Edifício dos Leões - Espaço Santander

Esperamos pela sua visita no Espaço Santander.

Estamos de portas abertas a partir de 1 de julho. De terça-feira a domingo, das 12h00 às 18h00, esperamos pela sua visita na Rua do Ouro, 88, em Lisboa.

Em destaque: exposição temporária de Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos fala sobre a sua exposição “Lar Doce Lar”, contextualizando o conceito da exposição e a escolha das suas obras, que se encontram expostas em harmonia com os elementos clássicos da arquitetura do edifício, surpreendendo-nos ao longo da visita.

 

JOANA VASCONCELOS (1971) vive e trabalha em Lisboa. Expõe regularmente desde meados da década de 1990. O reconhecimento internacional do seu trabalho deu-se com a participação na 51.ª Bienal de Veneza, em 2005, com a obra A Noiva (2001-05). Foi a primeira mulher e a mais jovem artista a expor no Palácio de Versalhes, em 2012. Outros momentos relevantes da sua carreira incluem a individual no Museo Guggenheim Bilbao (2018); o projeto Trafaria Praia, para o Pavilhão de Portugal na 55.ª Bienal de Veneza (2013); a participação na coletiva The World Belongs to You, no Palazzo Grassi/François Pinault Foundation (2011); e a sua primeira retrospetiva, apresentada no Museu Coleção Berardo, em Lisboa (2010).

 

Quem melhor do que Joana Vasconcelos para nos fazer sentir em casa?

 

Entre naperons e chuveiros, de panelas a urinóis, até ao particular odor a naftalina, a obra da artista portuguesa invade um dos edifícios mais emblemáticos da baixa pombalina, a sede do Santander.

 

LAR DOCE LAR é uma exposição composta por peças que remetem diretamente para o contexto doméstico e familiar, reunindo desde obras icónicas como Cinderella (2007) ou Neoblanc (2004), até à célebre série Bordalo Pinheiro.

É no sóbrio cenário de simétricos mármores que a artista nos surpreende e nos faz sentir no conforto e segurança do nosso lar, recorrendo aos coloridos têxteis e objetos do nosso dia a dia, alternando assim entre o quotidiano cru e o universo esotérico. Cada uma das obras apresentadas pertence a uma divisão da casa, como o lustre Carmen (2001) que nos recebe no átrio do edifício, Brise (2001), um atraente sofá de rosas, ou ainda o duchampiano urinol Marcel Marcel (2017). Encontraremos até a Família Feliz (2006) que nela habita.

 

Mestre na arte das dicotomias, com LAR DOCE LAR, a artista explora fronteiras e aconchega-nos, num espaço onde habitualmente nos é pedida racionalidade e frieza. Ao apelar à nossa memória, intimidade e vida diária, Joana Vasconcelos desperta-nos de imediato para uma relação de empatia, visto lidarmos diariamente com estes objetos; no entanto, no contexto museológico, somos impedidos de nos aproximarmos ou de lhes tocar. Propõe-se uma viagem de memória que transcende o quotidiano, levando o público a mergulhar num mundo alternativo ao banal. O familiar vai tornar-se em algo novo.

 

Edifício dos Leões - Espaço Santander

O Santander abriu as portas da sua sede, convidando-o a conhecer este magnífico edifício da arquitetura portuguesa, revelando espaços que marcaram a história do banco e das pessoas que o vivenciaram.

 

Para além de visitar o interior da sede, poderá conhecer parte da coleção de arte do banco, encontrando alguns dos nomes mais expressivos da história da pintura portuguesa, que marcaram o início do século XX.

 

Venha conhecer este edifício, onde são revelados espaços dedicados à recriação atividade bancária da época, que constituem a memória desta instituição, num espaço cultural onde a arte e a história se cruzam.

Edifício

De origem pombalina, foi remodelado em 1905 pelo Banco Lisboa & Açores, quando esta instituição financeira decidiu passar a sua sede da Rua do Comércio, onde estava desde 1875, para um edifício imponente localizado na Rua do Ouro, 88.

 

O projeto foi entregue ao prestigiado arquiteto lisbonense da época, Ventura Terra, de formação parisiense. Foi inspirado nos edifícios monumentais das sedes dos grandes bancos que marcaram a Europa do século XIX, com o objetivo de dar uma visão imponente ao negócio e à instituição, contribuindo para a inovação da imagem arquitetónica de Lisboa.

 

Caracteriza-se pela construção racional e clara dos elementos arquitetónicos, visível na própria ordenação da fachada do edifício, de elevada qualidade e coerência rítmica. Inspirando-se numa decoração floral, destacam-se da fachada, os leões da autoria do escultor Jorge Pereira, simbolizando os defensores dos valores da instituição, pela forma como as garras seguram o nome do banco. O hall de entrada concebido como um espaço nobre, característico de uma arquitetura pública monumental, destinava-se ao atendimento dos clientes, num balcão que ocupou o seu grande vão.

 

No andar superior, uma enorme cúpula metálica envidraçada, abre o edifício a uma luminosidade especial. O equilíbrio de volumes e espaços consegue iludir o facto de, em cima da cúpula, existirem mais dois andares a todo o comprimento da fachada.

 

Em 1937, realizou-se uma remodelação do edifício, da autoria do arquiteto João Simões, aumentando um andar recolhido acima da cornija. Em 1949-50, é alargada a fachada a mais dois módulos, de vãos iguais aos anteriores, causando uma aparente assimetria da porta de entrada.

 

É, até hoje, um dos mais emblemáticos edifícios da baixa pombalina.

Autor

Miguel Ventura Terra nasceu em 1866, em Seixas, no distrito de Viana do Castelo e faleceu em Lisboa, em 1919.

 

Foi um dos maiores arquitetos portugueses do seu tempo, autor de vários monumentos que marcaram a história da arquitetura nacional no início do século XX. Os seus edifícios caracterizam-se por uma monumentalidade suave, com fachadas assimétricas e pela utilização de novos materiais, dos quais se destacam, a Assembleia da República (1903), a Maternidade Alfredo da Costa (1908), os Liceus Camões (1907) e Pedro Nunes (1909) e o Teatro Politeama (1912-1913), entre outros.

 

Premiado com várias medalhas de honra, alcançou quatro vezes o Prémio Valmor de Arquitetura (1903, 1906, 1909 e 1911) e uma Menção Honrosa (1913).

 

Apesar da morte prematura, a sua obra trouxe a Lisboa um sinal de progresso e de racionalidade que se prolonga até aos dias de hoje.

 

Banco

O Santander é um dos 10 maiores bancos mundiais, com presença em 10 países. Em Portugal, é o banco mais rentável do sistema financeiro nacional, distinguindo-se por uma forte cultura corporativa, que tem como missão contribuir para o desenvolvimento das pessoas e das empresas, de uma forma simples, próxima e justa.

 

Ao longo da história, foram realizadas fusões e aquisições de instituições financeiras de relevo, envolvendo o Banco Totta & Açores, o Crédito Predial Português e, mais recentemente, o Banif e o Banco Popular.

 

 

Banco Totta & Açores

A origem do Banco Totta & Açores remonta a 1843, com a criação da Casa Bancária Fortunato Chamiço Junior, na qual José Henriques Totta ingressou como paquete, aos 16 anos, tornando-se posteriormente sócio e sucessor do fundador, dando origem à Casa Bancária José Henriques Totta.

 

Em 1953, funde-se com o Banco Aliança do Porto, dando origem ao Banco Totta-Aliança.

 

Em 1969, dá-se a fusão do Banco Totta-Aliança com o Banco Lisboa & Açores é oficialmente criado o Banco Totta & Açores. Em 1970, é sediado neste emblemático edifício.

 

 

Crédito Predial Português

O Crédito Predial Português foi criado em 1864 através da Fundação da Companhia Geral do Crédito Predial Portuguez, com o propósito de financiar a agricultura, após a abolição dos morgadios e a extinção das ordens religiosas. Entre os seus primeiros governadores, encontramos destacados membros da política nacional da época.

 

Em 1962, passa a designar-se por “Crédito Predial Português”, com foco comercial no fomento à atividade imobiliária e, em 1992, é adquirido pelo Banco Totta & Açores, através de uma participação acionista maioritária.

 

 

Santander

A presença do Grupo Santander em Portugal remonta a 1988, através de uma participação minoritária no Banco de Comércio e Indústria (BCI), sobre o qual lança uma OPA, com sucesso, em 1993. No mesmo ano, é criado o Banco Santander de Negócios Portugal e, em 1998, o BCI muda a sua designação para Banco Santander Portugal.

 

Em abril de 2000, o Grupo Santander adquire o controlo do Banco Totta & Açores.

 

Em 2007, ocorre a integração numa única marca: Santander Totta, mantendo a sede neste edifício.

 

Em dezembro de 2015, o Santander Totta adquire parte dos ativos e passivos do Banif, alargando a sua presença na Madeira e nos Açores.

 

A 27 de dezembro de 2017, é concluído o processo de compra do Banco Popular Portugal pelo Banco Santander Totta, tornando-o no maior banco privado, por ativos e crédito.

 

Atualmente, apresenta os maiores resultados líquidos, sendo o banco mais sólido do sistema financeiro português.

 

Informações

Para marcação de visitas de grupo ou para outras informações, contacte-nos através do e-mail edificiodosleoes@santander.pt ou pelo telefone 210 526 135.

 

Horário e preçário

De terça-feira a  domingo: 12h00 - 18h00

Encerra aos feriados.

Bilhete normal 8,00€
Bilhete Jovem
(+12 e/ou com Cartão Jovem ou cartão de estudante)
4,00€

Bilhete Crianças

(até aos 12 anos)

0,00€
Bilhete Sénior
(+65 anos)
4,00€
Bilhete Mobilidade Reduzida 4,00€
Bilhete Pack Família
(2 adultos + 1 ou mais crianças até aos 12 anos: 50% desconto no bilhete de um dos adultos)
4,00€ + 8,00€