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Curso online de Organização dos Mercados

Conheça a organização dos mercados financeiros e os seus principais mecanismos.
Mulher consulta no computador Curso Online de Organização dos Mercados

Enquadramento geral

A formação Organização dos Mercados tem como objetivo fornecer uma compreensão estruturada e progressiva do funcionamento dos mercados financeiros, com especial enfoque nos mercados de valores mobiliários.

 

O curso aborda os diferentes tipos de mercados, a sua organização, os instrumentos negociados, os intervenientes, os mecanismos de negociação e o ciclo completo de uma transação financeira, incluindo os eventos societários.

 

Ao concluir esta formação, os participantes estarão aptos a compreender a estrutura e o funcionamento dos mercados financeiros, interpretar os mecanismos de negociação e avaliar o impacto das decisões de investimento num enquadramento regulado e transparente.

ONeBroker Santander

Uma ferramenta digital para acompanhar os mercados financeiros e negociar os seus investimentos, através do NetBanco ou da App Santander.

Conteúdos do curso:

  • Módulo 1 – Mercados de valores mobiliários

    Os mercados de valores mobiliários são, essencialmente, o ponto de encontro entre quem pretende investir e quem necessita de financiamento. É nestes mercados que empresas e Estados emitem ações e obrigações, captando poupanças que permitem financiar projetos, atividade económica e dívida pública.

     

    Mercado à vista
    No mercado à vista, as transações são liquidadas num curto espaço de tempo, normalmente até dois dias úteis após a execução da ordem. Trata-se do segmento onde se negoceiam ações, ETFs e a maioria das obrigações. A sua principal característica é a flexibilidade, permitindo aos investidores entrar e sair das suas posições com relativa facilidade.

     

    Mercado a prazo
    No mercado a prazo, a liquidação ocorre numa data futura previamente definida no contrato. As condições da transação — como o preço e a quantidade — são acordadas no momento da negociação. Estes mercados são particularmente relevantes para a gestão de risco e cobertura, permitindo fixar hoje preços para entrega futura. Incluem instrumentos como contratos a termo, futuros e outros derivados.

  • Módulo 2 – Organização dos mercados quanto à localização

    Atualmente, os instrumentos financeiros podem ser negociados em diferentes estruturas de mercado, cada uma com regras, níveis de transparência e modelos de funcionamento distintos.

     

    Mercados regulamentados

    Os mercados regulamentados, como por exemplo a Euronext ou a Nasdaq, são os mais estruturados. Funcionam com base num livro de ordens centralizado, regras claras de negociação e elevados níveis de transparência e proteção ao investidor.

     

    Sistemas Multilaterais de Negociação (MTF)

    Os MTF funcionam de forma semelhante aos mercados regulamentados, mas são geridos por entidades privadas. Exemplos incluem plataformas como o BATS ou o Turquoise. Oferecem maior flexibilidade operacional, mantendo mecanismos de negociação organizados.

     

    Sistemas de Negociação Organizada (OTF)

    Os OTF são utilizados sobretudo para a negociação de obrigações e derivados. Não dispõem de um livro de ordens central e permitem maior discricionariedade na escolha da contraparte, sendo menos padronizados do que os mercados regulamentados.

     

    Internalizadores sistemáticos

    Os internalizadores sistemáticos não são mercados propriamente ditos, mas intermediários financeiros que executam ordens dos clientes internamente. Oferecem rapidez de execução e, muitas vezes, preços competitivos, embora sem um livro de ordens público.

     

    Mercado OTC

    No mercado de balcão, ou OTC (Over-the-Counter), a negociação é totalmente bilateral entre as partes. É muito utilizado em obrigações, derivados e câmbios, apresentando menor transparência e regras menos uniformes.

  • Módulo 3 – Valores mobiliários e escala de risco

    Os investidores privados participam sobretudo no mercado de capitais, realizando transações frequentes, geralmente com volumes mais reduzidos. Neste mercado encontram-se instrumentos como ações, obrigações, ETFs, direitos e alguns produtos estruturados.

     

    Numa perspetiva de risco, o mercado monetário situa-se no extremo mais conservador, composto por instrumentos de curto prazo e baixa volatilidade, utilizados essencialmente para gestão de liquidez.

     

    No mercado de capitais concentra-se a maior parte da atividade dos investidores de retalho, incluindo obrigações com risco moderado, ações, ETFs com diferentes perfis de risco, bem como warrants e certificados, que apresentam um nível de risco mais elevado.

     

    No topo da escala de risco encontram-se os derivados, instrumentos que amplificam os movimentos do mercado e exigem maior conhecimento técnico por parte do investidor.

  • Módulo 4 - Mercados quanto à natureza da transação

    Mercado primário
    O mercado primário corresponde à fase em que os instrumentos financeiros são oferecidos pela primeira vez aos investidores. É neste momento que empresas e Estados emitem ações ou obrigações para captar financiamento. As condições da emissão — como preço, prazo ou cupão — são definidas previamente e não resultam da negociação entre investidores.

     

    Mercado secundário
    Após a emissão, os títulos passam a ser negociados no mercado secundário. Neste mercado, os investidores compram e vendem entre si instrumentos já emitidos. Os preços são determinados pela oferta e pela procura, sendo este mercado fundamental para garantir liquidez e permitir ao investidor entrar ou sair das suas posições.

  • Módulo 5 – Mercado primário: organização das operações

    As entidades públicas e privadas podem emitir instrumentos financeiros desde que cumpram o enquadramento legal e regulamentar aplicável. O funcionamento do mercado primário assenta num processo estruturado, que se desenvolve em três etapas essenciais: organização da operação, registo da emissão e colocação junto dos investidores.

     

    Organização da operação

    A primeira fase consiste na definição da estratégia de financiamento por parte do emitente. Nesta etapa, a entidade decide de que forma pretende captar recursos, podendo optar, por exemplo, por um aumento de capital ou por uma emissão de obrigações.

     

    O emitente seleciona também um ou mais intermediários financeiros que irão estruturar a operação, apoiar na definição das características da emissão e coordenar todo o processo junto do mercado. Esta fase é determinante para o sucesso da operação, uma vez que envolve decisões sobre montante, prazo, preço, perfil de investidores e enquadramento de risco.

     

    Registo da emissão

    Após a estruturação da operação, segue-se o registo da emissão. O emitente e o intermediário financeiro preparam o prospeto informativo, documento que descreve de forma detalhada as características do instrumento financeiro, os riscos associados e a situação económica e financeira do emitente.

     

    Este prospeto tem de ser submetido à autoridade reguladora competente para aprovação. O registo da emissão garante que a informação disponibilizada ao mercado é completa, transparente e fiável, protegendo os investidores e assegurando a integridade do mercado.

     

    Colocação da emissão

    A última etapa do processo é a colocação dos títulos junto dos investidores. Esta colocação pode assumir duas modalidades principais: direta ou indireta, consoante o grau de envolvimento do emitente e o risco assumido pelos intermediários financeiros.

     

    Colocação direta

    Na colocação direta, é o próprio emitente que apresenta a emissão aos investidores. Este processo pode ser conduzido exclusivamente pelo emitente ou com o apoio de intermediários financeiros, que atuam como agentes de colocação.

     

    Os intermediários podem ou não assumir uma garantia total ou parcial da colocação. Quando existe garantia, o intermediário compromete-se a subscrever os títulos que não forem colocados junto dos investidores. Quando não existe garantia, o risco de não colocação permanece maioritariamente do lado do emitente.

     

    Nesta modalidade, o emitente mantém um papel ativo na comunicação com o mercado e na definição da estratégia de colocação, estando mais exposto ao risco associado ao sucesso da emissão.

     

    Colocação indireta

    Na colocação indireta, numa primeira fase, a totalidade ou parte da emissão é subscrita pelos intermediários financeiros. Estes passam a assumir a responsabilidade pela distribuição dos títulos junto dos investidores finais.

     

    As condições da emissão — como prazos, preços, montantes e forma de pagamento — são definidas previamente entre o emitente e os intermediários financeiros. A partir desse momento, o risco de colocação transfere-se, em grande medida, para os intermediários, que assumem também um papel mais ativo na gestão e comercialização da emissão.

     

    A diferença essencial entre as duas modalidades reside no grau de envolvimento do emitente e no risco assumido: na colocação direta, o emitente mantém um papel central junto dos investidores; na colocação indireta, os intermediários financeiros assumem essa responsabilidade e, frequentemente, também o risco associado à operação.

  • Módulo 6 – Mercados secundários

    No mercado secundário, os investidores compram e vendem instrumentos financeiros que já foram emitidos no mercado primário. É neste mercado que se forma o preço dos títulos através da interação entre oferta e procura e onde se garante a liquidez necessária para que os investidores possam entrar ou sair das suas posições.
    Existem três grandes tipos de mercados secundários, cada um com características próprias em termos de risco, transparência e funcionamento.

     

    Mercados regulamentados

    Os mercados regulamentados correspondem às bolsas de valores tradicionais. Funcionam segundo regras claras e padronizadas, assegurando elevados níveis de transparência e proteção ao investidor. Dispõem de uma contraparte central que garante a compensação e a liquidação das operações, reduzindo o risco de incumprimento.

     

    As sessões de negociação decorrem diariamente e existem mecanismos específicos para operações de maior dimensão ou natureza especial, como ofertas públicas de aquisição (OPA). Estes mercados oferecem, em regra, maior liquidez e visibilidade dos preços.

     

    Mercado de derivados

    O mercado de derivados inclui instrumentos cujo valor depende do preço de outros ativos subjacentes, como ações, obrigações, moedas, taxas de juro ou índices. Estes instrumentos permitem estratégias de cobertura, arbitragem ou especulação, mas apresentam maior complexidade e risco.

     

    A negociação de derivados exige um maior conhecimento técnico por parte dos investidores, uma vez que pequenas variações no ativo subjacente podem provocar impactos significativos no valor do instrumento.

     

    Mercado de Balcão ou Fora de Bolsa (OTC)

    No mercado de balcão, ou OTC, as transações são realizadas diretamente entre duas partes, sem recurso a um mercado organizado. Este tipo de negociação é comum em obrigações, derivados e operações cambiais.

     

    O mercado OTC caracteriza-se por menor transparência e menor grau de regulação, não existindo garantia de liquidez. As condições das transações são negociadas bilateralmente, o que pode resultar em preços e níveis de risco distintos entre operações semelhantes.

     

    Estes três tipos de mercados coexistem no sistema financeiro e oferecem diferentes combinações de risco, liquidez e transparência. A escolha do mercado onde negociar depende do tipo de instrumento financeiro e dos objetivos e perfil de risco do investidor.

  • Módulo 7 – Funcionamento do mercado secundário

    O funcionamento eficiente do mercado secundário depende da atuação coordenada de diferentes intervenientes, que asseguram liquidez, transparência e eficiência na negociação dos instrumentos financeiros. Entre estes intervenientes destacam-se os brokers, os dealers e os market makers.

     

    Corretores ou brokers

    Os brokers são intermediários financeiros que atuam por conta dos seus clientes. A sua principal função consiste em receber, transmitir e executar ordens de compra e venda nos mercados, de acordo com as instruções dadas pelo investidor.

     

    Os brokers não negoceiam por conta própria nem assumem risco de mercado. Limitam-se a executar as ordens nos melhores termos possíveis, assegurando o acesso dos investidores aos diferentes locais de negociação.

     

    Dealers

    Os dealers são participantes ativos do mercado que negociam por conta própria. Compram e vendem instrumentos financeiros utilizando o seu próprio balanço, assumindo diretamente o risco associado às variações de preço.

     

    Ao contrário dos brokers, os dealers procuram obter ganhos com a diferença entre preços de compra e de venda, contribuindo também para a liquidez do mercado, especialmente em instrumentos menos negociados.

     

    Dinamizadores de bercado (market makers)

    Os market makers, ou dinamizadores de mercado, têm como função principal garantir liquidez contínua. Para isso, mantêm de forma permanente preços de compra e de venda disponíveis para determinados instrumentos financeiros.

     

    A sua atuação contribui para a redução dos spreads, para a estabilidade da negociação e para a eficiência na formação de preços. Em mercados organizados, a presença de market makers é fundamental para assegurar que os investidores conseguem negociar mesmo em períodos de menor atividade.Em conjunto, brokers, dealers e market makers desempenham papéis complementares, garantindo que o mercado secundário funciona de forma organizada, líquida e eficiente.

  • Módulo 8 – Negociação nas bolsas de valores

    Nos mercados organizados, a formação de preços e a execução das ordens assentam em dois mecanismos fundamentais: a transação contínua e os leilões. Cada um destes mecanismos desempenha um papel específico ao longo da sessão de negociação e contribui para a eficiência e transparência do mercado.

     

    Transação contínua

    Na transação contínua, o mercado funciona de forma permanente durante a sessão de negociação. As ordens de compra e de venda são comparadas em tempo real e, sempre que existe compatibilidade de preços, a transação é executada de imediato.

     

    Os preços variam continuamente ao longo do dia, refletindo cada nova ordem introduzida no mercado. Este mecanismo assegura rapidez de execução e permite que os investidores acompanhem a evolução dos preços em tempo real, sendo particularmente adequado para instrumentos com elevada liquidez.

     

    Leilões

    Nos leilões, o processo de negociação é diferente. Durante um determinado período, as ordens são acumuladas sem que ocorram transações imediatas. No final desse período, é determinado um único preço que maximiza o volume negociado e equilibra a oferta e a procura.

     

    Este mecanismo é utilizado, sobretudo, na abertura e no fecho das sessões de bolsa, bem como em situações específicas que exigem concentração de liquidez. Os leilões concentram uma parte significativa do volume diário e contribuem para uma formação de preços mais estável e representativa.Em conjunto, a transação contínua e os leilões asseguram um funcionamento equilibrado do mercado, combinando liquidez, eficiência e transparência na negociação dos instrumentos financeiros.

  • Módulo 9 – Formação de preços e execução de ordens

    A negociação nos mercados organizados assenta em mecanismos que asseguram transparência, prioridade e correta formação de preços. Entre estes mecanismos destacam-se o livro de ordens, o sistema de compatibilidade e o tick size.

     

    Livro de ordens

    Para que uma transação seja realizada, é necessário que uma ordem de compra encontre uma ordem de venda ao mesmo preço. Todas as ordens introduzidas no mercado ficam registadas no livro de ordens, que apresenta, em permanência, os melhores preços de compra e de venda disponíveis.

     

    A primeira linha do livro de ordens mostra a melhor oferta de compra e a melhor oferta de venda. É a partir deste ponto que se forma o preço de mercado, refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e procura.

     

    Sistema de compatibilidade

    O sistema de compatibilidade da bolsa funciona de forma automática e assegura a execução das ordens de acordo com regras pré-definidas. Este sistema identifica ordens compatíveis, estabelece prioridades quando existem ordens ao mesmo preço — normalmente com base no tempo de entrada — e permite execuções parciais.

     

    Adicionalmente, o sistema suporta diferentes tipos de ordens, incluindo ordens condicionadas, como ordens stop, garantindo flexibilidade e eficiência na execução das estratégias dos investidores.

     

    Tick size

    O tick size corresponde à menor variação possível no preço de um instrumento financeiro. Este valor depende do tipo de ativo e do seu nível de liquidez.

     

    Nas ações mais líquidas, o tick size pode corresponder a variações muito reduzidas, como milésimos de euro. Noutras ações, a variação mínima é frequentemente de um cêntimo. No caso das obrigações, o tick size é geralmente expresso em percentagem, sendo comum uma variação mínima de 0,01%.

     

    O livro de ordens, o sistema de compatibilidade e o tick size, em conjunto, asseguram que a negociação decorre de forma organizada, transparente e eficiente, contribuindo para uma correta formação de preços no mercado secundário.

  • Módulo 10 – Ciclo de liquidação

    Após a negociação no mercado secundário, a transação não fica imediatamente concluída. Entra num processo técnico conhecido como ciclo de liquidação, que assegura a correta transferência dos títulos e do respetivo pagamento entre comprador e vendedor.

     

    A primeira fase é a compensação, que corresponde ao período entre o acordo de compra e venda e a liquidação final. Nesta fase são preparados os dois movimentos essenciais da operação: a transferência do título e o pagamento do valor financeiro.

     

    Segue-se a liquidação, momento em que a transação é concluída. O comprador recebe os títulos adquiridos e o vendedor recebe o montante financeiro correspondente. Nos mercados europeus, este processo ocorre tipicamente em T+2, ou seja, dois dias úteis após a negociação.

     

    Por fim, a custódia assegura o registo e a guarda dos títulos junto do intermediário financeiro, bem como o processamento dos direitos associados, como o pagamento de dividendos, juros e outros eventos societários.

  • Módulo 11 – Eventos societários

    As empresas cotadas podem estar sujeitas a diversos eventos societários que afetam a sua estrutura financeira, o número de ações em circulação, os direitos dos acionistas e o valor do investimento. Sem pretender apresentar uma lista exaustiva, este módulo descreve os principais eventos societários, explicando o seu funcionamento e impacto para o investidor.

     

    Aumentos de capital

    Um aumento de capital ocorre quando a empresa emite novas ações com o objetivo de reforçar recursos financeiros, financiar projetos ou melhorar a estrutura de capital. Pode ser realizado com direitos de subscrição, dando prioridade aos acionistas existentes, ou sem direitos, situação que pode originar diluição da participação dos atuais acionistas.

     

    Direitos de subscrição

    Os direitos de subscrição conferem aos acionistas a prioridade na aquisição de novas ações emitidas num aumento de capital, normalmente a um preço inferior ao de mercado. Estes direitos podem ser exercidos, vendidos ou deixados caducar. O seu exercício permite evitar a diluição da participação; a não utilização pode reduzi-la.

     

    Reduções de capital

    As reduções de capital podem ter várias finalidades, como compensar prejuízos acumulados, devolver capital aos acionistas ou reorganizar o balanço da empresa.

     

    Podem implicar a redução do número de ações ou do seu valor nominal, sem significar necessariamente uma perda económica para o investidor.

     

    Distribuição de dividendos

    A distribuição de dividendos corresponde à remuneração dos acionistas através dos resultados da empresa. Podem existir dividendos regulares ou dividendos extraordinários, associados a resultados excecionais ou excesso de liquidez. O pagamento de dividendos tem impacto no preço da ação na data ex-dividendo.

     

    Programas de recompra de ações (buybacks)

    Nos programas de recompra de ações, a empresa adquire as suas próprias ações no mercado. Estas operações podem reduzir o número de ações em circulação, apoiar a cotação e melhorar indicadores financeiros como o lucro por ação.

     

    Divisão e agrupamento de ações

    A divisão de ações (stock split) aumenta o número de ações em circulação e reduz o preço unitário, tornando os títulos mais acessíveis. O agrupamento de ações (reverse split) reduz o número de ações e aumenta o respetivo preço unitário. Em ambos os casos, a participação percentual do acionista mantém-se inalterada.

     

    Fusões

    As fusões envolvem a integração de duas ou mais empresas numa única entidade. Podem resultar na emissão de novas ações e alterar o setor de atividade, a dimensão da empresa e a política de dividendos, com impacto direto na carteira do investidor.

     

    Aquisições

    Numa aquisição, uma empresa compra outra, podendo o pagamento ser feito em dinheiro, ações ou uma combinação de ambos. As aquisições podem alterar o perfil de risco da empresa adquirente e influenciar a valorização das ações.

     

    Ofertas Públicas de Aquisição (OPA)

    Uma OPA consiste numa proposta de compra dirigida aos acionistas de uma empresa cotada. Pode ser voluntária ou obrigatória. O acionista pode aceitar ou recusar a oferta. Uma OPA pode oferecer um prémio face ao preço de mercado e, se bem-sucedida, pode reduzir a liquidez ou levar à saída da empresa de bolsa.

     

    Ofertas Públicas de Venda (OPV)

    As OPV correspondem à colocação em bolsa de ações já existentes, detidas por acionistas, sem aumento de capital. Este processo pode aumentar a liquidez do título, mas também exercer pressão sobre o preço devido ao aumento da oferta.

     

    Spin-offs e cisões

    Os spin-offs e cisões consistem na separação de uma unidade de negócio da empresa original, dando origem a uma nova entidade independente. Os acionistas passam a deter ações de ambas as empresas, o que pode alterar o perfil de risco e retorno do investimento.

     

    Impacto dos eventos societários no investidor

    Os eventos societários podem traduzir-se em alterações no número de títulos detidos, variações no valor do investimento, implicações fiscais associadas a mais-valias e na necessidade de reavaliar a estratégia e a composição da carteira.

     

    Outros eventos

     

    Alterações na política de dividendos

    Mudanças na política de dividendos refletem decisões estratégicas da empresa, podendo indicar maior foco em crescimento ou, pelo contrário, maior orientação para a remuneração dos acionistas.

     

    Alterações de índices bolsistas

    A entrada ou saída de uma empresa de um índice bolsista pode provocar movimentos significativos no volume de negociação e no preço da ação, uma vez que muitos fundos replicam automaticamente esses índices.

Bolsas e mercados

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