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Da taxa de juro ao prazo de reembolso, há muitos fatores a considerar antes de dar o grande passo. Para ajudá-lo neste processo, o Salto dá-lhe algumas dicas.
Para escolher o crédito habitação com as condições ideais para a sua situação, olhe atentamente para os seguintes elementos:
Este é um dos fatores mais importantes a analisar. O crédito habitação é um compromisso de longo prazo, logo, antes de avançar, pense: será que vou conseguir fazer face aos meus compromissos financeiros caso algum imprevisto aconteça?
Por isso, é importante conhecer bem a sua taxa de esforço. Ou seja, o peso das prestações dos créditos, e outras despesas fixas, no rendimento mensal de uma família. Idealmente, não deve ultrapassar cerca de 35%, valor frequentemente apontado como referência prudente. Note-se que o Banco de Portugal usa, na concessão de crédito, um indicador próprio — o rácio DSTI, calculado com um cenário de agravamento da taxa de juro — cujo limite máximo recomendado é atualmente de 50%, com exceções pontuais. Não confunda este limite regulamentar com a taxa de esforço simples.
Mas existe uma alteração regulatória em curso (sem entrada em vigor, para já, confirmada): O Banco de Portugal anunciou em maio de 2026 a intenção de reduzir o limite máximo do DSTI de 50% para 45%, no âmbito da revisão da Recomendação Macroprudencial, com entrada em vigor apontada para 1 de agosto de 2026.
Está diante de outro elemento que deve pesar no processo de tomada de decisão, porque vai influenciar a sua vida financeira nas próximas décadas. Há dois cenários possíveis:
Importa lembrar que o Banco de Portugal estabelece prazos máximos recomendados consoante a idade. Por exemplo, se tem até 30 anos, o prazo do financiamento pode ir até 40 anos, entre os 30 e os 35 anos, o máximo recomendado desce para 37 anos; e acima dos 35 anos, o máximo recomendado é de 35 anos.
O spread é uma margem definida pelo banco e é uma das componentes da taxa de juro, especialmente nos contratos com taxa variável. É somado à Euribor para determinar a taxa final que será aplicada ao crédito.
Este valor pode variar consoante o perfil do cliente, o montante do empréstimo, o valor do imóvel e se aceita ou não contratar outros produtos com o banco, como seguros ou cartões.
Embora um spread mais baixo possa parecer vantajoso, não deve ser analisado isoladamente. O mais importante é perceber como influencia a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG), que reflete o custo real do crédito - e se a contratação de produtos adicionais compensa no final das contas.
Um dos momentos mais importantes é decidir que tipo de taxa de juro quer no contrato. Cada uma tem vantagens e desvantagens, o truque está em perceber qual encaixa melhor no seu estilo de vida e perfil financeiro:
Quando chegar o momento de comparar propostas de crédito, o mais importante é olhar para os dois indicadores seguintes, que refletem o custo total do empréstimo e não apenas para a prestação mensal ou para a taxa de juro isolada:
Quanto mais baixos forem a TAEG e o MTIC, menor será o custo do seu crédito habitação. É com base nestes valores que deve comparar propostas com o mesmo montante e prazo.
O reembolso no crédito habitação é o valor que devolve ao banco todos os meses pelo empréstimo que lhe foi concedido. Existem diferentes modalidades de reembolso.
Ao subscrever um crédito habitação, a instituição bancária irá, por regra, pedir-lhe dois seguros: seguro de vida e seguro multirriscos. O primeiro visa garantir que o banco recebe o dinheiro do imóvel em caso de invalidez ou morte do mutuário.
O segundo protege a casa dos danos que possa sofrer. Esse seguro inclui, normalmente, o risco de incêndio (obrigatória por lei nos imóveis em regime de propriedade horizontal e habitualmente exigida pelo banco nos restantes casos) e outras coberturas consideradas relevantes para preservar a integridade do imóvel.
Não é obrigatório contratar os seguros no mesmo banco em que subscreve o crédito habitação. No entanto, a instituição financeira pode conceder vantagens caso o faça.
Quando estiver à procura do melhor crédito habitação, esteja pronto para negociar. Para isso, é importante estar bem informado.
É normal que lhe proponham contratar outros produtos financeiros, tais como seguros, cartões de crédito ou uma conta-ordenado, para descer o spread base para um valor bonificado. Ou seja, melhor.
Por exemplo: o banco diz-lhe que se contratar o seguro de vida, consegue baixar o spread e reduzir a prestação mensal de 500 para 470 euros. Terá de verificar se, contratando o mesmo produto noutra entidade, ficará com uma fatura total maior ou menor.
Para saber se contratar outros produtos compensa, terá de fazer diferentes simulações.
1. Comece por pedir simulações. Peça propostas a várias instituições com o mesmo montante e prazo. Vai precisar de indicar rendimentos, encargos mensais e valor do imóvel. As simulações não são definitivas, mas são essenciais para comparar e negociar.
2. Analise a FINE com atenção. A Ficha de Informação Normalizada Europeia apresenta todos os detalhes do crédito: TAEG, MTIC, TAN, prestações, comissões e produtos associados. Deve recebê-la no momento da simulação e antes da aprovação do crédito. A lei prevê ainda um período mínimo de reflexão de sete dias a contar da entrega da FINE, durante o qual o contrato não pode ser celebrado, para que possa ponderar a proposta ou comparar alternativas. A proposta mantém-se válida, no mínimo, 30 dias.
3. Compare o custo total do crédito. Foque-se na TAEG, que mostra o custo anual do crédito (juros, comissões, seguros e outros encargos), e no MTIC, que indica quanto irá pagar no total até ao fim do contrato. Quanto mais baixos forem estes valores, mais barato será o crédito.
Analisados todos os custos e condições, está pronto para escolher o melhor crédito habitação, no caso, o que melhor responde às suas necessidades e realidade.
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