a dentina, e a sintomatologia instala-se, com relatos de aumento de sensibilidade e dor, particularmente a estímulos térmicos (frio e quente) ou alimentos doces.

 

Se o processo continuar e o tratamento restaurador não for realizado, a lesão de cárie pode atingir a polpa dentária, uma zona altamente vascularizada e enervada, que se encontra revestida pela dentina. O risco é maior e os sintomas também. Há dor intensa e espontânea e o tratamento já não poderá passar apenas pela restauração.

 

Nestas situações, o dente terá de ser submetido a um tratamento endodôntico, a chamada “desvitalização”.

 

O que significa desvitalizar um dente? É um tratamento que consiste na remoção do tecido pulpar, que é posteriormente substituído por um material inerte e compatível com os tecidos biológicos.

 

O passo seguinte é reabilitar a coroa do dente. O grau de destruição da coroa vai decidir a reabilitação:

 

  • restauração direta com resina composta, em consultório, feito apenas numa consulta
  • restauração indireta, quando existe maior destruição coronária, em que é confecionada uma peça em laboratório, posteriormente cimentada no dente. Por haver intervenção laboratorial é necessário um maior número de consultas.

 

Doença periodontal: o que é e o que fazer

A doença periodontal é um processo infecioso do periodonto, ou seja, dos tecidos de suporte e de inserção do dente – a gengiva, o ligamento periodontal e o osso alveolar.

 

A sua etiologia reside na acumulação de placa bacteriana, particularmente no espaço entre a gengiva e o dente – o sulco gengival.

 

Uma higiene oral deficitária é a causa não só da acumulação como também da mineralização desta placa bacteriana. O resultado é a formação de tártaro.

 

Ao contrário da placa bacteriana, que pode ser eliminada com uma correta escovagem e uso de fio dentário ou escovilhão, o tártaro apenas pode ser removido em consultório.

 

 

As doenças periodontais mais comuns

As doenças periodontais traduzem-se, de forma geral, em gengivite e em periodontite.

 

A gengivite é uma inflamação gengival, em que existe hemorragia espontânea ou após a escovagem. Devido à inflamação, as gengivas adquirem uma coloração mais avermelhada e um aspeto mais edemaciado.

 

Nesta fase, a doença está limitada às gengivas. Porém, se a gengivite persistir durante um extenso período em alguém mais susceptível, a doença pode evoluir para periodontite.

 

Ao contrário da gengivite, a periodontite é irreversível e não afeta apenas os tecidos periodontais mais superficiais. Com a infiltração mais profunda das bactérias, assiste-se a uma destruição dos restantes tecidos de suporte, resultando na formação de bolsas periodontais e na perda de inserção do dente.

 

Nesta fase, para além da inflamação, pode haver retração das gengivas, desenvolvimento de diastemas (alargamento dos espaços entre os dentes) e reabsorção do osso alveolar, que resulta no aumento da mobilidade dos dentes.

 

A consequência final desta doença é a perda de dentes, que, sem suporte e inserção, acabam por cair.

 

 

Como tratar a gengivite e a periodontite

O tratamento da gengivite passa pela destartarização e por uma correta higiene oral.

 

No que diz respeito à periodontite, apesar de não haver uma “cura” para a destruição dos tecidos, é possível controlar a doença e impedir que esta progrida. O tratamento é feito de forma sequencial, com várias fases e consultas.

 

De uma forma muito genérica, tratar a periodontite começa na sondagem e registo da profundidade das bolsas periodontais. É feita uma raspagem infragengival para remover o tártaro das superfícies dentárias e eliminar os depósitos bacterianos formados sobre as mesmas. Este tratamento é denominado alisamento radicular e é, na maioria das vezes, segmentado por quadrantes (a nossa boca divide-se em 4 quadrantes), dependendo do número de bolsas presentes e dentes afetados.

 

O tratamento não termina aqui. É importante ter consultas de manutenção periodontal para verificar o estado da doença, avaliar o nível de higiene oral e atuar atempadamente caso persistam ou se desenvolvam novas bolsas periodontais.

 

A destartarização é também bastante importante para eliminar o tártaro supragengival e permitir que se faça uma boa higiene oral, fator essencial para o sucesso do tratamento das doenças periodontais.

 

Como fazer a higiene oral

A melhor forma de prevenir estas patologias é garantir uma correta higienização da cavidade oral, com a adequada eliminação da placa bacteriana. Só assim será possível assegurar um estado pleno de saúde oral.

 

Para isso, é fundamental informar e capacitar as pessoas, motivando-as e ensinando-lhes as devidas técnicas de higiene oral:

 

 

1. Escove os dentes, pelo menos, 2 vezes por dia

Deve escovar os seus dentes de manhã e à noite, antes de se deitar.

A escovagem deve demorar, pelo menos, 2 minutos.

Use uma escova de dentes macia ou média e evite as escovas mais duras para não causar trauma nos dentes e nas gengivas.

 

 

2. Escove todas as faces de todos os dentes
Escove todas as faces de todos os dentes com movimentos circulares e de “vai-e-vem”. Deve fazer uma pressão suave, inclinando a escova num ângulo de cerca de 45º em relação ao dente, para permitir que as cerdas higienizem o sulco gengival, prevenindo a inflamação.

 

As faces oclusais (faces mastigatórias dos dentes posteriores) não devem ser esquecidas, especialmente pela maior predisposição ao desenvolvimento de lesões de cárie, pela presença de sulcos, fossas e fissuras.

 

 

3. Escove a língua

Na língua, acumulam-se bactérias responsáveis pela halitose, o mau hálito. Não se esqueça de escovar a língua quando lavar os dentes.

 

 

4. Escolha os melhores instrumentos de limpeza para si

Sobre as escovas elétricas, não me alongo muito. Digo apenas que as escovas manuais são igualmente eficazes, desde que usadas de forma correta.

 

As escovas elétricas podem ter alguns benefícios, particularmente para pessoas que fazem escovagens mais agressivas, uma vez que há modelos com controlador de pressão que emite uma luz ou um aviso sonoro para alertar o utilizador de que está a exercer demasiada força.

 

Lembre-se de trocar a sua escova de dentes ou a cabeça das escovas elétricas de 3 em 3 meses.

 

Escolha uma pasta de dentes fluoretada, uma vez que o flúor é benéfico na remineralização do tecido mineral do dente.

 

Use fio dentário antes da escovagem da noite. As cerdas das escovas de dentes não são eficazes na higienização dos espaços interproximais (espaços entre os dentes).

 

Como usar fio dentário:

 

  • corte uma medida de fio mais ou menos do comprimento do antebraço
  • enrole o fio nos dedos médios: no dedo médio de uma das mãos, enrola-se a maior parte do fio e, no dedo médio da outra mão enrola-se o restante, ficando apenas uma parte do fio disponível para utilizar
  • introduza o fio no espaço entre os dentes e, com os dedos indicadores e polegares, faça a forma de um “c” e movimentos semelhantes ao engraxar de um sapato, garantindo que o fio está em contacto com a superfície dentária
  • repita este processo em todos os espaços entre os dentes, introduzindo e removendo o fio com cuidado para não causar trauma na papila interdentária (a gengiva entre dois dentes).

 

 

5. Fio dentário ou escovilhão?

Se tiver espaços interproximais (entre os dentes) de maiores dimensões, deve usar os escovilhões para remover a placa bacteriana e restos alimentares de forma eficaz.

 

 

6. Quando usar um elixir/colutório

Em determinadas situações pode estar recomendado o uso de agentes antimicrobianos, sob a forma de colutório, nomeadamente em casos de doença periodontal. Porém, estes devem apenas ser utilizados mediante indicação médica.

 

 

7. Consulta de rotina a cada 6 meses

Lembre-se que prevenir é sempre melhor que remediar. Visite o seu Médico Dentista com regularidade, de 6 em 6 meses. Deste modo, será possível prevenir, detetar e tratar atempadamente qualquer alteração.

 

As consultas periódicas e uma higiene oral eficaz são os elementos-chave para ter um sorriso saudável.

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