como diversificar a carteira de investimentos

finanças

Dicas para diversificar o risco da sua carteira de investimentos

14 mai 2021 | 3 min de leitura
Tipos de diversificação de risco e como são essenciais para uma estratégia de investimento de sucesso.

Ditam as leis da prudência nos investimentos que devemos diversificar os riscos que corremos. A célebre ideia de “não colocar os ovos todos no mesmo cesto” assume uma maior importância em momentos de incerteza como os que atravessamos. Para o ajudar, deixamos neste artigo algumas dicas para diversificar a sua carteira de investimentos.

 

Antes de começar…

 

Antes de passarmos para quatro tipos de diversificação, deixamos o alerta de que a diversificação é um fator essencial de qualquer estratégia de investimento. Assim, sugerimos que veja antes como montar a sua estratégia de investimento para aumentar a probabilidade de ter o sucesso que deseja.

 

Diversificação do risco específico

O risco específico é o risco que está associado a um determinado ativo. Ao investir numa ação de determinada empresa fica sujeito aos riscos associados à atividade e ao setor específico daquela empresa. Será que a estratégia foi bem desenhada? Será que a empresa é bem gerida? Ou será que a estrutura financeira da empresa é equilibrada?

 

Dica: Para eliminar o risco específico poderá escolher investir em vários ativos ao mesmo tempo. Diz a teoria que bastarão 10 a 12 ativos diferentes para eliminar o risco específico. Uma forma de o fazer passa pelo investimento através de um fundo de investimento.

 

Diversificação geográfica

Um segundo nível de diversificação consiste na diversificação da geografia onde a empresa está cotada e onde opera. Ao investir numa ação de uma empresa portuguesa, para além do risco específico, está a assumir um risco associado a Portugal. Falamos, por exemplo, do impacto económico e financeiro na empresa da evolução da economia portuguesa, de alterações da legislação ou da perceção do risco país.

 

Dica: Para diversificar o risco geográfico poderá optar por investir em ativos cotados em diversos mercados. Os fundos de investimento permitem também esta diversificação, devendo analisar o âmbito geográfico no prospeto ou nas informações fundamentais ao investidor.

 

Diversificação por classe de ativos

O terceiro nível de diversificação consiste na classe de ativos onde investimos. Como sabemos, podemos investir em diversos ativos, sejam ações, obrigações, moeda, matérias-primas, imobiliário, etc. Se investimos apenas em ações estamos a centrar o risco numa classe de ativos que é, tipicamente, mais volátil/arriscada. Se investirmos em obrigações centramos o nosso risco numa classe de ativos tendencialmente mais estável e com um perfil de rendimentos periódicos. Cada classe de ativos tem o seu risco e as suas características.

 

Dica: Para diversificar por classe de ativos deverá escolher investir em pelo menos duas classes de ativos como sendo ações e obrigações. O investimento direto em obrigações exige um maior nível de investimento, pelo que os fundos de investimento mistos podem ser uma boa solução, com o atrativo de que a gestão profissional permite uma gestão dinâmica da ponderação de cada classe de ativos na carteira. Esta gestão dinâmica vai tornar possível aproveitar as potencialidades de cada classe de ativos nas várias fases do ciclo económico.

 

Diversificação temporal

A diversificação temporal consiste em aplicar o seu dinheiro em diferentes alturas do ano, algo que é facilitado pelos programas de entregas programadas para determinada aplicação financeira. Com estas entregas faz com que não invista todo o seu património em alturas de pico de mercado, alisando o preço de compra. A primeira entrega até pode coincidir com o pico, mas as restantes ocorrerão noutros pontos. Como a tendência de longo prazo é de valorização, aumentará a probabilidade de ter uma boa experiência.

 

Dica: Escolha uma ou mais aplicações financeiras e defina um programa de entregas programadas, que lhe permitirá uma maior disciplina de investimento e a diversificação temporal.

 

A diversificação de riscos é um fator importante na carteira de investimentos de longo prazo. Uma boa diversificação permite mitigar riscos e combinar as potencialidades de cada classe de ativos. Se recorrer a gestão profissional, poderá ainda ter acesso a carteiras diversificadas, com gestão ativa de riscos.



 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

Ditam as leis da prudência nos investimentos que devemos diversificar os riscos que corremos. A célebre ideia de “não colocar os ovos todos no mesmo cesto” assume uma maior importância em momentos de incerteza como os que atravessamos. Para o ajudar, deixamos neste artigo algumas dicas para diversificar a sua carteira de investimentos.

 

Antes de começar…

 

Antes de passarmos para quatro tipos de diversificação, deixamos o alerta de que a diversificação é um fator essencial de qualquer estratégia de investimento. Assim, sugerimos que veja antes como montar a sua estratégia de investimento para aumentar a probabilidade de ter o sucesso que deseja.

 

Diversificação do risco específico

O risco específico é o risco que está associado a um determinado ativo. Ao investir numa ação de determinada empresa fica sujeito aos riscos associados à atividade e ao setor específico daquela empresa. Será que a estratégia foi bem desenhada? Será que a empresa é bem gerida? Ou será que a estrutura financeira da empresa é equilibrada?

 

Dica: Para eliminar o risco específico poderá escolher investir em vários ativos ao mesmo tempo. Diz a teoria que bastarão 10 a 12 ativos diferentes para eliminar o risco específico. Uma forma de o fazer passa pelo investimento através de um fundo de investimento.

 

Diversificação geográfica

Um segundo nível de diversificação consiste na diversificação da geografia onde a empresa está cotada e onde opera. Ao investir numa ação de uma empresa portuguesa, para além do risco específico, está a assumir um risco associado a Portugal. Falamos, por exemplo, do impacto económico e financeiro na empresa da evolução da economia portuguesa, de alterações da legislação ou da perceção do risco país.

 

Dica: Para diversificar o risco geográfico poderá optar por investir em ativos cotados em diversos mercados. Os fundos de investimento permitem também esta diversificação, devendo analisar o âmbito geográfico no prospeto ou nas informações fundamentais ao investidor.

 

Diversificação por classe de ativos

O terceiro nível de diversificação consiste na classe de ativos onde investimos. Como sabemos, podemos investir em diversos ativos, sejam ações, obrigações, moeda, matérias-primas, imobiliário, etc. Se investimos apenas em ações estamos a centrar o risco numa classe de ativos que é, tipicamente, mais volátil/arriscada. Se investirmos em obrigações centramos o nosso risco numa classe de ativos tendencialmente mais estável e com um perfil de rendimentos periódicos. Cada classe de ativos tem o seu risco e as suas características.

 

Dica: Para diversificar por classe de ativos deverá escolher investir em pelo menos duas classes de ativos como sendo ações e obrigações. O investimento direto em obrigações exige um maior nível de investimento, pelo que os fundos de investimento mistos podem ser uma boa solução, com o atrativo de que a gestão profissional permite uma gestão dinâmica da ponderação de cada classe de ativos na carteira. Esta gestão dinâmica vai tornar possível aproveitar as potencialidades de cada classe de ativos nas várias fases do ciclo económico.

 

Diversificação temporal

A diversificação temporal consiste em aplicar o seu dinheiro em diferentes alturas do ano, algo que é facilitado pelos programas de entregas programadas para determinada aplicação financeira. Com estas entregas faz com que não invista todo o seu património em alturas de pico de mercado, alisando o preço de compra. A primeira entrega até pode coincidir com o pico, mas as restantes ocorrerão noutros pontos. Como a tendência de longo prazo é de valorização, aumentará a probabilidade de ter uma boa experiência.

 

Dica: Escolha uma ou mais aplicações financeiras e defina um programa de entregas programadas, que lhe permitirá uma maior disciplina de investimento e a diversificação temporal.

 

A diversificação de riscos é um fator importante na carteira de investimentos de longo prazo. Uma boa diversificação permite mitigar riscos e combinar as potencialidades de cada classe de ativos. Se recorrer a gestão profissional, poderá ainda ter acesso a carteiras diversificadas, com gestão ativa de riscos.



 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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