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Com a subida acentuada das prestações nos últimos dois anos, muitas famílias portuguesas procuraram formas de aliviar o peso do crédito habitação. Uns tentam renegociar as condições com o banco. Outros optam por transferir o empréstimo para outra instituição.
Mas qual das soluções é, afinal, mais vantajosa?
Para ajudar quem está a ponderar este passo, falámos com Nuno Pimenta, fundador do projeto Finanças com Pimenta, que se dedica a tornar a literacia financeira mais acessível, prática e, como o nome indica, com o toque certo de tempero. Ao longo da conversa, ficou claro que o mais importante é mesmo perceber o contexto de cada família antes de tomar uma decisão.
A diferença entre renegociar e transferir pode parecer simples, mas tem implicações distintas.
“Renegociar é manter o crédito no banco atual, ajustando condições como o spread, o prazo ou o tipo de taxa de juro. Transferir, por outro lado, é mudar o crédito para outro banco, fazendo um novo contrato e liquidando o anterior”, explica Nuno.
Ambas as soluções podem ajudar a reduzir a prestação ou poupar no total do empréstimo. O segredo está em perceber quando e como usar cada uma.
Muitos consumidores ainda hesitam por acreditarem em ideias que, na prática, já não fazem sentido.
“Há quem ache que transferir crédito sai caro, mas hoje em dia há bancos que suportam os custos para facilitar o processo”, exemplifica. Também é comum pensar que só se pode renegociar em caso de dificuldades financeiras, o que é falso. “Vale sempre a pena averiguar as possibilidades. Até pequenas alterações no contrato podem fazer uma grande diferença a longo prazo.”
Nuno aponta dois momentos-chave: logo após o primeiro aniversário do contrato — altura em que é legalmente possível pedir alterações — e sempre que as prestações subam significativamente, seja por causa da Euribor ou de condições antigas pouco vantajosas.
“Até mudanças pequenas podem representar um alívio mensal real. Uma renegociação de spread de 1,4% para 0,9% pode baixar uma prestação de 750 para 680 euros.”
No caso da transferência, a análise deve ser ainda mais cuidada. Há custos a considerar, como comissões de amortização antecipada, escritura ou avaliação do imóvel, mas também oportunidades.
“Se houver um banco com uma campanha que assuma os custos ou ofereça melhores condições reais, pode compensar. O importante é analisar todas as variáveis: MTIC, spread, seguros, comissões, flexibilidade futura.”
A tentação de decidir apenas com base na prestação mensal mais baixa é grande, mas enganadora.
“Uma prestação mais baixa pode resultar num prazo maior, e isso encarece o custo total do crédito. É preciso olhar para o todo: quanto vai pagar no final, qual a liberdade que tem para amortizar, e até que ponto está a assumir mais risco.” explica Nuno.
A decisão, diz, deve começar por algumas perguntas simples: Quanto vou poupar por mês e no total? Os custos da mudança compensam? O novo crédito traz mais vantagens ou mais obrigações? E qual o meu plano para os próximos anos?
Comparar propostas e perceber qual a melhor opção nem sempre é tarefa simples. É possível — e recomendado — começar por falar com o banco para perceber que soluções existem e como ajustar o crédito à sua realidade. Mas se, depois disso, quiser analisar o mercado de forma mais abrangente ou entender melhor os números, há especialistas que podem ajudar a clarificar o processo.
É esse o caso do Finanças com Pimenta, que se dedica a tornar a literacia financeira mais acessível. “Nem toda a gente tem tempo ou vontade de mergulhar nos detalhes do crédito habitação. Por isso, criámos um serviço transparente e personalizado — sem tretas! — para ajudar quem precisa de um empurrão extra”, refere Nuno.
Aliás, os erros mais comuns acontecem precisamente por falta de informação. “Aceitar logo a primeira proposta, não comparar o MTIC, esquecer seguros e comissões… Tudo isso pode sair caro.”
Por isso, deixámos-lhe um pedido final: conselhos práticos para quem está a pensar avançar com uma destas opções. Nuno não hesita:
“Tudo começa com preparação, comparação e separação. Leve propostas concorrentes quando falar com o banco. Negocie os produtos associados (como os seguros) à parte. E, se for transferir, leia todas as condições com atenção. Só assim encontra a melhor solução para si.”
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